Pular para o conteúdo principal

Earth 2 volume 1: The Gathering

Cada fã tem uma área que lhe é especial. Eu sempre gostei muito de universos alternativos nos quadrinhos. Séries como “What if... ?” e os “Just imagine...” da DC (os dos anos 1960/70/80, não o de Stan Lee), assim como os ElseWorlds tem histórias que estão sempre entre aquelas que tenho grande simpatia.

Conhecer e seguir as aventuras da Sociedade da Justiça, criada antes nos anos 1940, mas efetivamente considerada pelo fandom como apenas uma versão alternativa da Liga da Justiça, sempre foi um deleite para mim. A série JSA e a série subsequente Justice Society of America volume 3 estão entre as melhores séries na área de quadrinhos de heróis, com inegável valorização da família como base para estruturar um indivíduo.

Quando houve a reformulação de 2011 (Os Novos 52) a DC Comics instituiu que o primeiro, e ênfase em primeiro, herói foi o Superman e ponto. Assim, a Sociedade não poderia existir.

E não existiu.

Cerca de um ano depois de iniciado o projeto Os Novos 52, a DC lançou a série Earth 2, escrita por James Robinson (Starman) e com arte de Nicola Scott. A série inicia com o “santíssima” trindade da editora Superman, Batman e Mulher-Maravilha sacrificando-se para encerrar a guerra com Apokolips, uma versão alternativa para os eventos da série da Liga da Justiça, sacramentando em definitivo a futura equipe como uma versão da equipe amplamente conhecida.

Cinco anos depois uma nova ameaça paira sobre o mundo e a Terra passa a escolher seus novos campeões. Um adolescente torna-se o Flash após herdar a velocidade do deus Mercúrio, um executivo de telecomunicações torna-se o Lanterna Verde e descobrimos que o exército tem mantido entre seus quadros algumas “maravilhas” - wonders no original, fugindo do “marvels”, mas com objetivo idêntico – como a Hawkgirl e Atom.

E neste primeiro momento estes campeões, ainda não um grupo unido mas uma série de novas maravilhas que não tem controle sobre suas habilidades, tem que enfrentar uma criatura chamada Grundy – numa trama por demais semelhante às tramas da série Swamp Thing, mais do que eu gostaria de admitir.

De pano de fundo a transposição de Powergirl e Huntress – filha de Batman daquele universo – para a “Terra padrão” da DC Comics, invertendo posições com o Sr. Incrível que foi da Terra padrão para a Terra 2; o uso do Sr. Incrível da Terra 2 como um vilão para a série e o uso de uma organização da nível global (bem semelhante a SHIELD, especialmente na obediência a superiores mostrados apenas como insensíveis rostos em tela ditando ordens).

Divertida, empolgante e bem famosa em função da opção sexual do Lanterna Verde daquela dimensão, Earth 2 é sobre um grupo de maravilhas que terão que aprender como trabalharem juntas para salvar novamente a Terra.

Funciona e é de longe o melhor material que li de Os Novos 52, superando os bons materiais escritos por Scott Snyder (Batman, Swamp Thing) e até mesmo a releitura de Grant Morrison para o Superman (Action Comics).

Leia imediatamente!








Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…