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Superman, 10 histórias, 9ª: The last god of Krypton

De longe Superman: The last god of Krypton [1999] é a minha graphic novel preferida com o herói. Publicada no Brasil como o título de Superman Especial: A última deusa de Krypton (Mythos Editora, 2003) a história foi escrita pelo saudoso (mas não morto) Walt Simonson e tem arte pintada pelos irmãos Greg & Tim Hildebrandt.

A trama é bem simples. Anos depois da destruição de Krypton uma deusa aprisionada é libertada e vem para Terra em busca do último kryptoniano vivo. Ao chegar aqui, em um primeiro momento, acredita que o Superman é um deus e deseja se acasalar com ele. Mas logo percebe que o herói é mortal e então busca destruí-lo.

[Comentários]
Walt Simonson é um excelente autor, meio perdido nos anos 1990-2000, e consegue fazer uma história inteligente com o homem de aço que faz referências ao passado de Krypton, ao deus Rao e toca levemente no fato de que Kal El é um descendente local do deus sol, sem maiores consequências no texto, mas deixando claro o caráter messiânico do herói.

A graphic novel usa elementos da cronologia padrão (o casamento com Lois Lane, a morte dos kryptonianos do Universo Compacto, Lex Luthor) sem a necessidade de textos explicativos e sem obrigar ao leitor fazer uma busca para entender as referências.

A arte dos Hildebrandt é adequada e alterna entre um frio e gélido azul e um quente vermelho nas páginas finais.

Há certamente sequências meio pudicas demais como quando Clark troca de roupa no banheiro feminino avisando a Lois que o banheiro está vazio, e a esposa questiona se ele usou a visão de raio X. Ele responde que usou a super-audição. A participação de Luthor é a esperada para o personagem. Ele tenta se aliar à Cythonna, a deusa, mas ao ser subjugado e perceber que ele é um mal maior do que o Superman, decide ceder uma arma a ele – um fragmento de kryptonita.

É uma história divertida, bem feita, simples e auto-contida, algo que falta na cronologia do herói. Por isso aconselho a buscar nos sebos a edição da Mythos Editora (2003) ou da DC Comics (1999).

Vale cada centavo.



 

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