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Terra-50: o Universo Wildstorm

No início dos anos 1.990 alguns artistas que trabalhavam para a Marvel Comics nos títulos de maior tiragem da editora decidiram criar uma editora que os direitos dos personagens pertencessem aos criadores.

Balela!

Perguntem a Greg Capullo (que foi artista de Spawn depois que o criador McFarlane deixou o personagem) se ele tem direitos sobre o anti-herói!

De qualquer maneira estes criadores fundaram a Image Comics, uma editora-selo, que é a união dos diversos estúdios dos autores.

Em fins de 1.997 depois de ter trabalhado durante um ano para a Marvel Comics durante o evento Heróis Renascem e a minissérie X-Men/WildC.A.T.s, Jim Lee, criador e proprietário do estúdio Wildstorm, que agregava além da linha principal uma linha de autor chamada Homage (onde iniciou a série Astro City) e o selo ABC de Alan Moore, negociou os direitos de sua linha com a DC Comics e se tornou parte do conglomerado AOL-Time-Warner por US $ 45 milhões.

Profundamente criticado pela decisão, Jim Lee, desenhista de grande apelo popular assumiu tarefas administrativas e desenhou pouco, mesmo depois da venda. Esta por sinal foi a motivação de ter efetuado-a: voltar-se exclusivamente para o desenho e se afastar da administração. Fez Batman – Silêncio (12 números), Superman – Pelo Amanhã (12 números) e um número de uma nova série Wildcats, além de dezenas de capas e uma história curta p&b do Batman.

Havia prometido um segundo arco para Batman e um arco de 12 números para Mulher Maravilha, de modo a contemplar a trindade principal da editora.

Após o evento “52”, o multiverso da DC Comics possui apenas 52 dimensões alternativas, sendo a Terra-50 o Universo Wildstorm.



História geral

O universo Wildstorm é bastante parecido com o nosso, sendo palco de uma guerra de raças bem evoluídas que, ao nosso ver, assemelham-se a deuses. Estas raças são os kherubins e os daemonitas.

O cruzamento destas raças com humanos criou grande parte dos atuais super-seres e a presença de membros destas raças no mundo, garantiu a existência de lendas e mitos que permeiam nossas culturas e religiões.

Além dos híbridos alien-humanos temos os gen-ativos (uma espécie de mutante do selo) e também um terceiro tipo de super-seres, que são pessoas que sofreram efeitos da radiação de um cometa que passou próximo à Terra.

Principais séries de grupos da Wildstorm:
DV8
Gen¹³
Mr Majestic
Planetary
Sleeper
Stormwatch
Team 7
The Authority
The Monarchy
Wetworks
WildC.A.T.s
Wildcore

Principais séries de personagens solo da Wildstorm:
Backlash
Cybernary
Deathblow
Divine Right
Grifter
Jet
Majestic
Point Blank
The Kindred
Union

A situação atual do selo

Na DC a situação atual é que após diversos reinícios (o imediatamente anterior é de novembro de 2006), os títulos ainda não “pegaram”, ainda que no selo autoral Homage não haja grande problema. Dos oito títulos mensais relançados em 2.006, somente dois continuam a serem publicados.

Por causa deste efeito em julho de 2008 a equipe produziu o evento World’s End, que pretendia ser um novo reinício para as equipes criativas e para o status do universo. Foram lançadas/relançadas quatro séries que continuam a ser publicadas nos EUA.

No Brasil

O material das principais séries da Wildstorm publicados por aqui ainda são da fase da Image Comics. A Editora Globo publicou Gen¹³ e WildC.A.T.s em 1.996/97, com 15 números para cada equipe, seguida pela Editora Abril que publicou Gen¹³ & WildC.A.T.s (com 12 números) junto com um especial em duas partes. Neste período está um dos melhores trabalhos com os personagens: a série WildC.A.T.s de James Robinson & Travis Charest, injustamente obscurecida pela fase seguinte de Alan Moore & diversos.

Apesar a sempiterna excelência de Moore a fase de Robinson & Charest é bem melhor.

Esta fase de Moore termina já em uma série mensal de apenas três números da Mythos Editora. Anos depois a fase seria republicada pela Pixel Editora.


A Mythos também publicou o cross-over JLA/WildC.A.T.s anterior à compra e a Abril publicou Homem-Aranha/Gen¹³ e Homem-Aranha/Backlash. A estes somam-se o encontro publicado pela Metal Pesado Gen¹³/Geração X e Geração X/Gen¹³.

A Pandora Books publicou várias séries do selo (Divine Right, Planetary, Authority, Global Frequency), assim como a Devir Livraria com os encadernados que previlegiam Authority, Planetary e Astro City.

Capitão Átomo após uma grande explosão ao final do primeiro arco de Superman/Batman foi arremessado para o universo Wildstorm, mas a série que narra a aventura, Captain Atom: Armageddon, não foi publicada por aqui.

Sr. Majestic – uma versão do Superman – apareceu numa edição de Superman da Panini Comics (a de nº 33), mas somente após a publicação de 52 que tivemos o conceito de um multiverso coeso com participação da editora/selo.

Durante a séries “Contagem Regressiva” e “À Procura de Ray Palmer”, uma equipe formada pelo Lanterna Verde Kyle Rayner, Donna Troy, o Monitor Bob e Jason Todd viajaram pelo multiverso à procura de Ray Palmer (o Elektron) e chegaram à Terra-50.

Durante a Crise na Anti-Terra alguns cidadãos da Terra-50 também foram escravizados por Ultraman e o Sindicato do Crime da Amerika – esta seria a mais recente citação oficial ao universo paralelo por aqui.

O selo Wildstorm esteve durante dois anos nas mãos da Pixel Editora que deu prioridade aos personagens autorais e algumas republicações. Acredita-se que a Panini, atual detentora dos direitos de publicação (veja aqui), siga o mesmo caminho, já que promete para dezembro de 2.009 uma edição especial com histórias solos de Alan Moore para os personagens da editora.

Quanto aos personagens centrais do universo somente The Authority e Planetary tem uma constância de publicação, e se supõe que ambos, em especial o último devam retornar em uma série de encadernados. Das 27 edições de Planetary, somente a última recém publicada nos EUA é inédita no Brasil. Já o Authority, grupo ultra-violento, criado por Warren Ellis, tem uma boa trajetória por aqui, com seus principais arcos publicados.

Veja aqui a listagem do Multiverso pós-52 da DC Comics.

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