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Acabou O dia mais claro e serviu para quê?

O dia mais claro é o resultado da insistência da DC Comics em um formato diferente. Durante três anos consecutivos testou o formato semanal com 52, Contagem Regressiva e Trindade, colhendo sucesso, crítica e indiferença respectivamente.

Depois de um ano em stand by o formato foi reestudado e tornou-se uma série quinzenal. No geral é a mesmíssima coisa: vários personagens, tramas de seis a oito páginas, eles se encontram e teoricamente há um inimigo ou objetivo em comum.

A síntese de O dia mais claro é que a Bateria Branca está na Terra e resgatou algumas pessoas da morte para servir aos seus interesses. Se você fizer uma leitura cuidadosa da série irá encontrar o objetivo específico de cada ressurrecto, mas adianto que é besteira, bobagem.

Capaz de criar boas tramas como a de Aquaman e dos Gaviões Negros, Geoff Johns e Peter Tomasi conseguem unir uma série de tramas sem muito apego como as de Desafiador/Rapina & Columba, J'Onn J'Ozz e especialmente a péssima trama de Nuclear, que só serviu para matar – de novo! - o professor Stein!

No fim a bateria estava escolhendo um campeão para salvar a Terra. Escolheu Alec Holland, ao custo da vida do Desafiador (eu escrevi que ele morreria de novo!).

Veja bem, quem foi o escolhido foi Alec Holland, não o Monstro do Pântano. Tem uma grande diferença aí (leia Lição de Anatomia na Coleção DC 75 anos e descobrirá qual).

Ao final alguns personagens estão prontos para um reinício, ou seja, novas séries. Infelizmente aconteceu o reboot conhecido como Os Novos 52 e uma coisa atropelou a outra.

O dia mais claro é lento, chegando a ser cansativo. Sua conclusão não é satisfatória e a reintrodução de Alec Holland, de um novo Monstro do Pântano e de John Constantine no DCU não chega a surpreender. A editora tem necessidade de explorar suas marcas ao máximo para obter o maior lucro possível.

Se serve de consolo ao fato de Constantine estar em uma versão da Liga da Justiça (o quê?!), pelo menos a série do Monstro do Pântano é bastante elogiada e poderá (não estou dizendo que vai) permitir o interesse para a impressão dos encadernados da fase de Alan Moore em The Saga of Swamp Thing.

De qualquer modo existem dois Constantines: um na série Hellblazer e outro em no universo Os Novos 52. E eu gosto do visual clássico: terno completo, sobretudo e o rosto do Sting.

Termina mais um evento da DC Comics que não chega a lugar algum. Mas lembre-se: se leitores gostassem que as séries tivessem real continuidade Peter Parker estaria casado com Gwen Stacy e já teria filhos.

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