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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Crise Final: O apocalipse, o arco

Renee Montoya é católica e vive em negação por causa de sua homossexualidade. Ao longo da série GCPD ela manteve um relacionamento estável, mas com o assassinato do colega Crispus Allen entrou em um ritmo intolerável de bebedeiras e autodestruição, inclusive pedindo desligamento da Polícia de Gotham City.

Contratada por Questão (Vic Sage), durante a série semanal “52” investigou uma tentativa de destruição em massa orquestrada pela Intergangue e com conotações religiosas. Ao final da série, com a morte de Sage, a quem já tinha se afeiçoado, assumiu o papel de Questão.

Posteriormente esteve envolvida com A bíblia do crime e uma seita que adora Caim, cujo livro de referência fazia citações aos eventos de Crise Final.

Crispus Allen era um policial honesto, pai de família e incorruptível. Depois de assassinado por um colega de Departamento foi fundido à entidade considerada “o espírito da vingança de Deus”, o Espectro. Numa de suas primeiras missões teve que punir o filho mais novo! O garoto por vingança, mata o assassino do pai e agora o pai, uma entidade mística que obedece a poderes superiores o leva para o além. A família enterra o garoto e sofre com a perda do esposo/pai e do filho caçula. Isto perturba o julgamento do Espectro.

A Lança do Destino foi incorporada à mitologia dos quadrinhos por Roy Thomas para explicar por que os heróis da Terra-2 não derrotaram Hitler. A Lança que havia sido usada para perfurar o dorso de Jesus na crucificação é um objeto místico que deixa seu possuidor no controle de super-seres.

Caçadora é uma vigilante de Gotham City. Com origens mafiosas – seus pais, ligados à Máfia foram assassinados -, a heroína é professora durante o dia e vigilante à noite, agindo sem a aprovação do homem morcego, ainda que eventualmente tenha colaborado com ele na LJA e durante a Terra de Ninguém. É, na verdade, uma versão de uma personagem criada para a Terra-2 que era filha de Batman e Mulher-Gato.

Vandal Savage
é um vilão imortal da DC Comics. Criado originalmente na Terra-2, desde a reconstrução do universo editorial da DC esteve presente em várias tramas especialmente às ligadas ao Flash, à Sociedade da Justiça, ao Ressurrection Man, aos Titãs (a série de 1.998), além de muito ligado ao evento DC Um Milhão, sendo um dos vilões principais.

Iniciou-se a Crise Final. Questão enfrenta membros da Seita de Caim, que não a aceitam como líder. Espectro pune vilões do DCU, mas não consegue fazer frente à Libra.

O espírito da vingança é enviado para punir Renee, mas a antiga amiga o reconhece o que gera várias páginas de diálogos.

Surge uma nova entidade mística, a “Misericórdia”, encarnada no corpo de uma freira violentada.

A seita de adoradores de Caim usa a Lança do Destino para perfurar Vandal Savage, em cujo corpo reencarna Caim que decide vingar-se do Espectro.

A equação antivida foi lançada nos meios de comunicação e Espectro, Renee e Misericórdia são ilhados em uma igreja em Gotham City.

Com todo o questionamento que passa o espírito de Allen, permite-se então que o Espectro seja alvejado pela Lança do Destino e escravizado por Caim/Vandal.

Caçadora, heroína de Gotham City, também religiosa une-se aos heróis pouco antes do Espectro, obedecendo a ordens de Caim entoar a equação antivida para atingir aos poucos sobreviventes – a equação por sinal é antivida = solidão + alienação + desespero + autoestima ÷ zombaria ÷ condenação ÷ equívoco x culpa x vergonha x fracasso x julgamento.

Questão, Caçadora e Misericórdia armam um plano então para fazer frente à Caim e ao escravizado Espectro. Montoya percebe que a culpa pelo julgamento do filho domina o espírito de Crispus e ressuscita o garoto com a Lança do Destino, une novamente o Espectro e o colega.

Num ato de megalomania típico dos quadrinhos é aqui que todos os efeitos da equação antivida é eliminada da população da Terra – já que isto não fica muito claro na série principal.

Incapaz de matar Caim em função de um edito de Deus, Espectro o transporta para a Terra, mas deixando a marca visível de modo que quem o ver entenderá quem ele é.

A história é frustante e a arte de Phillip Tan, às vezes quase um rascunho mal acabado não ajuda. Com narrativa difícil de ser entendida, cortes demais o que atrapalha a história não é os fatos anteriores, mas o entendimento que não funciona adequadamente durante o mega-evento.

Em síntese uma seita religiosa encarna um anticristo para dominar a Terra num momento de grande dificuldade, e após ganhar algumas batalhas, a seita é derrotada por um ato exagerado dos heróis.

Talvez com outro artista (um Tom Mandrake quem sabe?), a história fluísse melhor.

Texto de Greg Rucka, arte de Phillip Tan e finais Jonathan Glapion.

Veja mais sobre as Crises aqui.
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Crise Final: A origem de Libra

Desde que a DC Comics adotou a estratégia de lançar um “Secret Files & Origins” relacionado aos seus eventos não há nenhuma grande novidade.

Nem aqui!

Escrito por Len Wein e com arte de Tony Shasteen este Final Crisis Secret Files & Origins de fevereiro de 2.009, publicado em Crise Final Edição Especial # 05 da Panini Comics em dezembro de 2.009 esta origem secreta explica a história de Libra, um jovem rico e inteligente que se voltou para o crime para absorver energias – primeiro dos heróis e depois da estrelas.

Derrotado, desaparece durante anos para surgir em Apokolips e servir à Darkseid na investida à Terra.

Wein, autor que criou o vilão para uma aventura da Liga da Justiça, retorna para contar a origem e faz um clichê atrás do outro, ainda que não seja muito ofensivo já que é rápido e quase indolor.

Veja mais sobre as Crises aqui.
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Lançamentos da 4ª semana de dezembro

A Panini finalmente lança a segunda edição de Vertigo, seu almanaque com cinco histórias do selo da DC Comics. São elas Neverwhere #2 (set/05) de Mike Carey e Glen Fabry; Hellblazer # 176 (out/02) de Mike Carey, Steve Dillon e Jimmy Palmiotti com a segunda parte de O barato da vida; a segunda edição de Sandman Presents: The Thessaliad (abril/02) de Bill Willingham, Shawn McManus e Andrew Pepoy; Scalped # 02 (abril/07) de Jason Aaron e R.M. Guéra com a segunda (de três) parte de Nação Indígena e Northlanders # 02 (mar/08) de Brian Wood e Davide Gianfelice, com a segunda parte de “O retorno de Sven”.

Edição boa, preço atrativo (cinco histórias por R$ 9,90), mas deixa claro a tentativa da Panini em ser abrangente.

Hellblazer é de sete anos atrás, A Tessalíada idem e Lugar nenhum já tem quatro anos. A editora faz um título que une o melhor atualmente no selo e algo representativo do passado imediato. Eu apostaria em tirar as séries Neverwhere e Tessalíada e substituir definitivamente por Y e Fábulas, evitando os encadernados, permitindo que as tramas sejam absorvidas aos poucos. Já Hellblazer procuraria um ponto mais recente na cronologia e estudaria o material anterior para encadernados.

Claro que são sonhos megalomaníacos de blogueiro fãs de quadrinhos. Mas de qualquer modo as duas séries que quero tirar são minisséries que terminaram logo, logo...

Além da distribuição nacional de Novos Titãs e Lanterna Verde que já havíamos comentado na semana passada (veja aqui), temos ainda Os Poderosos Vingadores com o início de Reinado Sombrio com New Avengers #48 de Brian Michael Bendis, Billy Tan e Matt Banning; Captain America volume 5 #45 de Ed Brubacker, Luke Ross & Butch Guice e Rick Magyar, Mark Pennington e Guice e Thor volume 3 #11 e 12 de J. Michael Straczynski, Olivier Coipel e Mark Morales, Danny Miki e Andy Lanning.

Para concluir temos a Crise Final Edição Especial # 5 (de 6), certamente a pior da série até o momento. Final Crisis: Revelations # 4 e 5 de Greg Rucka, Phillip Tan e Jonathan Glapion e Final Crisis: Secret Files & Origins com a origem de Libra por Len Wein e Tony Shasteen. A edição não vale o investimento. No anúncio da próxima edição a confirmação de Superman ao Infinito, porém sem o efeito 3D – se houver, no entanto, a equipe de produção não faz menção.

Nos EUA tivemos Green Lantern # 49 e Blackest Night # 06. Na série do Lanterna Verde o nosso amigo John Stewart – abobado que só – sabendo que os mortos estão voltando vai ao recém reconstruído planeta Xanshi, que ele foi um dos responsáveis indiretos pela destruição (em Odisséia Cósmica). Uma história de suporte mostra a origem de Nekron, vilão da série.

