Pular para o conteúdo principal

Superman, 10 histórias, 10ª: For a Thousand Years

Em janeiro de 2.000, semana 4 (data de capa) tínhamos Action Comics #761, traduzida por aqui em Superman (Super-Heróis Premium) #03 de outubro de 2.000 (Editora Abril). Trazia a história For a Thousand Years por Joe Kelly, German Garcia e Joe Rubinstein.

A história tinha que se encaixar no conceito vigente na época de que cada série do Superman era um capítulo semanal e então perdia algumas páginas para situar o leitor de coisas que aconteceram em outras séries. Em síntese uma foto mostrou o Superman com uma aliança e foi amplamente questionado o fato do herói ser ou não casado.

Então no conforto de seu lar Lois Lane, então a esposa, brinca com Clark sobre quem seria a mulher perfeita para o homem de aço, enquanto o jornalista teima em simplificar a questão informando que havia a escolhido. Lois brinca sobre os nomes possíveis e então eis que a Mulher Maravilha bate à janela.

No resto da história a jornalista se questiona sobre seu papel e se está à altura do seu esposo, mas o foco que quero é outro.

Superman e Mulher Maravilha são transportados para Valhala onde auxiliam Thor e alguns deuses asgardianos em uma batalha contra um inimigo mortal. A batalha dura 1000... isto mesmo, mil anos!

Para provar o amor (super amor?) o roteirista apresenta um homem apaixonado por sua esposa, mesmo ciente que tem uma deusa ao seu lado. A dupla não envelhece e o amor do herói se mantêm até que ao final, derrotando a ameaça retornam exatamente para o momento em que foram para Valhala.

[Comentários]
Tolinha, a história serve para o eterno fetiche dos leitores de quadrinhos: quem é a mulher perfeita para o “homem perfeito”?

Sinto, mas em mil anos o herói teria perdido o cheiro de Lois (várias vezes citado na história), a linguagem e até mesmo alguns conhecimentos de sua profissão, como padrão de produção de texto, afinal são mil anos enferrujado!

Dizer que o Superman resistiria a 1000 anos (ou 365.000 dias e noites) ao lado da amazona é criar uma fábula, por sinal função da história, criar a fábula do marido perfeito, mesmo exposto diariamente à perfeita tentação. Porém é uma fábula impossível de ser crível, especialmente quando ao ler a aventura percebe-se claramente que a heroína deseja o homem de aço.

Dizer que alguém retorna de 1000 anos de isolamento sem nenhuma alteração (ou resolvê-la apenas com um truque de mágica) é chamar o leitor de tolo, mas deixa claro que o padrão da época era tentar contar uma história e “colá-la” no esquemão da editora.

Divertida como curiosidade de uma fidelidade inimaginável.

 

Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…