Pular para o conteúdo principal

Legião dos 3 Mundos – Tomo 2



Para salvar os R$ 7,50 pagos em Superman/Batman # 53 (novembro/2009) da Panini Comics você deve iniciar a leitura pela última história.

Claro que se você a) não gosta da Legião; b) acha o personagem Superboy Primordial ridículo e c) não entende o conceito de múltiplos universos, aconselho a guardar seu rico dinheirinho e comprar algo mais simples.

Legião dos 3 Mundos conforme já vimos por aqui é uma série onde o Senhor do Tempo, lorde de toda a Entropia, resgata o Superboy Primordial e o envia ao século XXXI no universo da Legião dos Super-Heróis clássica (a existente até 1.986).

Incapazes de enfrentar o adolescente de aço, os heróis do futuro chamam Kal-El do passado (o século XXI) e tentam encontrar os últimos legionários ainda desaparecidos (veja Superman e a Legião dos Super-Heróis para mais detalhes).

Neste segundo número a coisa piora bastante.

No Mundo dos Feiticeiros uma equipe formada por Bloko, Vésper, Pulsar e pelo Lanterna Verde Rond Vidar resgatam a Feiticeira Branca das garras de Mordru, mas a chegada de Superboy e sua Legião de Super-Vilões, faz com que Vidar tombe para que seus colegas fujam.

Isto, por si só já merece uma explicação. Nas histórias clássicas da Legião do período Paul Levitz & Keith Giffen sabia-se que havia um anel energético ativo no século XXXI. Este anel esteve com o vilão Universo (que várias vezes conquistou o planeta e colocou a opinião pública contra a Legião) e seu filho Rond Vidar, nobre de coração, o assumiu.

No Brasil não se sabe exatamente o quê aconteceu com a Tropa, mas as poucas citações feitas deixavam claro que o setor da Terra era apenas um território proibido para os Lanternas.

Johns estende um pouco mais e tonar Vidar definitivamente o último Lanterna em atividade! Mon-El e Penumbra recebem de Brainiac 5 a missão de irem a Oa levar o corpo de Vidar e encontram um planeta repleto de anéis desativados, a bateria central desativada e o daxamita Sodam Yat ainda vivo!

Caso você não se lembre Yat foi criado por Alan Moore (apenas citado, na verdade) para ser o maior Lanterna Verde de todos os tempos e hoje está presente na série A Tropa dos Lanternas Verdes que se passa no século XXI. Ele é um dos personagens chaves das sagas A guerra dos anéis e A noite mais densa.

Aconselhados por Brainiac 5 a equipe se divide em duas. Superman e os pesos pesados partem para o conflito com o Superboy e sua Legião maligna, enquanto o próprio coluano, Etérea e a Feitceira Branca vão à antiga sede da LJA em Happy Harbor, Rhode Island encontrar uma bola de cristal que irá convocar as Legiões de outros 2 mundos.

Pausa para outra explicação.

Primeiro: os nerds iriam lembrar-se que a bola de cristal é a mesma da capa da série de Liga onde a equipe da Terra-1 encontra a equipe da Terra-2. Ao longo dos anos, artistas tem mostrado a cena de heróis em torno de uma mesa de reuniões, uma bolha de cristal no centro exalando fumaça que sobe em direção ao teto e na fumaça uma equipe de outro mundo (ou época).

Segundo: a Feiticeira Branca cita que as duas legiões já os auxiliaram com os Tornados Gêmeos.

Os Tornados Gêmeos são os filhos de Barry Allen (o Flash II, o mais famoso, que desapareceu em ação em Crise nas Infinitas Terras,1.985 e retornou em Crise Final, 2008). Barry morou um tempo no futuro após o final de sua série e teve filhos que foram rejeitados na Legião clássica.

Os Tornados tiveram filhos, Bart Allen (o Impulso, membro da Justiça Jovem e Turma Titã, que se tornou o Flash IV na Crise Infinita, 2005/06 e que foi assassinado no ano seguinte) e Xs (membro da Legião dos Super-Heróis pós Zero Hora). Como esta Legião teve pouquíssimas histórias publicadas por aqui, poucos se recordam da personagem.

No momento não tenho registros se a história com os Tornados realmente existiu ou é apenas uma brincadeira já citada várias vezes (em a Saga do Relâmpago e Superman & a Legião dos Super-Heróis).

Convocadas, as duas Legiões tem problemas para aceitar o controle de um único Brainiac. Enquanto isso, no Mundo dos Feiticeiros, os peso pesados são derrotados!

E ficamos ansiosos para a continuação!

Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…