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Lançamentos: Fábulas volume 6 – Terras natais

A década de 2.000 não criou novas mitologias para os quadrinhos. Minto, talvez tenha criado uma dúzia, num mercado que publica trezentas séries mensais. Apenas para concluir o raciocínio a maior parte das coisas boas dos anos 2.000 foram releituras e uso adequado de personagens.

Entre as coisas boas está a série Fables criada por Bill Willingham e desenhada inicialmente por Ian Medina, mas logo substituído por Mark Buckingham que se tornaria o artista padrão até o momento.

Fábulas tem vários momentos. No início é uma divertida história de como vivem as fábulas na Nova Iorque moderna depois de terem fugido de suas terras natais graças ao domínio do Adversário.

Era divertido ver Branca de Neve administrando na cidade das Fábulas, Rosa Vermelha & João (do Pé de Feijão) criando problemas, Bigby Lobo (o Lobo Mau em forma humana) agindo como um detetive noir e uma dezena de coadjuvantes de excelente qualidade como Barba Azul, Príncipe Encatado, Bela & Fera (este último, quando sua esposa começa a perde o romance volta à sua forma de fera), ou personagens menos conhecidos como Baguera (de Mogli), Frau Totenkinder (a bruxa da casinha de doces de João e Maria), Chapeuzinho Vermelho, Baba Yaga, Pinóquio... a lista é grande.


Willingham não esperou que nos cansássemos da série. Logo colocou os fugitivos em conflito com o Adversário – cuja identidade é um mistério – e envolveu Branca & Bigby, dando uma ninhada de filhos a eles. Infelizmente as crianças tem aparência animal e não poderiam viver na cidade, somente na Fazenda, onde estão as fábulas não-humanas (o Grilo Falante, o já citado Baguera, os Três Porquinhos, etecetera). Bigby, no entanto, não pode vive na Fazenda pois é proibido de estar lá.

No volume anterior (Ventos da Mudanças, aqui), vimos o nascimento da ninhada e a mudança do status de alguns personagens para substituir aqueles que estiveram ausentes. Aqui, em “Terras Natais” o sexto encadernado da série temos dois arcos e uma história de interlúdio.

Em “João, seja ágil”, desenhada por David Mahn (Fables # 34-35, abr & mai, 2005) temos a investida de João, o popular trapaceiro, no mercado de produção de filmes. O objetivo de João é produzir uma trilogia que deixe seu personagem tão popular quanto Branca de Neve (que sobreviveu a um ferimento mortal apenas por causa das “energias” que absorve dos mundanos). Em duas partes o arco é ágil e divertido, servindo como prenúncio para a série Jack of Fables.

No interlúdio da edição # 39 (setembro de 2005) com arte de Ian Medina, Príncipe Encantado recebe a visita de Mogli ao qual encarrega de encontrar o desaparecido Bigby Lobo.

E no arco que dá nome do encadernado e que é composto pelas edições #36-38, 40-41 e desenhado por Mark Buckingham, onde o Garoto Azul decide retornar às terras natais para matar o Imperador (conhecido como o Adversário na série) e descobre que os reinos têm uma vida com pouca alteração e que como quase sempre as pessoas não se corrompem de completa e imediato. No início fazem algo que acreditam estar certo, mas seria apenas daquela vez e logo se torna um hábito.

Bastante ação, uma grande surpresa na identidade do Adversário (mas havia muitos indícios e então é justo que Willingham havia planejado desde o início), além da introdução da verdadeira Chapeuzinho Vermelho e da Rainha da Neve, esta última uma colaboradora do Imperador.

A série continua a ser publicada nos EUA e já ultrapassou cem edições.

Volume
Nome
Edições
01
Lendas no Exílio
#01-05
02
A revolução dos bichos
#06-10
03
O livro do amor
#11-18
04
O último castelo; #19-21; #23-27
05
#22; 28-33
06
#34-41
07
Noites (e dias) da Arábia
#42-47
08
Lobos
#58-51
09
#52-59
10
#60-69
11
Guerra!
#70-75

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