quinta-feira, 19 de novembro de 2009

As Terras do Multiverso da DC Comics pós Crise Infinita (2006)



Ao final da série Crise Infinita o multiverso da DC Comics foi reconstruído, porém limitado a apenas 52 dimensões alternativas. Apesar de ficar bem visível a reconstrução, decisões editoriais postergaram a modificação para a maxi-série semanal 52, sendo esta o local oficial da restauração do multiverso limitado à 52 Terras alternativas.

Lentamente irei fazer a descrição de cada uma destas Terras e onde apareceram. Também farei o mesmo com o Multiverso clássico.

Terras nomeadas, mas ainda não numeradas:
Nova Terra
Terra Primordial
Terra do Universo de Anti-Matéria ou simplesmente “Universo de Anti-Matéria”
Limbo, existente desde Homem-Animal #25 foi reconfirmado em Crise Final: Superman Beyond

Terras numeradas:
Terra-1
Terra-2
Terra-3
Terra-4
Terra-5
Terra-6
Terra-7
Terra-8
Terra-9
Terra-10
Terra-11
Terra-12
Terra-13
Terra-15
Terra-16
Terra-17
Terra-18
Terra-19
Terra-20
Terra-21
Terra-22, a Terra da série “O reino do Amanhã”
Terra-26
Terra-30
Terra-31
Terra-32
Terra-33
Terra-34
Terra-37
Terra-38
Terra-39
Terra-40
Terra-43
Terra-44
Terra-48
Terra-50
Terra-51

Terras ainda não nomeadas/numeradas:
Terra da realidade da série Liga da Justiça: O prego
Terra apresentada em Superman/Batman #51
Terra apresentada em Crise Final #07, com personagens DC clássicos em versão negra
Terra apresentada em Crise Final Arquivos Secretos, com co-existência de magia e ciência.

Arco “Reino do Amanhã” mais próximo do fim em Liga da Justiça #84

Com bela capa de Alex Ross, mas que tem pouca relação com o conteúdo temos uma boa edição de Liga da Justiça.

Dwyane McDuffie não convence com suas tramas envolvendo o deus-aranha Anansi e Vixen e Homem-Animal, que por sinal ainda vai terminar na próxima edição, mas a parte da vingança de Tornado Vermelho contra Professor Ivo salva a história.

Gail Simone escreve um arco intermediário da Mulher Maravilha onde a heroína enfrenta a Rainha Tsaritsa, a rainha má de todos os contos de fadas, que está influenciando uma produção cinematográfica que narra a história de Diana. Apesar de criada num arco de Liga da Justiça, nunca pensei que veria a vilã novamente. Ela, no entanto, resiste. Apareceu numa história do Superman e agora navega nesta fase que parece ressaltar o aspecto das lendas, misticismo, terras distantes e outros na atual série Wonder Woman.

Foi noticiado que Dan Didio tem intenção de recuperar a numeração original da primeira série Wonder Woman, mais o montante da segunda série e da atual terceira na edição que somadas as séries totalizaria 600 números!

Didio disse que o fará se receber, no mínimo, 600 cartões postais pedindo.

Sociedade da Justiça aparece com duas histórias. A primeira, da edição #20 mostra o final do imbróglio da Poderosa que viajou para a Terra-2 disposta a encontrar sua dimensão natal e descobre que há uma Poderosa lá! As equipes de Terra distintas se chocam! Por Geoff Johns & Alex Ross, Dale Eaglesham & Jerry Ordway e Nathan Massengill & Bob Wiacek.

A segunda é da edição “Justice Society of America: Kingdom Come Special – Superman # 1”, com roteiro e arte de Alex Ross e narra a tentativa do Superman da Terra-22 de descobrir a razão de ter vindo para a Nova Terra. Aqui, ao impedir um ataque de terroristas ao Planeta Diário ele perde o controle e tenta buscar informações com a versão do Reverendo Norman McCay daqui, sem sucesso. O restante da edição mostra o herói contando para Lois como o Coringa matou a versão dela na Terra-22 e a promessa que fez de não romper os limites.

Boa história, acrescenta informações relevantes para a história do Superman e deixa claro que ele veio de durante os eventos da série “O reino do amanhã” (logo após a explosão da bomba atômica). Vale a pena ser lida.

