A saga de Elric: Elric de Melnibone (1972), Livro 2
Conforme
disse no post anterior sobre este livro (aqui) estou
resenhando o livro Elric de Melniboné de 1973, dividido em
três partes e em cada post irei abordar com um pouco mais de
detalhes de cada parte, sem, no entanto, me aprofundar muito.
Na
primeira parte somos apresentado aos personagens e suas motivações.
Ao final Elric é atirado ao mar pelo primo, o príncipe
Yyrkoon, mas sobrevive graças à intervenção do rei dos
elementais do mar. De volta à Imrryr, o príncipe albino
surpreende seu primo que já está distribuindo mandos e desmandos
como novo Imperador de Melniboné, após comunicar oficialmente a
morte de Elric.
Porém
Elric subestima Yyrkoon, que foge para um reino distante,
sequestrando Cymoril, pretendendo reunir forças para em breve
atacar a cidade dos sonhos. Yyrkoon toma posse de um espelho místico
que o auxiliar a apagar as memórias das pessoas que encontra em sua
jornada, sendo assim, capaz de se esconder por um grande período.
A
contragosto Elric decide ingressar nas artes arcanas e submeter-se ao
demônio Arioch, seu patriarca, que narra as razões do
imperador não encontrar o paradeiro do fugitivo. Elric ainda vê-se
obrigado a pedir favores aos elementais do mar e da terra para tomar
posse de um barco que navega mar e terra, algo que toma uma parte
considerável da narrativa, apesar de seu objetivo ser apenas
reforçar que o último imperador de Melniboné tem que construir
pactos e alianças contra sua vontade para alcançar seus objetivos,
e que, talvez estes pactos conspurquem tais objetivos.
Com o
barco místico e um esquadrão de guerreiros cegos capazes de
resistir ao espelho o bastante para que o restante do exército
ataque, Elric derrota o exército do primo, que põe Cymoril sob um
encantamento de sono, destrói o espelho das memórias – espalhando
as memórias ancestrais ali aprisionados – e foge novamente para
tomar posse das espadas místicas Mournblade e Stormbringer.
Apesar de
desejoso de voltar para Imrryr, Arioch surge à Elric e o avisa que
deverá perseguir seu primo, sob pena de não quebrar o encanto de
sono da amada e ter que enfrentá-lo em um futuro próximo de posse
de tais armas poderosas e ancestrais.
Nota: As
imagens deste post foram retiradas da série Elric of
Melbinone edições #3-4. A série
teve seis números, tendo sido publicada entre 1.982-84, e foi uma
produção da Star*Reach Production para a Pacific Comics.
Os créditos da adaptação são Roy Thomas (script), P.
Craig Russell (lay-out e finais) e Michael T. Gilbert
(lápis).
Elric: The Dreaming City (1961)
Primeiríssimo conto de
Michael Moorcock com o príncipe albino Elric de Melniboné,
aqui já considerado um renegado pelo usurpador do Trono de
Rubi, seu primo, o príncipe Yyrkoon. A
noveleta “The Dreaming City” foi publicada pela primeira
vez em Sciense Fantasy #47, junho de 1961 e mais recentemente
na coletânea de romances, novelas e noveletas The Stealer of
Souls (Del Rey, Chronicles of the Last Emperor of Melniboné,
2008-2010, vol 1 Elric: The Stealer of Souls, ISBN
0-345-49862-3).
O Elric mostrado nesta
série em quadrinhos é muito mais decidido e menos ambíguo que o
personagem presente em Elric of Melniboné, mas em vez destas nuances
chocarem (como fariam com os chatíssimos advogados de regras das
hq's, que fariam infinitos comentários sobre o fato) acabam por
divertir e mostrar que não é somente o personagem que está em
mutação, mas também o autor.
Na trama Elric se alia
a seis lordes para invadir e derrubar sua cidade, então sob o
domínio de seu primo. Antes, porém, faz uma última visita
tencionando resgatar sua amada, Cymoril, irmã de Yyrkoon e
sob um encanto de sono.
Ao longo da trama
nota-se um tom premonitório de que em função de suas alianças
demoníacas, seja com demônios do ar, seja com seu lorde-demônio
patriarca, seja com sua espada Stormbringer, uma espécie de
vampira que se alimenta das almas dos derrotadas pelo príncipe e
através deste alimento fornece energia ao próprio Elric, algo irá
dar errado em algum momento.
Há o tom do
saudosismo, da perda da cidade perfeita Imrryr e de como isto
deixa o príncipe triste, em muito semelhante à sincera dor de pesar
do príncipe de Bagdá no conto Ramadã de Neil Gaiman
(Sandman #50). Há também o tom do fatalismo, onde fica claro
que as escolhas do príncipe o levarão a enfrentar antigos amigos,
ainda fieis ao Trono de Rubi independentes de quem se senta nele, ou
mesmo a trair seus atuais aliados se a situação assim exigir.