Na série principal um intervalo com muito falatório e anéis negros voando a torto e a direito. Ganthet cria anéis emergenciais de todas as tropas – afinal usam tecnologia oana – e convoca alguns membros inusitados para usá-los.

Nota-se que este tipo de formato (7 ou 8 partes), sempre gera uma edição próxima ao final cheia de splash pages e sem muito conteúdo, que poderia funcionar perfeitamente ligada a uma outra edição. Apesar disto a arte de Ivan Reis está belíssima, ainda que tenha muitos auxiliares para cumprir o prazo.
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Ainda que os sites deixem claro que não cobram pela tradução e que encorajam os leitores a apagarem os arquivos após 24 horas, é claro que o conteúdo da história em todos os seus aspectos é de propriedade apenas da editora ou dos autores.

No Brasil, país de baixa moralidade, onde se aceita facilmente a sexualização da infância, a corrupção dos políticos e a pirataria de cd’s e dvd’s, os scans apenas se acomodaram. Mas diferente da pirataria de cd’s e dvd’s não existe ninguém ganhando com este tipo de trabalho – e acredite dá trabalho e muito!

As tiragens
Na época da EBAL, Aizen cancelava revistas que vendiam próximo ou menos que 100 mil cópias. Há anos a Abril, Panini e Mythos trabalham com tiragens que dificilmente alcançam as 10 mil cópias.

Certamente o preço é muito competitivo. A Panini oferece 100 páginas nacionais com quatro histórias das séries americanas por R$ 7,90, enquanto a Mythos oferece as 100 páginas de Tex à R$ 6,50 e a Abril tem linhas Disney de R$ 1,00!

Existem erros claros, como a excelente idéia do Tex em Cores que veio a R$ 24,00. Mesmo com formato diferenciado é difícil a manutenção da série.

Num universo onde as editoras lutam para venderem 10 mil cópias quaisquer 100, 200, 500 ou 1.000 adquiridas gratuitamente no formato scan faz falta.

Para piorar muitos lançamentos recentes estão disponíveis para os fãs no dia seguinte ao lançamento!

A excelente série The Walking Dead tem seus atuais 68 números traduzidos, enquanto a editora nacional HqManiacs está publicando o quarto encadernado e aproximando de concluir o segundo ano da publicação.

Nas grandes editoras é possível encontrar toda a série “A noite mais densa” (o evento do ano da DC Comics) com edição com data de capa de fevereiro de 2.010!

Da Marvel, sem dificuldade alguma é possível encontrar tudo de Vingadores – A queda para cá!

Mesmo séries com uma temática hermética como Planetary, que exige-se um prévio conhecimento de cultura, ficção científica e tecnologia para se entender e apreciar na totalidade tem todas as suas 27 edições disponíveis.

Os argumentos
Existem vários argumentos com que os responsáveis se defendem. Nenhum deles é válido por que o conteúdo das revistas que disponibilizam pertence a uma empresa privada.

Não é o mesmo que emprestar uma revista, pois o alcance é muito maior, e enquanto uma revista de papel jamais conseguiria alcançar 100 empréstimos, uma edição de uma série esperada atinge no mínimo um mil pessoas.

Alguns falam em fazer uma biblioteca digital. Nos EUA há projetos como o “DC Comics Chronology” e o “Marvel Comics Chronology” disponibilizando, via torrents, simplesmente todas as edições de todas as séries destas editoras. Este tipo de scan traz, inclusive propagandas da época.

Ainda que no início seja um pouco complicado encontrar algumas séries, tendo domínio de inglês e paciência para esperar o download – alguns arquivos pouco solicitados têm poucas fontes de torrent – é possível ter uma coleção completíssima de tudo que sua editora preferida já publicou.

No Brasil a moda pegou em termos e o acervo de publicação da Bloch e EBAL, além de várias editoras menores que publicaram material americano está sendo restaurado e disponibilizado. Existem até projetos com séries nacionais de terror, como a memorável Calafrio.

Um bom argumento, ainda que, torno a repetir, inválido, já que o conteúdo das revistas é exclusivamente de seus proprietários, é no que se refere às séries encerradas há anos ou décadas. Boas séries do passado como Marvel Two In One ou de gosto extremamente duvidoso como Vingadores – A travessia, que certamente não seriam nunca publicadas por aqui, já estão disponíveis neste formato.

No entanto, falta um senso crítico de se auto-limitar, já que os sites de scans lançam séries como Capitão América Renasce, Superman – Novo Krypton, O Cerco (evento da Marvel), Vingadores Sombrios, além das já citadas A noite mais densa e The Walking Dead, que estão disponíveis em bom português com tradução da última edição publicada nos EUA.

Certamente é um banho de água fria nos editores que esperam lucrar com a venda destas revistas por aqui em 2.010.

Seria inocência supor que as editoras, contabilizando o fator scan já não calculassem o preço de suas edições com esta informação. Se a expectativa antes era vender 15 mil exemplares, talvez seja mais realista calcular a venda de apenas 8 mil.

O ciclo não para. Com quadrinhos mais caros, mais pessoas desistem de ler o material e se divertem apenas com a cópia digital, de custo zero. As editoras então aumentam novamente para manterem suas margens de lucro e mais leitores se afastam e as editoras aumentam e mais...

Espero que possa fazer uma análise dessa situação em dezembro de 2.019.
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Primeiro o título é mais para chamar a atenção, já que scans de quadrinhos não são mais polêmicas em lugar nenhum.

O quê são?

Ao ser lançada uma revista em quadrinhos nos EUA (ou qualquer parte do mundo), um fã utiliza seu aparelho de scanner para fazer cópias das páginas da revista, geralmente em formato JPEG e junta todas as páginas na ordem em que foram publicadas em uma pasta.

Utilizando um programa próprio ou simplesmente compactando com o WinZip ou o WinRar, o fã altera a extensão do arquivo compactado para CBR (com WinRar) ou CBZ (com WinZip).

Disponibilizados na Internet, às vezes no dia do lançamento da edição nos EUA, acontece o mais improvável de toda a história: fãs baixam a versão e usando softwares de edição de imagens traduzem os balões de textos e redistribuem a edição.

Quais programas lêem?
Para o sistema operacional Windows o mais conhecido é o CDDisplay (disponível aqui).

No Ubuntu já há uma opção no próprio sistema operacional para instalar o programa Comix que faz a leitura dos CBR/CBZ. Disponível aqui.

Mas atenção!

Para que se leia os arquivos CBR no Linux/Ubuntu é necessário instalar também algum programa de compactação do formato “RAR”.

Onde se encontra os scans?
Atualmente devem existir mais de 100 mil scans de revistas em quadrinhos espalhados pela rede. No Brasil, que chega a traduzir quase que imediatamente após o lançamento, temos alguns sites de referência, que deixam claro que não hospedam as revistas.

São eles:

1 – Sóquadrinhos – Conteúdo de todas as editoras e grande acervo.

2 – Darkseid Club – Conteúdo apenas da DC Comics.

3 – TropaBR – Conteúdo de todas as editoras.

4 – Vertigem – Conteúdo de todas as editoras, especialmente das séries do selo DC/Vertigo e The Walking Dead.

5 – Art & Comics – Conteúdo de todas as editoras.


Como funciona?
Você baixa o programa de leitura adequado ao seu sistema operacional e instala em sua máquina.

Depois acessa estes ou outros sites e baixa individualmente as edições.

Após a conclusão do download é possível a leitura. Existem opções em todos os programas para a leitura em tela cheia, que, com monitores widescreen de 20 ou 21 polegadas fica perfeito.
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sábado, 26 de dezembro de 2009
A morte de um sonho, ato 3: O homem que comprou a América

Ed Brubaker escreve, Steve Epting, Rob de La Torre e Luke Ross desenham e Epting, La Torre, Rick Magyan e Fabio Laguna fazem as finais do arco que se passa das edições #37 a 42 de Captain America volume 5.

É, sem dúvida alguma, um ponto final para várias tramas que estavam em aberto até o momento. Brubaker continua orquestrando com habilidade a trama.

O corpo encontrado por Sharon Carter é do Capitão América dos anos 1950, um personagem criado no final da década de 1.970 que supostamente teria agido como Capitão em território americano, especialmente contra a ameaça comunista. Este Cap, que também chama-se Steve Rogers, é que fez dupla com Jack Monroe como Bucky. Monroe retornou anos depois e tornou-se o Nômade, sendo assassinado pelo Soldado Invernal no início desta trama.

