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Histórias Cruzadas (The Help, 2011)

O filme certamente chamou a atenção pelo custo de produção e lucro 10 vezes maior numa época em que a Warner investe $ 200 milhões em Lanterna Verde e só consegue $ 219 milhões, mas The Help é um filme simpático e sentimental perfeito para ganhar Oscar e se transformar em uma deliciosa matinê ainda que seja um pouco longo.

(Ainda assim a Disney investiu $ 250 milhões na adaptação de Uma princesa de Marte e os especialistas analisam que o estúdio só terá lucro se o filme conseguir $ 750 milhões em bilheterias. Ou seja a expectativa é grande!)

Na trama jornalista retorna à cidade natal enquanto não consegue emprego na cidade grande e assume uma coluna para donas de casas no jornal local, numa cidade impregnada de preconceito racial e com um rígido sistema de castas que estigmatiza os afro-descendentes.

Decide, num momento de ebulição da luta pelos Direitos Humanos, colher memórias das empregadas negras das famílias locais, inclusive narrando seu envolvimento emocional com a senhora que ajudou a criá-la e foi expulsa da casa de seus pais em função de manutenção de uma posição social e lançar um livro (que numa época do politicamente correto tem seus lucros de autor dividido entre ela e todas as empregadas que colaboraram com as histórias).

Tocante, o filme teve excelente arrecadação e tornou-se a zebra do ano, sendo agora um forte candidato para o Oscar 2012. Mas não espere uma vírgula de novidade. Faça um acordo com sua namorada: você assiste sorrindo às 2 horas e quarenta minutos de The Help e em seguida completa a “educação formal cinematográfica” com Mississipi em Chamas que também trata do conflito racial americano e se passa no mesmíssimo período.

Será uma dobradinha inesquecível!

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