E mais zumbis em Marvel Max #75

Apesar do sucesso, Marvel Max não convence há meses, exceção feita à Punisher Max, o título do Justiceiro da linha Marvel Max.

Nesta edição temos o início da tentativa dos Zumbis Marvel invadirem a Terra-616, que é o Universo Marvel padrão. Homem Máquina e Jocasta vão para o Universo dos Zumbis para coletarem uma amostra para pesquisa, enquanto Morbius e Deadpool iniciam a invasão. Mal desenhado a única graça da história é mostrar alguns personagens secundários da Marvel e da Iniciativa dos 50 estados. Não é por nada mas a capa imita o cartaz de Evil Dead 3.

O Matador de Idiotas termina com a pancadaria habitual, digna de um Justiceiro pouco inspirado. Nada de novidade e apenas mais do mesmo: vigilante impiedoso e assassino persegue e mata chefão de uma casa de apostas que estava perseguindo um cobrador ladrão. Depois de cinco partes a única coisa realmente legal é a arte de Lan Medina.

A terceira parte de Terror Ltda. mostra uma série pode piorar. Se a primeira edição usava um clichê batidíssimo do matador contratado que é enganado, mas parecia interessante por mostrar as origens do personagem, a terceira enche o saco com a facilidade de Terror em encontrar e a previsibilidade em se descobrir que é alguém de seu passado.

Justiceiro continua firme e apesar da queda de ritmo a história ainda convence, especialmente por que o anti-herói não poupa esforços para conseguir as informações que deseja. Mas... infelizmente parece aqueles filmes de terror, terrir ou gore onde o vilão está morto mas o filme ainda não terminou, ou seja, há tempo para mais um susto. Barracuda depois de torturado e amarrado consegue fugir novamente e inicia o último e definitivo round que irá concluir na próxima edição.

Final da investida skrull

Criados em uma época que os quadrinhos Marvel ainda tinham muito da herança dos anos 1.950, como temas de invasões alienígenas, os skrull surgiram na série do Quarteto Fantástico e se tornaram uma importante espécie beligerante da editora. Um dos pontos altos é o arco a “Guerra Skrull-Kree” dos Vingadores.

Desde que Brian Michel Bendis começou a trabalhar na série Vingadores, no arco “Vingadores, a queda” ele tem construído um cenário de intrigas que agora cai em parte por terra.

Os skrull, uma raça alienígena transmorfa, ou seja, capaz de mudar de forma, esteve durante anos inserindo e mantendo espiões entre os heróis e organizações daquele universo. Alguns são recentes como a skrull-Mulher Invisível, outros são antigos como a skrull-Harpia (personagem dos Vingadores da Costa Oeste, morta no início dos anos 1.990), mas a maioria são indeterminados como Dum-Dum Dugan e Condessa Valetina da SHIELD, Jarvis dos Vingadores e Mulher-Aranha; somente com o desenvolvimento das próximas tramas é que será possível afirmar quando eles foram trocados.

Então com tudo isso, Invasão Secreta é apenas um arco menor para uma grande trama. E decepciona por isso.

A história não se sustenta se tiver qualquer análise. Alguns personagens já haviam sido trocados antes (veja Nick Fury versus SHIELD) e as conclusões finais não são inovadoras. Em outros momentos Stark já havia sido punido por perder controle pessoal ou de sua tecnologia e já havia havido ascensão de um personagem maligno.

E aí que eu entrego os pontos: Invasão Secreta serviu apenas para criar uma situação na mídia onde fosse possível ao presidente entregar o controle dos Vingadores, da Iniciativa e da organização que substituirá a SHIELD para Norman Osborn!

Para quem não sabe Osborn é o Duende Verde. No finais dos anos 1990 ele retornou da Europa, comprou o Clarim e começou a infernizar a vida de Parker. O vilão processou Ben Urich, que havia feito um livro sobre Osborn/Duende/Aranha.

No início da série “The Pulse”, a ótima continuação da excelente série “Alias” em 2004/05 o primeiríssimo arco se provou publicamente que Osborn foi o Duende Verde e é responsável por uma série de assassinatos. O industrial foi para a cadeia, o processo contra Urich foi encerrado e certamente o livro deve ter sido reimpresso e vendido horrores.

Osborn assumiu os Thunderbolts e como Stark tornou-se persona non grata, ele é, atualmente, o bã-bã-bã do Universo Marvel.