Há alguns anos Dr Fausto manipulou tanto Sharon quanto este Capitão, que aparentemente haviam suicidado. Sharon voltou numa fase de Mark Waid na metade dos anos 1.990 e este Cap agora.

Manipulado por Fausto o Capitão salva o Senador Gordon Wright e no número seguinte enfrenta Bucky numa luta longa que serve para mostrar que ele é fisicamente superior à Bucky. Ainda assim quando Bucky decide tirar a máscara, o choque faz com que ele coloca em questão os comandos recebidos por Fausto.

Saindo em fuga, Falcão e Bucky utilizam a pista deste Capitão para encontrarem a base do Caveira.

O Senador Gordon Wright é um joguete fascista criado e manipulado por Dr Fausto. Ao apresentar sua proposta de endurecimento, ele torna-se o candidato independente com maiores possibilidades de conseguir vencer as eleições. Ao longo do arco o Caveira encomenda alguns atentados a ele, de modo a fazer que com o candidato cresça nas pesquisas e as pessoas o associem à imagem de um renascido das cinzas Capitão América, ao mesmo tempo que afastam o novo Cap (o Bucky).

Durante uma tentativa de fuga, Sharon é ferida por Pecado – a filha desprezada do Caveira Vermelha – e aborta. Fausto, não se sabe exatamente por quais razões – seja por uma real simpatia por Carter, seja por medo de não ter lugar visível nos planos de Caveira/Lukin, seja por temor de mais uma lavagem cerebral falha (a do Capitão) – limpa da memória da agente a informação sobre a gravidez, ativa um GPS localizador da SHIELD, devolve o controle do corpo à garota e abandona a empreitada, bem no momento que haveria um novo atentado ao candidato Wright.

Pecado, contrariando novamente o pai atira para matar o senador (o objetivo era apenas ferí-lo), mas Bucky/Cap surge e salva a pátria terminando o resgate com sua imagem divulgada de forma positiva na imprensa.

Finalmente a SHIELD, a Viúva Negra e Falcão invadem a base do Caveira – que já percebeu a traição de Fausto. Está acontecendo um plano não muito claro ainda que tenciona separar as mentes de Lukin e do Caveira e Sharon é peça fundamental.

Sharon consegue se libertar, frustrando os planos e durante a fuga de Caveira e Zola, ela o alveja, matando-o! Na seqüência seguinte o cientista nazista é ferido mortalmente pelo Capitão dos anos 1.950, que havia sido capturado e preso na base.

As tramas se completam finalmente.

Viúva Negra ameaça Gordon Wright de divulgar sua relação com a Corporação Kronas, e ele desiste do senado e da candidatura. A agente russa reserva um tempo para namorar Bucky, que finalmente sente-se em paz com o manto do Capitão.

Sharon, sem memória da gravidez, fica aos cuidados de Falcão com a autorização de Tony Stark, ainda diretor da SHIELD, apesar de ter enfrentado uma grande crise durante estes três arcos, que juntos somam dezoito meses de publicação.

O Capitão América dos anos 1.950 está solto na Nova Iorque atual, mas o tom não é de loucura, ao contrário, ele é mostrado como uma pessoa de hábitos estranhos numa terra estranhos, mas em nenhum momento delirante, sujo (veste um excelente terno completo com sobre-tudo) ou vingativo. Sabe-se claramente que retornará à série.

Não se sabe ainda qual é o real objetivo da máquina que Dr. Doom cedeu ao Caveira, mas isto não impede que Arnin Zola tenha um plano de contigência: a memória do Caveira é enviada para um de seus corpos!


Captain America – Volume 5

1 – #01-07 – Tempo Esgotado
2 – #08-14 – O Soldado Invernal
3 – #15-17 – Rotas de Colisão
4 – #18-21 – A blitz do século vinte e um
5 – #22-24 – Os tambores de guerra
Guerra Civil
6 – #25-30 – A morte de um sonho, ato 1
7 – #31-36 – A morte de um sonho, ato 2
8 – #37-42 – A morte de um sonho, ato 3: o homem que comprou a América
9 – #43-45 – Flecha do tempo
10 - #46-48 – Velhos amigos e inimigos
11 - #49 – A filha do tempo
#50 – Dias que se foram

Capitão América, retorno à numeração do primeiro volume
# 600 – Comemorativa de 600 números!
1 – # 601 - ??? – Sangue vermelho, branco & azul
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A morte de um sonho, ato 2


Finalmente em Captain America volume 5 #31-36 vislumbramos uma das reais intenções do Caveira Vermelha.

Ao longo de todos os trinta primeiros números da série o Caveira Vermelha criou uma série de subterfúgios para esconder seus planos. Como bom escritor, Brubaker manipulou o leitor que via as informações mas não se dava conta de como o autor iria utilizar os fatos.

Caveira Vermelha, um soldado nazista, dominou a mente de um ex-general russo, Aleksander Lukin.

Lukin depois de alguns anos vendendo tecnologia russa criou uma empresa legal chamada Corporação Kronas, da qual ele é o CEO e recentemente usou o poder do Cubo Cósmico para fazer uma série de fusões com empresas menores, tornando a empresa uma referência em tecnologia e finanças.

A Corporação Kronas, conforme já havia sido mostrado em vários momentos tem um poderoso exército particular formado por seus seguranças. A narrativa dá a entender que este exército tem como pessoas chaves dissidentes russos, desiludidos com o destino de seu país, dispostos a restaurar a glória de outrora e que culpam a América. Claro que o Caveira ainda manipula estes sentimentos a seu favor.

O arco abre com uma revisão da história de Bucky, que está passando por um processo de lavagem cerebral nas mãos de Dr Fausto, mas ao longo da trama Falcão e Viúva Negra conseguem resgatá-lo o quê faz o Caveira fingir a morte de Lukin e colocar um outro CEO em seu lugar.

Com a morte de Lukin há uma crise nas bolsas de valores – a companhia tem papel importante na produção e comercialização de petróleo – que só piora quando a empresa cobra moratória sobre empréstimos para aquisição de residência (uma referência nada sutil à verdadeira crise financeira que abalou o mundo naquele período).

Insatisfeitos a população civil inicia uma série de manifestos. Agentes da SHIELD que haviam sofrido processos de manipulação mental nas mãos de Fausto, atiram nos manifestantes e matam doze pessoas! Cria-se uma grave crise interna onde o papel da SHIELD e de Stark é questionado e um senador autoriza a contratação de uma empresa terceirizada para fazer a segurança interna.

Resgatado por Natasha e Sam, Bucky vai ao porta-aviões aéreo da SHIELD onde finalmente enfrentar Anthonny Stark – o Homem de Ferro – a quem culpa pela perda do amigo. Mesmo com todo o avanço tecnológico de Stark e sua armadura, a luta termina em empate com uma clara vantagem para Bucky.

Stark consegue fazer Bucky ler a carta de Steve e o segundo sidekick dos quadrinhos aceita assumir o manto (levemente modificado) de seu mentor. Surge um novo Capitão América com uma porção do uniforme em negro e que usa também armas.

Bucky/Capitão aceita trabalhar para a SHIELD/Stark desde que não responda diretamente ao Diretor da Agência e começa uma colaboração com Natasha Romanoff – a Viúva Negra – atacando a IMA e a IRAD – uma dissidência da IMA com planos de destruição em massa, vista desde o início do ciclo.

Natasha deixa claro que se recorda do envolvimento que ambos tiveram no passado e dá esperanças de uma possibilidade de se reatar.

Ao longo da série Sharon, prisioneira do Caveira, colabora com Fausto, é investigada por Arnin Zola (que descobre a gravidez), auxilia de modo dúbio na liberação de Bucky, flagela-se pelo seu papel no assassinato de seu amado e finalmente descobre um corpo numa câmara. O corpo tem a fisionomia de Steve Rogers!

Com texto de Ed Brubaker e arte de Steve Epting, Mike Perkins e estréia de Butch Guice (Novos Mutantes, The Adventures of Superman, Birds of Prey, Rose) fazendo lápis e finais em alguns fill ins, a série chega ao seu auge neste arco.


Captain America – Volume 5

1 – #01-07 – Tempo Esgotado
2 – #08-14 – O Soldado Invernal
3 – #15-17 – Rotas de Colisão
4 – #18-21 – A blitz do século vinte e um
5 – #22-24 – Os tambores de guerra
Guerra Civil
6 – #25-30 – A morte de um sonho, ato 1
7 – #31-36 – A morte de um sonho, ato 2
8 – #37-42 – A morte de um sonho, ato 3: o homem que comprou a América
9 – #43-45 – Flecha do tempo
10 - #46-48 – Velhos amigos e inimigos
11 - #49 – A filha do tempo
#50 – Dias que se foram

Capitão América, retorno à numeração do primeiro volume
# 600 – Comemorativa de 600 números!
1 – # 601 - ??? – Sangue vermelho, branco & azul
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A morte de um sonho, ato 1

Publicado originalmente em Captain America v5 # 25-30, este arco tem seis partes escritas por Ed Brubacker e com arte de Steve Epting e Mike Perkins, que fazem lápis e finais.

