Pular para o conteúdo principal

A morte de um sonho, ato 3: O homem que comprou a América

Ed Brubaker escreve, Steve Epting, Rob de La Torre e Luke Ross desenham e Epting, La Torre, Rick Magyan e Fabio Laguna fazem as finais do arco que se passa das edições #37 a 42 de Captain America volume 5.

É, sem dúvida alguma, um ponto final para várias tramas que estavam em aberto até o momento. Brubaker continua orquestrando com habilidade a trama.

O corpo encontrado por Sharon Carter é do Capitão América dos anos 1950, um personagem criado no final da década de 1.970 que supostamente teria agido como Capitão em território americano, especialmente contra a ameaça comunista. Este Cap, que também chama-se Steve Rogers, é que fez dupla com Jack Monroe como Bucky. Monroe retornou anos depois e tornou-se o Nômade, sendo assassinado pelo Soldado Invernal no início desta trama.

Há alguns anos Dr Fausto manipulou tanto Sharon quanto este Capitão, que aparentemente haviam suicidado. Sharon voltou numa fase de Mark Waid na metade dos anos 1.990 e este Cap agora.

Manipulado por Fausto o Capitão salva o Senador Gordon Wright e no número seguinte enfrenta Bucky numa luta longa que serve para mostrar que ele é fisicamente superior à Bucky. Ainda assim quando Bucky decide tirar a máscara, o choque faz com que ele coloca em questão os comandos recebidos por Fausto.

Saindo em fuga, Falcão e Bucky utilizam a pista deste Capitão para encontrarem a base do Caveira.

O Senador Gordon Wright é um joguete fascista criado e manipulado por Dr Fausto. Ao apresentar sua proposta de endurecimento, ele torna-se o candidato independente com maiores possibilidades de conseguir vencer as eleições. Ao longo do arco o Caveira encomenda alguns atentados a ele, de modo a fazer que com o candidato cresça nas pesquisas e as pessoas o associem à imagem de um renascido das cinzas Capitão América, ao mesmo tempo que afastam o novo Cap (o Bucky).

Durante uma tentativa de fuga, Sharon é ferida por Pecado – a filha desprezada do Caveira Vermelha – e aborta. Fausto, não se sabe exatamente por quais razões – seja por uma real simpatia por Carter, seja por medo de não ter lugar visível nos planos de Caveira/Lukin, seja por temor de mais uma lavagem cerebral falha (a do Capitão) – limpa da memória da agente a informação sobre a gravidez, ativa um GPS localizador da SHIELD, devolve o controle do corpo à garota e abandona a empreitada, bem no momento que haveria um novo atentado ao candidato Wright.

Pecado, contrariando novamente o pai atira para matar o senador (o objetivo era apenas ferí-lo), mas Bucky/Cap surge e salva a pátria terminando o resgate com sua imagem divulgada de forma positiva na imprensa.

Finalmente a SHIELD, a Viúva Negra e Falcão invadem a base do Caveira – que já percebeu a traição de Fausto. Está acontecendo um plano não muito claro ainda que tenciona separar as mentes de Lukin e do Caveira e Sharon é peça fundamental.

Sharon consegue se libertar, frustrando os planos e durante a fuga de Caveira e Zola, ela o alveja, matando-o! Na seqüência seguinte o cientista nazista é ferido mortalmente pelo Capitão dos anos 1.950, que havia sido capturado e preso na base.

As tramas se completam finalmente.

Viúva Negra ameaça Gordon Wright de divulgar sua relação com a Corporação Kronas, e ele desiste do senado e da candidatura. A agente russa reserva um tempo para namorar Bucky, que finalmente sente-se em paz com o manto do Capitão.

Sharon, sem memória da gravidez, fica aos cuidados de Falcão com a autorização de Tony Stark, ainda diretor da SHIELD, apesar de ter enfrentado uma grande crise durante estes três arcos, que juntos somam dezoito meses de publicação.

O Capitão América dos anos 1.950 está solto na Nova Iorque atual, mas o tom não é de loucura, ao contrário, ele é mostrado como uma pessoa de hábitos estranhos numa terra estranhos, mas em nenhum momento delirante, sujo (veste um excelente terno completo com sobre-tudo) ou vingativo. Sabe-se claramente que retornará à série.

Não se sabe ainda qual é o real objetivo da máquina que Dr. Doom cedeu ao Caveira, mas isto não impede que Arnin Zola tenha um plano de contigência: a memória do Caveira é enviada para um de seus corpos!


Captain America – Volume 5

1 – #01-07 – Tempo Esgotado
2 – #08-14 – O Soldado Invernal
3 – #15-17 – Rotas de Colisão
4 – #18-21 – A blitz do século vinte e um
5 – #22-24 – Os tambores de guerra
Guerra Civil
6 – #25-30 – A morte de um sonho, ato 1
7 – #31-36 – A morte de um sonho, ato 2
8 – #37-42 – A morte de um sonho, ato 3: o homem que comprou a América
9 – #43-45 – Flecha do tempo
10 - #46-48 – Velhos amigos e inimigos
11 - #49 – A filha do tempo
#50 – Dias que se foram

Capitão América, retorno à numeração do primeiro volume
# 600 – Comemorativa de 600 números!
1 – # 601 - ??? – Sangue vermelho, branco & azul

Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…