Está, assim, estabelecido as condições para o penúltimo arco de todo o período Bendis, o chamado “O reinado sombrio” – o último será “O cerco”/“Siege” . Osborn está em uma posição de mandos e faz uma união entre os principais vilões da editora exatamente como “Atos de Vingança” (1989) fez.

Bobagens à parte, Invasão Secreta é mal desenhada e Leinil Francis Yu, o responsável pelo lápis, não consegue convencer como super-star. Talvez em um arco de um personagem solo, onde não haja muitos para desenhar ele não se comprometa, mas aqui ele se compromete e muito.

No fim é apenas mais uma história tosca, mal desenhada, com início e final mal delineados, que só será lembrada como rodapé, pois, as oito edições que gastaram para contar a história poderia muito bem ser contada em três!

Terra-22, a Terra da série “O reino do Amanhã”

Histórico:
Neste universo o Superman se afasta do público depois da morte dos colegas do Planeta Diário e de uma explosão atômica no Kansas. Cansado, perde a fé na humanidade.

Isso dá espaço para o surgimento de personagens extremamente violentos, uma citação clara à própria indústria de quadrinhos, que naquele momento estava abandonando os personagens tradicionais em prol de várias companhias recém criadas.

Convencido pela Mulher Maravilha, Superman volta à ação junto com um misto de Liga da Justiça/Sociedade da Justiça, enquanto alguns personagens da nova geração se unem ao Batman e outros à Magog – personagem violento que matou o Coringa publicamente e foi ovacionado pela multidão e perdoado no julgamento, foi ele o responsável pela explosão no Kansas, é uma citação direta ao personagem Cable (de Louise Simonson & Rob Liefeld) da Marvel Comics, o precursor de toda uma nova onda de personagens truculentos.

Há um conflito entre as gerações, ao mesmo tempo em que o Espectro, o espírito da vingança de Deus, pede orientações à um reverendo, Norman McCay, sobre como deve julgar a humanidade, ao citação diversas vezes claríssima ao Livro das Revelações da Bíblia.

Além da série clássica em quatro edições, publicada no Brasil pela Editora Abril, retornou em um encadernado com páginas inéditas pela Panini Comics. Há, nos EUA, uma versão romanceada escrita por Elliot S! Maggin, escritor famoso por ter trabalhado com Superman e Arqueiro Verde nos anos 1970.

Com o sucesso, Waid foi contratado pela DC Comics para dar seqüência no evento “O reino” (The Kingdom), pedra fundamental do conceito/saga chamada Hipertempo (Hypertime). “O reino” teve duas edições chamadas The Kingdom #1 e #2 e uma série de especiais com os personagens criados em “O reino do amanhã”.

Ross que não foi sequer consultado para desenvolver personagens, que, segundo ele, foi o único responsável pela criação – como o filho do Batman e a filha de Dick Grayson/Koriander – sempre falou mal da continuação. Isso o levou a desenvolver parcerias onde tinha mais peso no roteiro, especialmente com Jim Kruger, com quem fez as maxi-séries Terra X, Universo X, Paraíso X, Vingadores/Invasores (para a Marvel Comics) e Justiça (para a DC).

Com o reinício da série Justice Society of America, Geoff Johns deu espaço para a viagem do Superman da Terra-22 para a Nova Terra, e narrou os eventos num arco também também chamado “O reino do amanhã”, que se desdobra no arco “Um mundo sob Gog”. Em ambos os arcos Johns teve o co-roteiro e conceitos de arte de Alex Ross.

Sabe-se que no futuro da Terra-22, no século XXXI haverá uma Legião dos Super-Heróis.

Poucos citam que uma das fontes de inspiração de Mark Waid foi o esboço detalhado de Alan Moore chamado “The Twilight of Super-Heroes” – “O crepúsculo dos super-heróis”. É possível encontrá-lo em uma pesquisa na Internet. Foi para DC Comics o trabalho não foi à frente e após as desavenças criadas pelos direitos de “Watchmen” o autor não trabalhou diretamente para a empresa.

Em Absolute Crisis on Infinite Earths (2006), uma edição absolute para a série cheia de especiais foi revelada que esta dimensão tinha a designação de Terra-96, por que foi criada em 1.996.