Cronologicamente é um epílogo de Guerra Civil e parte do evento “A iniciativa” – que se refere às várias organizações criadas por Tony Stark chamadas de “A iniciativa dos 50 estados”, na verdade, a policia registrada razão da Guerra Civil.

É difícil falar deste arco por que ele é muito bom e continua a trajetória de excelência do Ed Brubaker na série, mas lendo em continuidade parece o início de uma certa canseira: o Caveira Vermelha tinha um plano muito elaborado e muito bem planejado e até ao final deste arco (a edição 30) não há uma amostra real do quê se trata. Sabe-se apenas que envolve o Cap e seus auxiliares.

Então nada desde o início da série foi um golpe de sorte e tudo foi calculado com anos de antecedência! Aterrador demais para ser verdade e por isto mesmo começa a soar implausível!

O arco começa com a revisão da trajetória de Steve Rogers, o Capitão América, e com a divisão da população sobre sua responsabilidade na Guerra Civil. Alguns o apóiam, outros não.

A caminho do julgamento o herói é alvejado na escadaria do Tribunal. Enquanto as câmeras e seguranças procuram o franco-atirador, Sharon Carter, a agente 13, sob domínio hipnótico, aproxima-se do herói e atira a queima roupa na altura do abdômen, sendo este tiro o verdadeiro responsável pela morte do herói.

O franco-atirador é Ossos Cruzados, que é capturado por Falcão e Bucky e levado sob custódia pela SHIELD.

Após uma edição que mostra o luto da comunidade dos heróis em especial do trio Sharon Carter, Falcão (Sam Wilson, amigo de longa data do Cap) e Bucky, este último decide resgatar o verdadeiro escudo das mãos de Tony Stark, agora diretor da SHIELD, que usa a Viúva Negra para proteger a peça.

É inserido na cronologia que Natasha e Bucky tiveram um brevíssimo envolvimento. Isto chama-se “retrocontinuidade”, uma palavra criada por Roy Thomas enquanto ainda editava fanzines. Ironicamente Thomas é um dos autores que mais fez retrocontinuidade, visto que séries como “The Invaders” (Marvel) e All-Star Squadron (DC Comics) são completamente retrocontinuistas.

Sutilmente Brubaker insere a lembrança de uma senhora contada por seu pai. Bucky, ao ouvir o relato, atribui a história aos muitos relatos de soldados em guerra, inexatos ou mentirosos. Num universo onde viagens no tempo são tão comuns, isto é apenas uma história ainda não narrada.

Várias coisas estão acontecendo.

O cadáver de Steve aparenta ter envelhecido radicalmente. Sharon pede demissão da SHIELD.

O Caveira recebe um dispositivo de Dr. Doom que é analisado por Arnin Zola e Dr. Fausto. Os diálogos sugerem que seja um dispositivo que tenha relação com manipulação temporal, mas tudo fica em aberto de modo que o escritor possa mudar se desejar.

Um agente da SHIELD solicita à Stark autorização para ser um novo Capitão América. Tony nega, re-afirmando como disse em uma coletiva de imprensa que não haverá um novo Capitão.

Sharon percebe seu papel de assassina na trama e descobre-se grávida! Ao longo das histórias, em vários momento ela está em vias de suicidar-se!

Stark pede à Charles Xavier para buscar informações no cérebro de Ossos Cruzados, mas o maior telepata da Terra, capaz de impedir uma invasão alienígena e deter temporariamente a Fênix Negra, não consegue romper com os bloqueios e lavagens criados por Fausto!

Bucky não compreende a relação Lukin-Caveira Vermelha, e ao ameaçar o ex-general é capturado por Ossos Cruzados (que foi libertado por Pecado e o novo Esquadrão Serpente). Aprisionado, Bucky será alvo de novos implantes mentais de Dr. Fausto.

Stark, após receber uma carta de Steve Rogers (!) e re-assistindo o vídeo do assassinato descobre que Sharon alvejou o Cap e envia Viúva e Falcão para contê-la. O diretor também faz a conexão com o psiquiatra da instituição e descobre a verdade sobre o traidor.


Captain America – Volume 5

1 – #01-07 – Tempo Esgotado
2 – #08-14 – O Soldado Invernal
3 – #15-17 – Rotas de Colisão
4 – #18-21 – A blitz do século vinte e um
5 – #22-24 – Os tambores de guerra
Guerra Civil
6 – #25-30 – A morte de um sonho, ato 1
7 – #31-36 – A morte de um sonho, ato 2
8 – #37-42 – A morte de um sonho, ato 3: o homem que comprou a América
9 – #43-45 – Flecha do tempo
10 - #46-48 – Velhos amigos e inimigos
11 - #49 – A filha do tempo
#50 – Dias que se foram

Capitão América, retorno à numeração do primeiro volume
# 600 – Comemorativa de 600 números!
1 – # 601 - ??? – Sangue vermelho, branco & azul
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Eddy Barrows em SJA: Blackest Night

Fã de Sociedade da Justiã, de Geoff Johns e de Eddy Barrows, depois de ter lido a eficiente série Blackest Night: Superman com a arte dele e o texto de James Robinson (que infelizmente não acrescenta nada à série principal, mas é muito bela), não poderia deixar de publicar uma imagem que ele postou no blog dele - veja aqui.

E aqui vai:



Parabéns e espero as séries A noite mais densa serem publicadas no Brasil.
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
E então é Natal

Novamente é Natal, época de festas e de religiosidade, de descobertas e planejamentos para reinícios.

Desde que iniciamos se passaram sete meses e já postamos mais de 260 posts, que hora contêm spoilers gigantescos, hora contêm resumos essenciais e hora não contêm nenhuma informação muito relevante.

Após mais de 13.500 acessos – hoje o blog recebe 150 acessos diários em média – nosso objetivo continua o mesmo: falar sobre quadrinhos, relatar os principais acontecimentos do passado e do presente e estender o mesmo à música, cinema e se necessário for à política.

Não poderia terminar sem lembrar uma boa história de Natal.

A minha preferida ainda é uma história curta que Frank Miller fez para o Batman e durante anos foi parte das nove histórias que ele deveria ter escrito para o homem-morcego e mais nenhuma (1 a história de Natal + 4 de Cavaleiro das Trevas + 4 de Ano Um = 9).

A história, constantemente republicada, pode ser encontrada na edição “As várias faces de Batman” da Editora Abril e Coleção DC 70 Anos #6 (Batman).

No mais, grande abraço e boas festas!

Jamerson Albuquerque Tiossi
jamersontiossi@yahoo.com.br
Nanuque – MG

Post scriptum

E lembrem-se: Lobo matou o Papai Noel em uma edição especial anos atrás e agora o The Authority (grupo da Wildstorm) está à procura do caçador de recompensas para fazê-lo pagar pelo crime.

Não que o Authority realmente se importe...

A Panini promete a edição ainda para 2009!
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Marvel Zombies

Marvel Zombies, título que, na verdade, parodia uma expressão que identifica os fãs da editora é uma coleção de histórias curtas, mini-séries e arcos que se passam em uma outra dimensão do Universo Marvel (a Terra-2149) que foi dominada por uma praga zumbi infectante.

O conceito foi criado por Mark Millar em um arco da série Ultimate Fantastic Four, e ampliado por Robert Kirkman em duas séries e um especial.

Kirkman, autor de grande talento, é responsável pela inteligentíssima série The Walking Dead, simplesmente o título da Image Comics que mais vende há meses nos EUA (cerca de 25 mil exemplares). Foi a publicação desta série que ressuscitou o tema zumbi nos quadrinhos. Voltarei a falar de The Walking Dead, da qual sou fã, em outros momentos, mas se houver curiosidade há um artigo que publiquei no site HqManiacs há alguns anos (veja aqui).

Em seguida a Marvel promoveu o encontro dos zumbi da “Casa das Idéias” com Ash, personagem da cine-série Evil Dead de Sam Raimi. No Brasil o primeiro filme “Evil Dead” foi lançado no mercado de vídeo apenas com o sucesso do segundo longa, que é, na verdade, um remake do primeiro filme. Este segundo filme recebeu o nome de “Uma noite alucinante” e teve uma continuação bastante famosa “Evil Dead: Army of Darkness”, onde Ash, viajando no tempo não consegue impedir a ascensão do “exército das trevas” do título. Por sinal o filme tem vários finais.

