Pular para o conteúdo principal

A morte de um sonho, ato 1

Publicado originalmente em Captain America v5 # 25-30, este arco tem seis partes escritas por Ed Brubacker e com arte de Steve Epting e Mike Perkins, que fazem lápis e finais.

Cronologicamente é um epílogo de Guerra Civil e parte do evento “A iniciativa” – que se refere às várias organizações criadas por Tony Stark chamadas de “A iniciativa dos 50 estados”, na verdade, a policia registrada razão da Guerra Civil.

É difícil falar deste arco por que ele é muito bom e continua a trajetória de excelência do Ed Brubaker na série, mas lendo em continuidade parece o início de uma certa canseira: o Caveira Vermelha tinha um plano muito elaborado e muito bem planejado e até ao final deste arco (a edição 30) não há uma amostra real do quê se trata. Sabe-se apenas que envolve o Cap e seus auxiliares.

Então nada desde o início da série foi um golpe de sorte e tudo foi calculado com anos de antecedência! Aterrador demais para ser verdade e por isto mesmo começa a soar implausível!

O arco começa com a revisão da trajetória de Steve Rogers, o Capitão América, e com a divisão da população sobre sua responsabilidade na Guerra Civil. Alguns o apóiam, outros não.

A caminho do julgamento o herói é alvejado na escadaria do Tribunal. Enquanto as câmeras e seguranças procuram o franco-atirador, Sharon Carter, a agente 13, sob domínio hipnótico, aproxima-se do herói e atira a queima roupa na altura do abdômen, sendo este tiro o verdadeiro responsável pela morte do herói.

O franco-atirador é Ossos Cruzados, que é capturado por Falcão e Bucky e levado sob custódia pela SHIELD.

Após uma edição que mostra o luto da comunidade dos heróis em especial do trio Sharon Carter, Falcão (Sam Wilson, amigo de longa data do Cap) e Bucky, este último decide resgatar o verdadeiro escudo das mãos de Tony Stark, agora diretor da SHIELD, que usa a Viúva Negra para proteger a peça.

É inserido na cronologia que Natasha e Bucky tiveram um brevíssimo envolvimento. Isto chama-se “retrocontinuidade”, uma palavra criada por Roy Thomas enquanto ainda editava fanzines. Ironicamente Thomas é um dos autores que mais fez retrocontinuidade, visto que séries como “The Invaders” (Marvel) e All-Star Squadron (DC Comics) são completamente retrocontinuistas.

Sutilmente Brubaker insere a lembrança de uma senhora contada por seu pai. Bucky, ao ouvir o relato, atribui a história aos muitos relatos de soldados em guerra, inexatos ou mentirosos. Num universo onde viagens no tempo são tão comuns, isto é apenas uma história ainda não narrada.

Várias coisas estão acontecendo.

O cadáver de Steve aparenta ter envelhecido radicalmente. Sharon pede demissão da SHIELD.

O Caveira recebe um dispositivo de Dr. Doom que é analisado por Arnin Zola e Dr. Fausto. Os diálogos sugerem que seja um dispositivo que tenha relação com manipulação temporal, mas tudo fica em aberto de modo que o escritor possa mudar se desejar.

Um agente da SHIELD solicita à Stark autorização para ser um novo Capitão América. Tony nega, re-afirmando como disse em uma coletiva de imprensa que não haverá um novo Capitão.

Sharon percebe seu papel de assassina na trama e descobre-se grávida! Ao longo das histórias, em vários momento ela está em vias de suicidar-se!

Stark pede à Charles Xavier para buscar informações no cérebro de Ossos Cruzados, mas o maior telepata da Terra, capaz de impedir uma invasão alienígena e deter temporariamente a Fênix Negra, não consegue romper com os bloqueios e lavagens criados por Fausto!

Bucky não compreende a relação Lukin-Caveira Vermelha, e ao ameaçar o ex-general é capturado por Ossos Cruzados (que foi libertado por Pecado e o novo Esquadrão Serpente). Aprisionado, Bucky será alvo de novos implantes mentais de Dr. Fausto.

Stark, após receber uma carta de Steve Rogers (!) e re-assistindo o vídeo do assassinato descobre que Sharon alvejou o Cap e envia Viúva e Falcão para contê-la. O diretor também faz a conexão com o psiquiatra da instituição e descobre a verdade sobre o traidor.


Captain America – Volume 5

1 – #01-07 – Tempo Esgotado
2 – #08-14 – O Soldado Invernal
3 – #15-17 – Rotas de Colisão
4 – #18-21 – A blitz do século vinte e um
5 – #22-24 – Os tambores de guerra
Guerra Civil
6 – #25-30 – A morte de um sonho, ato 1
7 – #31-36 – A morte de um sonho, ato 2
8 – #37-42 – A morte de um sonho, ato 3: o homem que comprou a América
9 – #43-45 – Flecha do tempo
10 - #46-48 – Velhos amigos e inimigos
11 - #49 – A filha do tempo
#50 – Dias que se foram

Capitão América, retorno à numeração do primeiro volume
# 600 – Comemorativa de 600 números!
1 – # 601 - ??? – Sangue vermelho, branco & azul

Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…