A bem da verdade é mais provável que Grant Morrison, autor deste arco, tenha tido autorização e já tenha desenvolvido a trama antes do uso dele em A batalha pelo capuz. De qualquer modo o que quero deixar claro é que novamente Jason Todd, o segundo Robin, assassinado pelos leitores no final dos anos 1.980 voltava para assombrar o homem-morcego e seus seguidores.
A trama ilustrada por Philip Tan e com finais de Jonathan Glapion foi publicada originalmente em Batman and Robin #04-06 (novembro/09-janeiro/2.010) e no Brasil em Batman #96-97 da Panini Comics (nov-dez/2.010) e mostrava um novo esforço de Todd, usando uma nova encarnação de Capuz Vermelho (ele já tinha apropriado-se de uma anos antes, que foi adaptada para animação, veja aqui) e com uma garota como parceira mirim, a Escarlate, torna-se um vigilante que mata e que supostamente faz a diferença.
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Novamente temos a questão dos limites do homem-morcego e se sua vigilância seria completa sem ser o júri/juiz/executor dos criminosos.
Teria ele alguma responsabilidade pelos crimes que sua galeria de vilões cometeu? Afinal ele poderia ter matado o Coringa ao final do primeiro caso!
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Uma das reuniões de criminosos de Gotham City acontece e o Pinguim é notificado que El Penitente – um suposto chefão que está chegando à cidade – encarregou-se de enviar para a lá o Flamingo.
A reunião é atacada pelo Capuz Vermelho & Escarlate e a nova dupla dinâmica se vê frente à frente com seus antagonistas, que se enfrentam, fogem, capturam Batman e Robin num outro momento, expõe a identidade aos interesses do público numa nada sutil alusão à morte original de Todd: Capuz Vermelho cria um disque identidade onde o homem-morcego e o menino prodígio serão exibidos nús após uma determinada quantidade de votos – que é rapidamente conseguida.
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É também introduzido neste arco o vilão Flamingo, extremamente violento e sádico, que é aparentemente enterrado vivo numa sequência ao final do arco, mas dado à natureza próprias das persistências dos personagens nos quadrinhos, consegue fugir. Creio que um personagem tão interessante criado com o cruzamento do macho latino com o Coringa, porém com uma pitada a mais de sadismo, deve retornar em algum momento como vilão principal.
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Seria El Penitente com seu W em brasas Bruce Wayne? Ou seria o “coveiro”, numa alusão ao fato de Batman estar morto? Se não em ambos os casos quem seriam então El Penitente e Oberon Sexton? Personagens totalmente novos? Ou releituras de conceitos antigos?
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Post Scriptum: Paralelo aos eventos da série Batman and Robin temos o desenhista Tony Daniel na série Batman como dublê de escritor; temos a série Detective Comics ocupada pela Batwoman de Greg Rucka e JH Williams; o surgimento das séries Batman: Streets of Gotham inicialmente de Paul Dini que continuava o relacionamento de Batman e a Polícia de Gotham City e Gotham City: Sirens que serviu de casa para Mulher Gato, Arlequina e Hera Venenosa.
Por fora o universo do homem-morcego era extendido com Batman: Confidential que contava narrativas do herói em outros momentos cronológicos e Red Robin que continuou a trajetória do Tim Drake.
Tim Drake, o terceiro Robin, adotado oficialmente por Bruce Wayne e um dos herdeiros da fortuna Wayne acreditava que Bruce estava vivo e via indícios disto em pistas diversas. Dick, Damian e toda a comunidade de heróis, rendida pela existência de um cadáver acreditavam que o garoto sofreu um abalo nos julgamento provocado pela dor da perda do amigo, tutor e agora pai.
Só a título de curiosidade: há alguns anos na série Batman: Gotham Knights de Devin K. Grayson o primeiro Robin Richard Grayson que inicialmente tinha sido tutelado à Wayne foi oficialmente adotado. A história já foi publicada no Brasil.