Comenta-se que Raimi está negociando o quarto Evil Dead que continuaria com o ator Bruce Campbell, interpretando Ash. Fã de Campbell, Raimi o utilizou nos três filmes da cine-série Homem-Aranha em pontas bastante distintas, o quê faz o fãs questionarem se ele, na verdade, não seria o vilão Mistério (chefe de efeitos especiais, o vilão é conhecido por seus disfarces).

Após a Guerra Civil o Quarteto Fantástico de então navegou pelo Mundo Skrull da dimensão zumbi num arco da série Pantera Negra e a Marvel retornou ao tema em uma terceira série mensal que está sendo publicada atualmente no Brasil. No verão norte-americano de 2009 foi publicada a quarta série, ambas concentrada em criminosos e personagens místicos.

Em seguida haverá a quinta série com personagens que foram transportados ao final do volume 2.

Por enquanto a listagem é a seguinte:

Ultimate Fantastic Four #21-23 (2.005)
Marvel Zumbis I (2.006)
Ultimate Fantastic Four #30-32 (2.006)
Marvel Zombies: Dead Days (um prólogo para a série, 2007)
Marvel Zumbis versus o Exército das Trevas (2.007)
Pantera Negra #28-30 (2.007)
Marvel Zumbis II (2.007-08)
Marvel Zumbis III (2.008)
Marvel Zumbis IV (2.009)
Marvel Zumbis V (2.009)
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Marvel Zumbis: Fim dos Dias

Edição especial de Robert Kirkman (texto) e Sean Phillips (arte) que mostra os primeiros momentos da infecção e como a nova situação afetou a comunidade dos super-heróis.

Fãs da Marvel, os tais Zumbis, perceberão que a dimensão criada por Kirkman é um misto de várias épocas da editora em especial momentos distintos do período 1.978-1.994, além de óbvias diferenças como o Coronel América, uma versão do Capitão América. Note a presença dos Thunderbolts (a primeira versão), do Agente Americano, do Aranha Escarlate, Hank Pym como Gigante, o Sonâmbulo, Magnum com seu uniforme original, Máquina de Guerra, os 3 Guerreiros (de Asgard) e Capitão Marvel mostrando que o escritor fez uma seleção de personagens mas não se ateve a um momento cronológico em específico.

A visão do Senhor Fantástico, fascinado pelos zumbis ao ponto de infectar os amigos e depois se entregar à fome deles, não se justifica na cronologia padrão, mesmo com todos os excessos cometidos na época de Guerra Civil.

No final é uma edição especial que não oferece grandes respostas e vale mais como item de colecionador do que realmente uma história bem narrada.

Vejam aqui os arcos Marvel Zumbi e por favor não responsabilizem Robert Kirkman por causa desta palhaçada.
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Desfaz-se a morte

A notícia correu o mundo e inclusive o blog “O silêncio dos carneiros” avisou (veja aqui), mas foi apenas um ferimento de guerra e não uma baixa: Kyle Rayner sofre apenas uma parada cardíaca ou equivalente em Green Lantern Corps #42 e na edição seguinte é salvo com a ajuda de membros de outras Tropas.

A única curiosidade da edição fica por conta de ver que em momentos de fúria, como a de Guy Gardner pela perda do amigo, um anel de outra Tropa pode dominar um membro de uma equipe alheia. O anel da Tropa dos Lanternas Vermelhos dominou Gardner.

De resto, Tomasi faz uma manobra arriscada: coloca Mogo em campo de batalha!

Mogo, criado por Alan Moore, para uma história de suporte, é um planeta Lanterna Verde. A história de clima de paródia, nunca foi muito levada a sério, mas desde que a Tropa foi reconstruída Mogo sempre esteve presente nas tramas, porém, como um planeta responsável por produção de alimentos e descanso para os Lanternas, nunca em campo--- até mesmo por que até hoje não foi registrado um balão de texto para o planeta-lanterna.

Não deixaria de ser interessante um cross-over inter-editorial entre “Mogo – o MAIOR Lanterna Verde e Ego – o planeta vivo” (numa banca em seus sonhos).
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Terra-50: o Universo Wildstorm

No início dos anos 1.990 alguns artistas que trabalhavam para a Marvel Comics nos títulos de maior tiragem da editora decidiram criar uma editora que os direitos dos personagens pertencessem aos criadores.

Balela!

Perguntem a Greg Capullo (que foi artista de Spawn depois que o criador McFarlane deixou o personagem) se ele tem direitos sobre o anti-herói!

De qualquer maneira estes criadores fundaram a Image Comics, uma editora-selo, que é a união dos diversos estúdios dos autores.

Em fins de 1.997 depois de ter trabalhado durante um ano para a Marvel Comics durante o evento Heróis Renascem e a minissérie X-Men/WildC.A.T.s, Jim Lee, criador e proprietário do estúdio Wildstorm, que agregava além da linha principal uma linha de autor chamada Homage (onde iniciou a série Astro City) e o selo ABC de Alan Moore, negociou os direitos de sua linha com a DC Comics e se tornou parte do conglomerado AOL-Time-Warner por US $ 45 milhões.

Profundamente criticado pela decisão, Jim Lee, desenhista de grande apelo popular assumiu tarefas administrativas e desenhou pouco, mesmo depois da venda. Esta por sinal foi a motivação de ter efetuado-a: voltar-se exclusivamente para o desenho e se afastar da administração. Fez Batman – Silêncio (12 números), Superman – Pelo Amanhã (12 números) e um número de uma nova série Wildcats, além de dezenas de capas e uma história curta p&b do Batman.

Havia prometido um segundo arco para Batman e um arco de 12 números para Mulher Maravilha, de modo a contemplar a trindade principal da editora.

Após o evento “52”, o multiverso da DC Comics possui apenas 52 dimensões alternativas, sendo a Terra-50 o Universo Wildstorm.



História geral

O universo Wildstorm é bastante parecido com o nosso, sendo palco de uma guerra de raças bem evoluídas que, ao nosso ver, assemelham-se a deuses. Estas raças são os kherubins e os daemonitas.

O cruzamento destas raças com humanos criou grande parte dos atuais super-seres e a presença de membros destas raças no mundo, garantiu a existência de lendas e mitos que permeiam nossas culturas e religiões.

Além dos híbridos alien-humanos temos os gen-ativos (uma espécie de mutante do selo) e também um terceiro tipo de super-seres, que são pessoas que sofreram efeitos da radiação de um cometa que passou próximo à Terra.

Principais séries de grupos da Wildstorm:
DV8
Gen¹³
Mr Majestic
Planetary
Sleeper
Stormwatch
Team 7
The Authority
The Monarchy
Wetworks
WildC.A.T.s
Wildcore

Principais séries de personagens solo da Wildstorm:
Backlash
Cybernary
Deathblow
Divine Right
Grifter
Jet
Majestic
Point Blank
The Kindred
Union

A situação atual do selo

Na DC a situação atual é que após diversos reinícios (o imediatamente anterior é de novembro de 2006), os títulos ainda não “pegaram”, ainda que no selo autoral Homage não haja grande problema. Dos oito títulos mensais relançados em 2.006, somente dois continuam a serem publicados.

Por causa deste efeito em julho de 2008 a equipe produziu o evento World’s End, que pretendia ser um novo reinício para as equipes criativas e para o status do universo. Foram lançadas/relançadas quatro séries que continuam a ser publicadas nos EUA.

No Brasil

O material das principais séries da Wildstorm publicados por aqui ainda são da fase da Image Comics. A Editora Globo publicou Gen¹³ e WildC.A.T.s em 1.996/97, com 15 números para cada equipe, seguida pela Editora Abril que publicou Gen¹³ & WildC.A.T.s (com 12 números) junto com um especial em duas partes. Neste período está um dos melhores trabalhos com os personagens: a série WildC.A.T.s de James Robinson & Travis Charest, injustamente obscurecida pela fase seguinte de Alan Moore & diversos.

Apesar a sempiterna excelência de Moore a fase de Robinson & Charest é bem melhor.

Esta fase de Moore termina já em uma série mensal de apenas três números da Mythos Editora. Anos depois a fase seria republicada pela Pixel Editora.


A Mythos também publicou o cross-over JLA/WildC.A.T.s anterior à compra e a Abril publicou Homem-Aranha/Gen¹³ e Homem-Aranha/Backlash. A estes somam-se o encontro publicado pela Metal Pesado Gen¹³/Geração X e Geração X/Gen¹³.

A Pandora Books publicou várias séries do selo (Divine Right, Planetary, Authority, Global Frequency), assim como a Devir Livraria com os encadernados que previlegiam Authority, Planetary e Astro City.

