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Vertigo #45 (agosto/2013)

A distribuição “especial” da Panini me traz Livros daMagia e Batman: Arquivo de casos inexplicáveis, ambos encadernados em capa dura no mês do lançamento, mas Vertigo sua melhor série mensal somente no fim do mês seguinte.

A revista do selo de ocultismo da DC leva ao leitor resultados tão díspares quanto Hellblazer, Punk Rock Jesus, Casa dos Mistérios e Escalpo.

Hellblazer com Segredos e Mentiras parte 2 e 3 (#252-253/2009) traz um roteiro meia boca de Peter Milligan com uma arte limitada de Giuseppe Camuncoli, junto com finais de Stefano Landini. Constantine está envolvendo pessoas em seus problemas (novidade) e tem que buscar uma solução em forma de expiação (novidade²). É tão ruim que dá vergonha!

Casa dos Mistérios eu respeitosamente ignoro e explico: vou ler a série do início de um fôlego só ou pelo menos os arcos já lançados. Até lá me divirto em ler as histórias curtas que compõem a série. A desta edição (#35/2011) é bem inventiva.

Então depois de me irritar ou ignorar 2/3 da revista eu finalmente chego à parte que me interessa. Punk Rock Jesus de Sean Murphy termina poderosa como iniciou. E não há revelações bombásticas, afinal tínhamos desconfiança dos assuntos abordados. Por isso mesmo é honesta. Fiel. A série não inventa ou reinventa a roda e consegue prender a atenção por fazer uma narrativa de qualidade que não procura “forçar a barra”, dá sua mensagem e segue com a vida.

Mas o creme da edição é Escalpo (#46/2011) com a segunda parte do arco Você precisa pecar para ser salvo de Jason Aaron e RM Guéra. A história é tão bem narrada que torno a dizer que evoca as melhores narrativas televisivas modernas como The Sopranos e Breaking Bad. A história gera sentimentos reais de envolvimento com o leitor que não é tratado como um idiota. Lincoln Corvo Vermelho descobre quem assassinou Gina, ao mesmo tempo em que o policial Queda D'Água tem uma sofrida jornada mística nas mãos do Apanhador.

Próximo de sua conclusão Escalpo transmite aos que acompanham a sensação de que tudo foi um longo prólogo, necessário para o entendimento perfeito do que motiva os envolvidos. Assim como deixa a impressão que, como em The Sopranos o quê interessa é o dinheiro, e em Breaking Bad “de boas intenções está pavimentada a estrada para o inferno”.

É de salivar a ansiedade para a próxima edição!

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