Primeira aparição
: O reino do amanhã #01 de Mark Waid & Alex Ross.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Novo Krypton Especial #01

Quem lê quadrinhos desde os anos 1990 certamente se recorda que as editoras americanas sempre tiveram políticas de especiais de atualização para relançar o personagem ou iniciar um arco ou saga.

Na DC Comics são tradicionais os especiais “Secret Files & Origins [ano]” que geralmente fazem o resumo da história de um personagem e mostram pequenas histórias com os principais coadjuvantes do arco a seguir, além de fichas de personagens.

É assim que funciona em parte a edição “Superman: New Krypton Special 1” de dezembro de 2.008, publicada por aqui em Superman #83 (out/2009) da Panini Comics. Feito a seis mãos no roteiro por Geoff Johns, James Robinson e Sterling Gates, apesar de não recontar a origem do Superman tem a ingrata função de mostrar o funeral de Jonathan Kent e delinear o início do novo período para o personagem.

Primeiro mostra que Superman deseja vingança contra Brainiac. Depois, mostra que o Exército americano teme a existência de 100 mil kryptonianos, baseados na reconstituída ao tamanho normal, cidade de Kandor – temporariamente ao lado da Fortaleza da Solidão, deixando claro que a localização da morada do Superman é pública.

Numa trama, à cargo de James Robinson temos o General Sam Lane, o novo personagem Codinome Assassino, e a colaboração de Lex Luthor na tentativa de obter informações do aprisionado Brainiac e de maneiras para derrotar os kryptonianos. Nota-se claramente de Lane odeia Luthor (numa das edições seguintes ele chega a atirar no ombro do cientista).

Ao visitar Kandor Kal-El encontra-se com os tios Zor e Alura, pais da Supergirl (o quê derruba toda a cronologia da atual Supergirl até o momento) e faz o encontro entre a prima e os tios.

Diálogos estabelecem uma tensão entre Lois e sua irmã e a responsabilidade do Superman na morte do pai de ambas, mostram que os kryptonianos não sabem usar suas habilidades e que a sociedade deles é divididas em castas – algumas representando fases específicas do Superman como a Era de Prata e a revisão distópica de John Byrne.

Martha Kent se sente sozinha e tenta fazer com que Clark não se culpe pela morte do pai e Jimmy comenta informações sobre sua pesquisa sobre o Codinome Assassino.

O lápis é de Pete Woods, Gary Frank e Renato Guedes e os finais de Woods, Jon Sibal e Wilson Magalhães.

Resta apenas uma única explicação. O General Sam Lane, pai de Lois e Lucy, sempre demonstrou que se sentia decepcionado por não ter filhos. Histórias deixam claro que Lois esteve em acampamentos militares e durante algum tempo foi doutrinada para ser o filho que ele não teve.

Com a escolha da carreira e depois o casamento com alguém que Sam julga fraco – um casamento, por sinal, sem filhos, ou seja sem herdeiros militares – Lois se afastou ainda mais do pai.

Lucy se casou com Ron Troupe, jornalista negro e politicamente ativo do Planeta Diário. Facilmente pode-se inserir diálogos em retro-continuidade que iriam ressaltar o desagrado do pai com um genro negro e uma filha que já casou-se grávida. Inclusive a gravidez não planejada coincide com um período em que o Planeta Diário foi fechado e Ron teve problemas financeiros.

Após algumas tramas na fase inicial de Superman, The Man of Steel, Sam Lane voltaria a ter relevância quando Lex Luthor se tornou presidente dos EUA.

Luthor, na época, tinha o conhecimento da identidade secreta do Superman e durante a mega-ultra-hiper-super-bobag... digo saga de verão “Mundos em Guerra” colocou o general em uma posição estratégica de modo a protegê-lo fisicamente.

Acreditava assim, que o Superman não deixaria o sogro morrer e por extensão ele próprio!

Mas, durante uma batalha a Mulher Maravilha esteve em uma posição de risco e optando, o homem de aço escolheu a amiga.

Lois e Clark superaram os traumas da morte e a super-sogra teve até uma trama em que admitia ser adúltera, de modo a dar espaço para Lois admitir que estava adulterando Clark Kent com o Superman, a quem ela viu a filha beijando.