Capitão Átomo após uma grande explosão ao final do primeiro arco de Superman/Batman foi arremessado para o universo Wildstorm, mas a série que narra a aventura, Captain Atom: Armageddon, não foi publicada por aqui.

Sr. Majestic – uma versão do Superman – apareceu numa edição de Superman da Panini Comics (a de nº 33), mas somente após a publicação de 52 que tivemos o conceito de um multiverso coeso com participação da editora/selo.

Durante a séries “Contagem Regressiva” e “À Procura de Ray Palmer”, uma equipe formada pelo Lanterna Verde Kyle Rayner, Donna Troy, o Monitor Bob e Jason Todd viajaram pelo multiverso à procura de Ray Palmer (o Elektron) e chegaram à Terra-50.

Durante a Crise na Anti-Terra alguns cidadãos da Terra-50 também foram escravizados por Ultraman e o Sindicato do Crime da Amerika – esta seria a mais recente citação oficial ao universo paralelo por aqui.

O selo Wildstorm esteve durante dois anos nas mãos da Pixel Editora que deu prioridade aos personagens autorais e algumas republicações. Acredita-se que a Panini, atual detentora dos direitos de publicação (veja aqui), siga o mesmo caminho, já que promete para dezembro de 2.009 uma edição especial com histórias solos de Alan Moore para os personagens da editora.

Quanto aos personagens centrais do universo somente The Authority e Planetary tem uma constância de publicação, e se supõe que ambos, em especial o último devam retornar em uma série de encadernados. Das 27 edições de Planetary, somente a última recém publicada nos EUA é inédita no Brasil. Já o Authority, grupo ultra-violento, criado por Warren Ellis, tem uma boa trajetória por aqui, com seus principais arcos publicados.

Veja aqui a listagem do Multiverso pós-52 da DC Comics.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
A ira dos Lanternas Vermelhos – A edição especial

Publicado no Brasil em Dimensão DC: Lanterna Verde #16 em dezembro de 2009, esta edição saiu nos EUA como um dos vários especiais ligados à Crise Final e seu nome completo é Final Crisis: Rage of the Red Lanterns #1 produzida por Geoff Johns (roteiro), Shane Davis (lápis) e Sandra Hope (finais).

Primeiro a triste constatação que Shane Davis, grande promessa da DC, que já trabalhou por aqui em Superman-Batman (no arco “K”) e esta trabalhando na linha Terra-Um (inédito nos EUA ainda) não está no seu melhor momento. Os personagens da trama, alienígenas em geral, tem desenhos toscos, irregulares e só mesmo Atrocitus parece realmente ameaçador!

Mesmo o maior efeito da nova Tropa, a dos Lanternas Vermelhos, que é a rajada de energia vermelha saindo pela boca, lembrando uma golfada de sangue não impressiona. Aparentemente Davis deve ter tido pouco tempo para pesquisa e produção. Veja as páginas 16 e 17, por exemplo.

No geral a história é boa, mas não tem relação com Crise Final coisa nenhuma! A história é um prelúdio sim de “A noite mais densa”, grande saga da DC que está sendo publicada atualmente nos EUA e é a primeira em anos que desbanca a Marvel Comics – mesmo continuando com o formato extenso, pois tem oito partes.

Vamos então, como Jack, o estripador, por partes. Em Crise nas Infinitas Terras (1985), o Antimonitor é derrotado. Em Crise Infinita (2005) os restos de sua armadura são utilizados por Alexandre Luthor da Terra-3 e Superboy Primordial. Estes mesmos restos de armadura são utilizados em a Guerra dos Anéis (2007), um arco das séries Green Lantern e Green Lantern Corps.

Após Guerra dos Anéis os restos da armadura do Antimonitor desaparecem e somente são encontrados nesta edição.

Atrocitus é um personagem que possui grande ira dentro de si, fruto do massacre de seu setor (o de número 666) pela primeira polícia intergaláctica criada pelos Guardiões do Universo, os andróides Caçadores Cósmicos, responsáveis entre outras coisa pelo ataque os Guardiões na saga Milênio (1988).

Em Ysmault sem um motivo aparente, finalmente o ódio de Atrocitus se cristaliza e cria o anel, a pequena bateria e uma grande bateria energética.

Cicatriz – uma Guardiã ferida pelo Antimonitor – é notificada que a armadura foi encontrada e cria uma armadilha para criar confusão, durante o transporte de Sinestro para ter sua sentença cumprida.

Cicatriz avisa a Tropa Sinestro da localização o que faz uma batalha de três lados, com a Tropa dos Lanternas Verdes, a Tropa Sinestro e a recém surgida Tropa dos Lanternas Vermelhos, já que Atrocitus deseja vingança contra Sinestro que o aprisionou. A relação entre Atrocitus, Abin Sur, Hal Jordan e Sinestro pode ser vista no arco “Origem Secreta”.

Quando parece que Jordan será corrompido pela ira vermelha, eis que surge um Lanterna Azul chamado Santo Nômade que aumenta a força armazenada no anel verde até 200%!

Num sub-plot, os Controladores, uma dissidência dos Guardiões, responsáveis também por patrulhar o Universo com os Darkstars – hoje, defuntos – encontram uma nova fonte energética no setor 543, o Sistema Vega em especial o planeta Okaara.

Como não poderia deixar de ser esta é a edição especial de introdução ao último arco importante antes de “A noite mais densa”. O arco propriamente dito começa no mês que vem em Dimensão DC: Lanterna Verde #17.

Em tempo, o juramento do Lanterna Vermelho: “Com sangue e ira de um vermelho ardente... arrancando à força de um cadáver ainda quente... somado ao nosso ódio que arde infernal... queimaremos a todos... eis o destino final.
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Lançamentos da 3ª semana de dezembro

O departamento de logística e distribuição da Panini é maravilhoso. Me deixa quinze dias sem revistas e três dias depois envia a segunda leva de dezembro, formado por Dimensão DC: Lanterna Verde 16 e Novos Titãs #66.

O Lanterna Verde tem Final Crisis: Rage of the Red Lanterns #1 de Geoff Johns, Shane Davis e Sandra Hope; Green Lantern Crops # 30 de Peter J. Tomasi, Patrick Gleason e Rebecca Buchman; mais uma história – esta, longa – de Solo # 03 de Paul Pope e Booster Gold # 13 de Rick Remender, Pat Olliffe e Jerry Ordway.

Já a equipe mirim da DC Comics traz Teen Titans # 64 de Sean McKeever, Fernando Dagnino e Raul Fernandez; Robin #179 de Fabian Nicieza e Freddie Williams II; Batman and The Outsiders # 12 de Frank Tieri, Ryan Benjamin e Saleem Crawford e completando a edição Titans # 7 de Judd Winick, Julian Lopez e Bit. Chama atenção a falta de uma equipe criativa forte para Titans e a constante alternância de equipe de desenhos, uma tristeza realmente.

E por enquanto nada de Vertigo #02.

Agora fica fácil a Panini completar o pacote dos assinantes da DC em dezembro, afinal só restam Superman-Batman e Trindade e eles tem duas semanas para imprimir, ensacar e enviar para os clientes.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Brianiac Vive

Em Action Comcis #872 (fev/2009) publicado em Superman #85 (dez/209) da Panini Comics temos o texto de Geoff Johns e arte de Pete Woods para a continuação da trama do aprisionamento dos inimigos do Superman na Zona Fantasma e o assassinato de soldados humanos.

Alura, mãe de Supergirl, se recusa a entregar os nomes dos responsáveis e oculta a informação de Zor-El!

Investigando restígios da nave de Brainiac os kryptonianos resgatam o Comando das Criaturas e Ultra, que foram aprisionados pelo computador tirano em uma época desconhecida.

Comando das Criaturas era uma série militar que utilizou os monstros do cinema para inspirar a criação dos personagens. Ultra é um astronauta terrestre capaz de simular o DNA alienígena e, portanto, poderes desconhecidos. Teve seu auge na época de histórias de ficção científica

Metallo e Reactron se rendem aos soldados kryptonianos de modo a serem levados à Novo Krypton.

Reactron, agora com coração de kryptonita dourada, é capaz de retirar os poderes dos kryptonianos durante quinze segundos, que utiliza para matar os aliens com rajadas de energia.

Durante o ataque Reactron mata Zor-El, pai da Supergirl e tio do Superman!

Veja aqui a listagem de histórias de Novo Krypton.
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Cirurgia invasiva

Em Superman #682 (jan/09) Robinson, Guedes e Magalhães mostram os kryptonianos seqüestrando os vilões do Superman para enviá-los, ao final da história, para a Zona Fantasma.

Num destes ataques, ao fazer frente a soldados humanos, os kryptonianos matam os policiais terráqueos!

