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Os 10 mais da década - Parte 5

Chegado à metade de minha lista de séries preferidas da década de 2.000

5) SJA de Geoff Johns, James Robinson, David Goyer & vários – Nenhuma série de equipe de super-heróis funcionou tão bem neste período.

Criada realmente em 1.999 com James Robinson e David Goyer nos roteiros, o badalado inglês Robinson foi fazer roteiros duvidosos no cinema e Johns, que já havia trabalhado na série de especiais “O retorno da Sociedade da Justiça” assumiu a série e continuou com Goyer até a edição 51. Depois sozinho até o final, sendo substituído em alguns momentos por Keith Champagne e Paul Levitz.

Nunca vi uma série onde os personagens se comunicassem tão bem – talvez a Legião de Levitz & Giffen. Aqui eles realmente parecem uma família e esta a trama que permeia quase todas as edições: a restauração ou a continuidade de uma família.

A Sociedade da Justiça da América é a primeira equipe de heróis em quadrinhos e reunia os personagens do núcleo DC Comics da National Periodicals. A regra (flexível, diga-se de passagem) era que, se um personagens não tinha uma série própria (com seu nome) ele poderia estar na equipe.

As histórias da série All-Star Comics não são grande coisa. É o pastiche da época. Era em capítulos, o primeiro e o último com a reunião da equipe, e os intermediários, um para cada personagem mostravam o tal personagem solitariamente combatendo o crime com a missão determinada no primeiro capítulo.

A equipe retornou com o estabelecimento do Multiverso (veja aqui) e com a primeira Crise nas Terras-1 e 2 (veja aqui), anualmente retornando para o encontro. Na década de 1.970 esteve em All-Star Comics e Adventure Comics. Na década de 1.980 em All-Star Squadron e Infinity, Inc. Com a Crise nas Infinitas Terras (veja aqui), foi enviada para uma dimensão paralela (veja aqui) e ficou até o início da década de 1.990 retornando em duas séries chamadas Justice Society of America volumes 1 e 2.

Apesar do sucesso inicial das séries elas foram canceladas. Em 1.998 houve um evento chamado “JSA Returns”, e se aproveitando do sucesso da série “JLA” de Grant Morrison a DC lançou “JSA”. Em 2006 “JSA” foi cancelada e atualmente temos “Justice Society of America volume 3”, sendo mensalmente publicado.

O grande arquiteto de tudo isso é o bom moço Geoff Johns, um autor reconhecidamente simples e humilde da indústria, um dos poucos.

Johns construiu suas histórias de maneiras bem amarradas e sempre seu tema é a família. No primeiro arco temos que encontrar o corpo em que se encarnará o novo Senhor Destino, temos dois arcos sobre a corrupção de Manto Negro, filho do Lanterna Verde Allan Scott, um arco sobre como o amor pode romper a morte e retornar com o Gavião Negro, além de vários arcos onde os descendentes de criminosos ou heróis ameaçam ou ajudam a equipe – todos usados de forma inteligente – e principalmente como más influências podem manchar um bom nome (a relação Adão Negro e Esmaga-Átomo).

Há viagens no tempo, encontro de Sociedades de época diferentes, perda de heróis para o Alzheimer, sacrifícios, restauração de uma família – a do Homem-Hora – e casamento entre heróis sem uma óbvia festa invadida – Homem-Hora II e Liberty Belle. Há surpresas sinceras como o filho do Pantera, algo que ele sempre desejou.

Todos os personagens são tem profundidade e não são bidimensionais, ocos. Há personalidade em todos e sabemos realmente como vão agir, por que houve espaço para mostrar a maneira de cada um deles procede.

Meu personagem favorito na série é o Sr. Incrível, um campeão olímpico do decatlo, cheios de doutorados e phd, inventor e rico (vendeu sua empresa para a WayneTech quando começou a agir junto com a SJA) que perdeu a fé quando sua esposa foi assassinada. Junto com Amanda Waller, Senhor Incrível é o personagem negro mais crível dos quadrinhos.

Veja bem, é difícil encontrar um arco ruim, mas é a típica série de heróis, que diverte e com conseqüências, sim. Johns sempre usou a série para mostrar as mudanças do universo DC – arcos com o Mordru, Espectro/Hal Jordan, o re-estabelecimento da Terra-2, o Eclipso, o DOE, Kobra e seus apocalipses, Amanda Waller são personagens freqüentes – e inclusive tentativas de voltar a criar os encontros anuais da Liga e Sociedade (veja as duas tentativas orientadas por Johns aqui e aqui).

O certo é que ironicamente começo a série nacional da Liga da Justiça (da Panini) lendo a aventura da Sociedade da Justiça, que invariavelmente é melhor do que a série principal.

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