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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Acho muito divertido o pomposo nome “Os Grandes Enigmas de Martin Mystère, o detetive do impossível” e devo confessar que fiquei curioso de imediato quando vi Mystère pela primeira vez na TV.

Não, não foi o desenho animado para crianças e com pouca relação com a série fumetti da Bonelli. Vi em uma propaganda da RGE, recém-adquirida pela empresa de Roberto Marinho, que anunciava o lançamento da série no Brasil numa época que também gerou Os Comandos em Ação e Transformers.

Baseado no arquétipo do cientista formal mas aventureiro, Mystere é um antropólgo e arqueológo, além de formando também em belas-artes, que vive aventuras com seu amigo Java, um homem de Neandenthal, e não seria arriscar muito se apostar que o personagem é levemente inspirado em Indiana Jones, assim como o professor Henry Jones Jr. o é em dezenas de professores, cientistas e pesquisadores que povoam a cultura pop.

Neste primeiro volume Edouard Morel, arqueólogo e amigo de Mystere encontra pistas que levam à confirmação da existência de Atlântida e do domínio, já naquela época da tecnologia para a imprensa e para a produção de raios. Morel é assassinado por enviados dos Homens de Negro, uma organização que tenta manter inalterado o status quo através da eliminação dos indícios que possam levar a estas questões.

No entanto, as pesquisas de Morel chegam ao amigo que vem à Grécia, logo após um encontro pessoal com os tais Homens de Negro e se vê lançado em uma viagem que o leva ao Egito e talvez à descoberta de um segredo que poderá revolucionar a humanidade.

[Comentários]
A aventura é muito boa, com excelentes doses de ação e perfeita caracterização dos personagens. O texto de A. Castelli é didático sem ser chato ou extremamente detalhista. O traço de G. Alessandrini é limpo e soma ao roteiro.

Evidentemente a aventura envelheceu um pouco – foi publicada originalmente em abril de 1.982. O simples fato de Martin pegar um avião de Washington para Grécia sem telefonar antes para o amigo, não evidencia automaticamente um furo na trama, mas sim o desapego que tínhamos ao telefone, que naquela época era até certo ponto incomum e usado apenas para casos de urgência.

Mas certamente convidar a desconhecida Maria Foteynos para uma viagem ao Egito é um risco desnecessário para um homem que sabe que sombras reais e imaginárias estão em seu encalço. Especialmente se ambos têm um amigo em comum que conheceremos no próximo volume.

Publicado no Brasil nas edições #1-2 da série da RGE/Globo e na edição #1 da Record (1990).


Os Grandes Enigmas de Martin Mystère, o detetive do impossível
(-1)
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#01
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#02

Os homens de negro
A vingança de Rá












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