Isto criará todo um sub-plot sobre a possibilidade real de convivência entre os humanos e 100 mil alienígenas sem limites de força e sem respeito por nossa cultura e leis.

Um plot estabelece que o Agente Liberdade pede licença para investigar o aparecimento repentino do Apocalypse em Action Comics # 871<. Ele desconfia de manipulação.

Já outro, traz de volta o Guardião que deseja um emprego no QG da Polícia Científica.

Guardião é um personagem criado por Jack Kirby na Era de Ouro e está presente na cronologia do Superman desde 1.971, participando de aventuras com Jimmy Olsen.

Quando o Cadmus e suas pesquisas de engenharia genética voltaram a ser tema das séries do Superman, o personagem retornou especialmente no período 1.988-1.996, quando as revistas estavam infladas de coadjuvantes.

Recentemente Grant Morrison criou um novo Guardião para a série 7 Soldados, mas não se trata deste personagem.

A última página mostra Mon-El cercado na Zona Fantasma cercado por Banshee Prateada, Bizarro, Galhofeiro, Homem dos Brinquedos e Parasita.

Mon-El é um daxamita, raça alienígena de constituição semelhante aos kryptonianos, mas que sofre envenenamento por chumbo, presente na atmosfera terrestre. Conhecendo o Clark ainda adolescente, Mon-El é contaminado por chumbo e enviado por um relutante amigo para a Zona Fantasma, onde passara mil anos até ser resgatado pela Legião dos Super-Heróis do século XXXI.

Revisões posteriores mostram que o herói conseguiu durantes alguns períodos controlar o envenenamento e esteve atuando com Vril Dox e sua polícia intergaláctica na série L.E.G.I.Ã.O. e na Terra na série Valor – de modo a honrar a memória do pai morto em Invasão! de 1.989.

Como é um personagem profundamente ligado à Legião, e a equipe está em constante mutação, aceita-se somente o conteúdo do penúltimo parágrafo que resume de modo geral a cronologia do personagem.

Veja aqui a listagem de histórias de Novo Krypton.
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Além do Apocalypse

Geoff Johns (texto) e Pete Woods (arte) continuam a narrativa onde o episódio anterior parou, mas assim como Robinson, Johns ajuda a construir todo o background antes de passar para o óbvio em Action Comics #871 (jan/09), publicada em Superman #84 (nov/09).

Primeiro Johns coloca lenha na fogueira mostrando que os kryptonianos não têm os mesmos sentimentos assistencialistas do Superman e que não se importam com a Terra, preferindo seguir ordens de um comandante militar como General Zod!

Sim! O Comandante Gor e o Tenente Mur não prestam assistência a humanos feridos e ainda tentam libertar o general da Zona Fantasma, sendo impedidos por novos Asa Noturna e Pássaro Flamejante.

Antes de qualquer coisa, é bom deixar claro que esta nova dupla é formada por cidadãos de Novo Krypton cujas identidades não são conhecidas neste momento. Originalmente Asa Noturna e Pássaro Flamejante eram identidades que Jimmy Olsen e Superman utilizavam nas aventuras na Cidade Engarrafada de Kandor original.

A cada atualização do Superman ou da cidade surgiram outras versões da dupla.

O primeiro Robin (Richard “Dick” Grayson) ao se tornar adolescente (na série “The New Teen Titans”, os Novos Titãs) decidiu abandonar o uniforme de menino-prodígio e adotar o nome de Asa Noturna que utilizou entre 1.982-2.008 nas séries derivadas dos Novos Titãs e em sua própria série até o fim.

Outra trama é sobre a relação conflitante entre o General Lane e Luthor. Lane recruta o cientista para pesquisar o corpo de Brainiac e conseguir uma arma para destruir os kryptonianos. São alguns dos melhores diálogos escritos para Luthor e que deixam bem claro por que a justiça o perdoou tantas vezes: ter alguém que possa fazer frente ao homem de aço!

É o General o responsável por enviar Apocalypse para o ataque às comitivas do presidente estadunidense e kryptoniana!

Depois do choque inicial o monstro é levado para a Lua (enquanto em off uma singela narrativa confirma a origem tradicional de Apocalypse) e os kryptonianos – com exceção do Superman e Supergirl – matam a fera!

Lembre-se que o monstro irá ressurgir com uma evolução genética que o permitirá fazer frente a todo este poderio!

Veja aqui a listagem de histórias de Novo Krypton.
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Estranhas reuniões e encontros casuais

Depois do especial Novo Krypton (e de uma série de especiais paralelos como o do Jimmy Olsen) a série seguiu para as revistas mensais de Superman, Action Comics e Supergirl que continuarão a abordar o problema de se ter na Terra cem mil pessoas com os poderes do Superman e sem nenhum respeito por nossa cultura.

Em Superman #681 (dez/08), publicado em Superman #84 da Panini Comics teve o texto de James Robinson e a arte dos brasileiros Renato Guedes (lápis) e José Wilson Magalhães (finais) para narrar a surpresa do mundo em relação à chegada dos alienígenas, o questionamento de alguns heróis ao homem de aço sobre a conduta destes seres – ele assume o compromisso de orientá-los – e o retorno de um herói “bandeira”, o Agente Liberdade.

Agente Liberdade existe na cronologia do Superman deste o início dos anos 1.990 e teve importância variável. Esteve ausente de publicações da DC no período de 1.996-2.008, sendo retomado agora. É um herói-militar, levemente inspirado no Capitão América. Certamente Robinson irá reconstruir o personagem aos poucos.

O ponto alto da edição é o encontro de uma comitiva kryptoniana liderada por Superman, Supergirl, Alura-El (mãe de Supergirl), Zor-El (pai de Supergirl e irmão de Zor-El, portanto tio do Superman) e Thara Ak-Var (chefe de segurança) com o, então, presidente dos EUA, George W. Bush, na cidade de Metropolis.

Poucos minutos após iniciado o encontro, cai dos céus ruidosamente irado e violento, o monstro Apocalypse!

Veja aqui a listagem de história de Novo Krypton.
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De filhote para lobo, história b

O especial Jimmy Olsen: Superman’s Pal Special #01 (dez/08) teve uma segunda história com a mesma equipe de produção. James Robinson texto, Jesus Merino & Leno Carvalho & Steve Scott lápis e J. Merino & Nelson Pereira & Kevin Stokes finais.

Esta segunda história se concentra em Dubbilex narrando para Jimmy algumas verdades sobre o Projeto Cadmus, a Legião Jovem, o Guardião e seus clones.

Dubbilex morre após a narrativa, mas dá pistas que permitam Jimmy buscar um clone em específico do Guardião, sendo perseguido pelo Codinome Assassino, mas conseguindo fugir.

Jimmy obtêm informações que o levam à cidade de Pé de Guerra, no sul do Arizona, que tem uma concentração de super-vilões.

Quem se lembra de James Robinson em Starman (e em alguns breves períodos em Legends of the dark knight) sabe que o escritor gosta de criar cidades e dar alma para elas.

Em Starman ele fez Opal City, uma cidade profundamente ligada ao crime, com arquitetura inspirado tanto no art decco como na belle epoque, com um centro comercial profundamente gótico em linhas retas e longas áreas residenciais.

Ele retorna à DC Comics e constrói o background desta cidade, que segundo Olsen é uma mistura de Dogde City (cidade de conflitos de faroeste clássica) e Keystone City (cidade fictícia da DC cuja economia é baseada na produção de automóveis) – ou seja, violenta, quente, baixo índice de moralidade e fábricas com chaminés e fumaça em direção ao céu.

Jimmy, por uma série de associações chega ao Xerife local, Greg Saunders, que esconde o paradeiro de James Harper (o clone do Guardião). À noite para conter ondas de crimes na fronteira o xerife age como Vigilante, o quê permite Olsen finalmente encontrar Harper, que aceita dar algumas respostas ao repórter.

Dubbilex é um DNAlienigena, ou seja, um produto de manipulação genético de DNA alienígena. Foi criado por Jack Kirby em 1.971 na série Superman’s Pal: Jimmy Olsen e sempre esteve ligado ao Guardião e à Legião Jovem. Assim como o Guardião, esteve muito presente na série do Superman entre 1.987-1.993, quando migrou para a série do Superboy (um clone do Superman). Seu paradeiro era desconhecido.

Vigilante é o nome de vários personagens da DC Comics. O clássico da Era de Ouro é Greg Saunders um pistoleiro que combate o crime em uma moto. Foi membro dos Sete Soldados da Vitória (e portanto resgatado pela Liga & Sociedade quando esteve perdido no tempo – veja aqui) e depois desapareceu. Os Sete Soldados clássicos estiveram envolvidos em alguns arcos da série JSA (série da Sociedade da Justiça da América), como Príncipes das Trevas, mas o personagem não tinha maior relevância.