Resolvidas esta pendengas, durante histórias ligadas à Crise Infinita, Sam Lane apareceu em uma história de fantasmas – o universo de magia da DC estava sendo re-estruturado – mas ao terminar a histórias os fantasmas desapareceram e ele continuou, deixando claro que o general não era um fantasma!

Não se tocou no assunto até o momento e o personagem retornou no arco “A chegada de Atlas” e neste especial.

No geral é uma bela edição de início de tramas, deixando claro que tudo que o leitor precisa saber ele saberá no devido tempo e que há muitas surpresas por aí.

Brainiac, o arco

Repaginar os personagens é a moda do momento nos quadrinhos e é coisa antiga. Desde 1971, com o arco “A criatura de areia” (The Sandman Saga) Superman é atualizado constantemente, geralmente de 4 em 4 anos ou de 8 em 8.

Puristas então retornariam a 1.955 quando iniciou a Era de Prata que repaginou personagens da Era de Ouro.

Ao meu ver não há mal algum em pegar um personagem pré-existente e lhe acentuar suas características, reforçando coisas que ninguém realmente observava.

Desde 1.987, ano que relançou seu universo, a DC Comics tem repaginado seus personagens constantemente.

Mas não se iluda, a Marvel Comics e mesmo a Image Comics fazem o mesmo! O Universo Marvel Ultimate (Marvel Millenium, no Brasil), as mudanças no Homem-Aranha e no Spawn estão aí para provar.

A DC tem três grandes realinhamentos que são Crise nas Infinitas Terras, Zero Hora e Crise Infinita, mas vários personagens são constantemente revistos, repaginados e relançados, hora sob uma ótica de super-heróis, hora sob uma ótica adulta, hora sob uma ótica de ressaltar suas características originais. A equipe Patrulha do Destino e o pistoleiro Jonah Hex são dois excelentes exemplos.

Então após Crise Infinita (2006), Geoff Johns iniciou sua carreira em Superman e quando estava estabelecido, depois da passagem de seu ex-patrão Richard Donner pela série (em dois arcos, aos quais Johns co-roteirizou) disse o seguinte: todos os Brainiac – vilão clássico do Superman, presente na série de TV Smallville – que já apareceram na Terra são, na verdade, versões ou modelos enviados pelo verdadeiro que jamais veio realmente à Terra.

E ele está vindo agora!

Em flashback há a narrativa de como Brainiac seqüestrou a cidade de Kandor, engarrafando-a e minituarizando-a.

Enviando um de seus avatares à Terra Brainiac descobre a presença de um kryptoniano e vem ao planeta, tencionando seqüestrar Metropolis.

É Supergirl que fornece informações fundamentais para o herói e o auxilia a enfrentar a ameaça.

Lindamente ilustrado por Gary Frank (lápis) e Jon Sibal (finais), e usando como inspiração principalmente as faces de Christopher Reever e Margot Kidder – Clark e Lois da cine-série original – o arco durou de Action Comics #866 a 870 e foi recentemente publicado no Brasil pela Panini em Superman #80-81 (jul e ago/2009).

O timing da história e a ação são perfeitos e o final é emocionante. Superman derrota Brainiac, resgata Metropolis e... Kandor! Metropolis volta ao seu local de origem e Kandor é restaurada ao seu tamanho normal ao lado da Fortaleza da Solidão.

De modo a estabelecer alguma balança cósmica e aproximar a série em quadrinhos das séries de TV (Smallville) e cinema, Jonathan Kent tem um ataque cardíaco e falece. A seqüência é emocionante e foi uma das primeiras mortes desnecessárias que realmente tem um contexto.

Não havia necessidade de Jonathan morrer, é verdade! Foi apenas para repaginar o Superman, aproximá-lo de suas raízes, já que originalmente o herói só começa a agir depois da morte dos pais, e ao mesmo tempo para produzir o quê nos quadrinhos se chama de “hype” – sensação, furor, atenção na mídia.

Com a morte recente, Superman ainda está em luto imaginando que poderia ter salvo seu pai se Brainiac não lhe exigisse tanta atenção e esforço. Isto pode afetar seu julgamento em relação aos resgatados da cidade de Kandor...

Se você tem preconceitos contra o Superman e a existência de kryptonianos aqui, seria um bom momento para acompanhar a série. Johns e Frank são dois super-stars e estão sempre associados aos melhores quadrinhos dos anos 2000.

Boa diversão!