Evidentemente Moorcock,
autor inglês de fantasia e ficção científica, famoso por Elric,
pelo conceito do Campeão Eterno, pela criação do termo e do
conceito de multiverso e pela controversa novela BEHOLD THE
MAN, fez várias retcons com o personagem, sendo que
especialmente o conjunto de novelas Elric de Melniboné (que
resenhei o primeiro livro aqui) se passa quando ainda no
trono, apesar de publicado posteriormente. Na introdução da
coletânea do selo Del Rey, Moorcock deixa claro que conhece as
diversas inconsistências do personagem, mas resolveu mantê-las e
não alterá-las ao sabor de novas publicações que levam o
personagem para outros caminhos e atitudes ou estende períodos pouco
narrados no romance, como a graphic novel Elric: Making of a
Sorcerer (2007) feita em parceria com Walt Simonson que
narra o aprendizado de Elric através do uso do sonho
(dream-learning, no original), um conceito presente desde o
primeiro conto, mas nem sempre explicado em profundidade.
O Elric mostrado nesta
série em quadrinhos é muito mais decidido e menos ambíguo que o
personagem presente em Elric of Melniboné, mas em vez destas nuances
chocarem (como fariam com os chatíssimos advogados de regras das
hq's, que fariam infinitos comentários sobre o fato) acabam por
divertir e mostrar que não é somente o personagem que está em
mutação, mas também o autor.
Bem construído, Elric
é em última instância um personagem por demais semelhante à Conan
de Robert E. Howard, que também utilizou-se das ideias de
narrativas em períodos bem distintos de sua carreira, nem sempre em
uma cronologia palpável. Lembre-se que o primeiro conto de Conan
apresenta-o como rei destronado da Aquilônia e posteriormente narra
suas origens e os períodos como pirata, ladrão ou mercenários.
O conto, inédito no
Brasil, já teve publicado por aqui a sua versão em graphic novel pela Editora Globo na saudosa série Graphic Globo.
Chronicles of the Last Emperor
of Melniboné (2008-2012), Del Rey
|
Vol
|
Título
|
1
|
Elric: The Stealer of Souls
|
2
|
Elric: To Rescue Tanelom
|
3
|
Elric: The Sleeping Sorceress
|
4
|
Duke Elric
|
5
|
Elric in the Dream Realms
|
6
|
Elric: Swords and Roses
|
Google não substitui o conhecimento
Em função da tragédia
no RS, a rede de TV estadunidense NBC exibiu uma imagem
que mostrava São Paulo na Amazônia.
A leitura que faço não
é sobre a importância que temos para a cultura americana,
certamente próxima de zero, visto que eu mesmo sou um refém da
produção cultural daquele país e desconheço a produção cultural
de minha própria terra. A leitura que faço é sobre o uso em massa
dos recursos da web para pesquisa, que procura ganhar tempo e
trazer à tona fatos relevantes.
Não é que para os
americanos São Paulo é no AM!
O que realmente ocorre
é que um responsável por criar o gráfico tinha pouco tempo para a
pesquisa, e sabendo que São Paulo é uma cidade importante, tentou
localizá-la em uma ferramenta semelhante ao Google Maps.
Encontrou São Paulo de Olivença, esta sim no AM e não
revisou o material, certamente pressionado com uma agenda de tarefas
gigantesca.
A lição que fica não
é a velha ladainha sobre a importância que eles nos dão, mas sim,
sobre o fato que as enormes facilidades advindas da existência de
dezenas de milhares de ferramentas de indexação e de facilitação
não substitui o conhecimento.
E nem a revisão de
texto.
Por isso, antes de
publicar seu artigo, sua monografia, seu TCC ou seu post vá
além da ferramenta eletrônica que lhe possibilitou aquela pesquisa
e cheque os dados na fonte. Não creia que apenas por estar na
importante e ter tido dezenas de centenas de replicações em redes
sociais que o texto é verdadeiro ou que a informação realmente é
consistente.
Participações especiais: GrimJack #1
Na série
“Participações Especiais” irei mostrar a presença de
algum personagem em um local em que ele não deveria estar.
Todos sabem onde
encontrar o mercenário John Gaunt em Cynosure, afinal
ele tem um bar no Pit, chamado Munden's Bar, mas talvez
você só possa encontrá-lo se perguntar por GrimJack,
personagem criado pelo grande John Ostrander e desenhado por
Timothy Truman.
Na primeiríssima
edição uma bela e fatal mulher deseja saber o quê levou sua filha
ao suicídio. Mas quando chega no Munden's vemos entre os
frequentadores Corto Maltese, criação imortal de Hugo
Pratt (que também nomina uma bebida no bar).
GrimJack teve 81
edições publicadas pela First Comics entre 1984-1991 e mais
recentemente retornou em reedições e novos lançamentos pela IDW.
Participações especiais: The Mighty Thor #341
Na série
“Participações Especiais” irei mostrar a presença de
algum personagem em um local em que ele não deveria estar.