No complexo arco 7 Soldados de Grant Morrison Greg foi “recriado” e aparentemente havia morrido na edição que inicia a saga.

Existem outros Vigilantes na editora, porém baseados no modelo criado em 1.983 por Marv Wolfman & George Pérez, ou seja, um cidadão comum que decide tomar a tarefa de punir os criminosos para si – imitando o personagem Justiceiro da Marvel Comics.

O mais famoso Vigilante foi um juiz que suicidou (e a TV “colou” o conceito na série Dark Justice sem pagar direitos autorais).

Ao longo dos anos surgiram outros Vigilantes, como o da atual série, recém cancelada por falta de vendas.

O Olsen mostrado por Robinson não é um adolescente bobo, repórter-foca, mas um sujeito obstinado, capaz de competentes pesquisas, habilidade de fuga, inteligência e dedução. O triste é pensar que o próximo escritor, em 2.010 ou 2.011, vai, novamente torná-lo um adolescente bobo e repórter-foca, iniciando novamente um ciclo interminável.
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Dimensão zumbi!

Marvel Max #76 chega às bancas e não traz nenhuma novidade interessante.

A maior colaboração é publicar as capas da atual série Marvel Zumbis que homenageiam filmes de terror. No entanto, Marvel Zumbis 3 termina exatamente aí! Não tem uma gota de originalidade ou consistência. A edição #2 de Fred Van Lente (texto) e Kev Walker (arte), mostra a chegada de Homem-Máquina e Jocasta na dimensão zumbi e a descoberta que após a ida dos heróis peso-pesados para as estrelas, o Rei do Crime-zumbi dominou a sociedade e usa o Chacal para criar humanos com engenharia genética.

Chato, muito chato...

Seguimos para Foolkiller: Anjos brancos de Foolkiller: White angels #1 (set/2008) de Gregg Hurwitz (roteiro) e Paul Azaceta (arte), que abre com algumas semelhanças com a outra série: uma pessoa comete uma falha, paga sua pena, ao retornar à sociedade é perseguida e assassinado e o Matador de Idiotas decide vingá-las. A arte, que lembra John Paul Leon (Terra X) é competente, mas o roteiro é apenas um clichê e... chato, muito chato...

Em tempo: os tais Anjos brancos são membros de uma organização neo-nazista e racista típica.

Terror Ltda de David Lapham (roteiro) e Patrick Zircher (arte) traz Terror Inc. #04 (jan/2008). Terror consegue algum controle do braço protegido e dificulta os planos da organização mística que armou para ele, mas gasta a edição toda para se libertar com a ajuda de sua assistente. Por sinal a narrativa está bem ruim, verifique a ligação das sequências que acontecem nas páginas 55 a 65. Não fica claro como a assistente de Terror sai de um ambiente para outro. Se o objetivo era fazer cortes rápidos para o sub-plot de fanáticos suicidas não conseguiu. Triste, muito triste...

Punisher #54 (março/08) de Garth Ennis (texto) e Goran Parlov (arte) com o final de “A longa e fria escuridão” é a única surpresa boa da revista. Violência pura e previsível com uma boa e justa vingança, fazendo Castle sepultar por completo as chances de Barracuda retornar. Mas é claro, que tem um final previsível – mas não chinfrim.

Boa história que funciona muito bem em um encadernado, de modo a sentir todo o impacto de uma vez só.

De qualquer modo, economize seu rico dinheirinho.
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Guia Essencial da Ubuntu 9.10

Há alguns meses, quando iniciei este blog comentei o lançamento do livreto do Rodrigo Amorin Ferreira, Guia essencial do Ubunti 9.04 da Digerati Books (veja aqui).

É um livreto para bancas de revistas com algumas instruções de como instalar o Sistema Operacional Livre Ubuntu.

Existem algumas miopias típicas deste tipo de publicação, como, por exemplo, citar que é possível manter o Sistema Operacional da Microsoft no computador, mas não explicar exatamente como – a explicação aproveitaria uma série de telas e tomaria no máximo mais três ou quatro páginas – ou esquecer de fazer um cd adicional com o pacote de softwares que devem ser baixados.

Neste segundo caso a miopia é imaginar que todos tem acesso à Internet e podem fazer as atualizações, que são constantemente pedidas como pacote de línguas, codecs de áudio e vídeo e outros.

Ainda assim o autor oferecia bastante conforto aos usuários oferecendo uma versão estável do Ubuntu (a 9.04).

Com o lançamento da versão 9.10 o autor apenas atualizou telas, capas e acrescentou alguns capítulos concentrando-se nas semelhanças.

Instalei a versão do CD em um computador com o Windows XP, fazendo o particionamento sem maior dificuldade, mas entendo que o usuário padrão não saiba disto. Esta falha continua na atualização da obra.

A grande crítica em relação do Ubuntu continua a mesma: é um sistema operacional muito dependente de Internet, e volto a repetir, não apenas para fazer suas atualizações críticas e de segurança, mas também para uma série de coisas básicas que já deveriam vir instaladas no pacote básico do sistema – como os tais codecs, afinal quem hoje não vê os vídeos do YouTube ou ouve MP3 no computador?

Fica a dica para Rodrigo, numa eventual próxima atualização, montar um cd adicional com codecs, pacotes de idiomas, programas para desenvolvedores (como MySql, Eclipse e Netbeans), compactadores, leitores de arquivos PDF, RAR, CBR e CBZ, entre outros e fornecer junto com a obra.

Para quem não conhece o Linux/Ubuntu é um excelente e amistoso ponto de partida.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Os tambores da guerra

Em Captain America volume 5 # 22-24 há o arco Os tambores da Guerra que cronologicamente se passa antes e durante o confronto de Capitão América e Homem de Ferro em Guerra Civil # 03 – é fácil de identificar por que o Cap sai bastante ferido do confronto.

Escrito por Ed Brubaker e com arte de Mike Perkins o arco oferece respostas para a posição do Capitão na série principal da editora e acrescenta coisas que estavam acontecendo naquele momento, tornando tudo relevante para o personagem.

Maria Hill, diretora da SHIELD, avisa à agente 13, Sharon Carter, da posição de seu ex-namorado sobre a Lei de Registro e a recruta para traí-lo para uma armadilha!

Descobrimos que Sharon está em tratamento psiquiátrico com o médico residente da organização.

Carter até cria uma armadilha para trair o Capitão – eles transam novamente e finalmente o Capitão expõe sua visão sobre a Lei de Registro e os riscos inerentes – mas, na verdade, ela atraiu os agentes para outro local.

Traindo a organização com a pista falsa, Sharon é enviada para o tratamento psiquiátrico, e após descobrimos que seu médico é o Dr. Fausto! Fausto é um psiquiatra nazista, personagem clássico da série do Capitão América, responsável por aquela que durante anos foi considerada a morte de Sharon – ele fez lavagem cerebral e ela teria se suicidado.

Ele está em conluio com o Caveira Vermelha!

Bucky invade uma instalação da SHIELD e altera um MVA de Nick Fury, de modo que o verdadeiro possa usar o andróide para se comunicar com Sharon!

O espancamento do Capitão ocorre durante esta edição (#23).

Também é aqui que o Caveira estabelece laços do o Dr. Destino (vilão do Quarteto Fantástico) e troca tecnologia como pagamento de um favor.

Na última edição do arco Hill designa Sharon para encontrar Nick – a agente já estava em conluio com o ex-diretor e encontra-se com seu MVA – e há uma longa seqüência onde o Cap invade uma base da Hidra e depois tem que enfrentar um esquadrão da SHIELD que deve capturá-lo.



É um arco tenso, que aproveita o quê tem de melhor em Guerra Civil e mostra que tudo que Brubaker já havia construído casa perfeitamente com os acontecimentos da série.


Captain America – Volume 5

1 – #01-07 – Tempo Esgotado
2 – #08-14 – O Soldado Invernal
3 – #15-17 – Rotas de Colisão
4 – #18-21 – A blitz do século vinte e um
5 – #22-24 – Os tambores de guerra
Guerra Civil
6 – #25-30 – A morte de um sonho, ato 1
7 – #31-36 – A morte de um sonho, ato 2
8 – #37-42 – A morte de um sonho, ato 3: o homem que comprou a América
9 – #43-45 – Flecha do tempo
10 - #46-48 – Velhos amigos e inimigos
11 - #49 – A filha do tempo
#50 – Dias que se foram

Capitão América, retorno à numeração do primeiro volume
# 600 – Comemorativa de 600 números!
1 – # 601 - ??? – Sangue vermelho, branco & azul
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