Quando Nick Fury
auxilia ao poderoso Thor, o deus do trovão, a criar uma nova
identidade secreta no início da fase de Walt Simonson, o
espião supremo brinca com o asgardiano, fazendo-o usar óculos pois
sempre funcionou com “o outro”.
Ele se referia ao
Superman/Clark Kent, que aparece rapidamente na
sequência com direito à presença de Lois Lane.
Se você não conhece a
fase memorável de Simonson com o deus do trovão lembre-se que a
Panini já publicou toda a passagem em cinco encadernados da série
Os maiores clássicos. Excelente material.
Participações especiais: Hawkworld #15
Na série
“Participações Especiais” irei mostrar a presença de
algum personagem em um local em que ele não deveria estar.
Em Hawkworld #15,
já publicado no Brasil, a delegação terráquea retorna de
Thanagar, possivelmente com uma nova parceira para Katar Hol...
ou não.
Mas o quê interessa é que entre os membros da imprensa,
reunidos para receber a delegação, está o fotógrafo Peter
Parker, o nosso amigão da vizinhança. Veja o sentido de aranha
na cabeça do personagem.
Mas o quê interessa é que entre os membros da imprensa,
reunidos para receber a delegação, está o fotógrafo Peter
Parker, o nosso amigão da vizinhança. Veja o sentido de aranha
na cabeça do personagem.
Veja na imagem abaixo.
Meses depois, em um flashback, Graham Nolan, o
desenhista da série, voltaria ao mesmo momento e repetiria a
participação especial.
Michael Moorcock's Multiverse (1997)
Michael Moorcock's
Multiverse é uma série em 12 partes escrita por Michael
Moorcock e publicada no selo Helix da DC Comics, um
selo de sci-fi que teve uma breve vida na segunda metade dos
anos 1.990. O principal título do selo, Transmetropolitan de
Warren Ellis & Darick Robertson, foi transferido
para o selo Vertigo e o Helix foi encerrado em 1.998.
As histórias são
Moonbeams & Roses, que apresenta personagens que
apareceram no livro The Revenge of the Rose (1991) e Blood
(1995). É desenhada por Walt Simonson (Orion, Thor) e
bastante criticada por ser impenetrável para os leitores que não
conhecem o ciclo de livros chamado The Second Either do autor.
O recurso de utilizar o próprio autor como personagem da trama, que
mostra um jogo de manipulação em vários níveis não funciona
muito bem, mas talvez leitores que conheçam o ciclo por completo e
se importem com os personagens achem a trama interessante.
Basicamente a Rose do título está em uma luta para salvar o
multiverso.
Multiverse narra três
aventuras distintas que irão se fundir próximo ao final da série,
e em geral tratam da busca de um aspecto do Campeão Eterno
conhecido como Silverskin assim
como revelar sua ligação
com as tramas apresentadas e com todos os campeões eternos da ficção
do escritor inglês.
As histórias são
Moonbeams & Roses, que apresenta personagens que
apareceram no livro The Revenge of the Rose (1991) e Blood
(1995). É desenhada por Walt Simonson (Orion, Thor) e
bastante criticada por ser impenetrável para os leitores que não
conhecem o ciclo de livros chamado The Second Either do autor.
O recurso de utilizar o próprio autor como personagem da trama, que
mostra um jogo de manipulação em vários níveis não funciona
muito bem, mas talvez leitores que conheçam o ciclo por completo e
se importem com os personagens achem a trama interessante.
Basicamente a Rose do título está em uma luta para salvar o
multiverso.
A segunda história é
The Metatemporal Detective que traz Sir Seaton Begg
como o investigador em uma trama à la Sherlock Holmes,
envolvendo assassinatos e a fundação do Partido Nazista em
uma Terra levemente diferente. Apesar de bastante simples em termos
de narrativa, esta sequência é criticada pela escolha de Mark
Reeves, um artista adequado à história, mas sem um traço de
apelo comercial, sendo mais indicado ao mercado alternativo de
quadrinhos.
A terceira história é
Duke Elric, ilustrada por John Ridgway (Hellblazer –Pecados Originais, Hellraiser) e que traz uma aventura de Elric
no Oriente Médio em cerca de 1000 a.D. Nota-se claramente que Elric
após a conclusão de Stormbringer (publicado no Brasil como A espada diabólica, 1975), ressurgiu no Oriente Médio e viveu
longas aventuras. Ao final, depois de encontrar o Silverskin e
concluir a trama de toda a série, Elric retorna ao seu mundo místico
original, encontrando inclusive um amigo querido que havia sido
deixado para trás ao final da novela. A trama infelizmente, apesar
da boa caracterização de Ridgway sofre com cortes abruptos e
narrativa pouco estruturada. Indicado apenas para fãs muito radicais
de Elric e Moorcock.
Multiverse em geral
apresentava 12 páginas de Moonbeams & Roses (eventualmente 14 ou
16) e 4 a 6 páginas de The Metatemporal Detective e Duke Elric,
eventualmente menos. A critica especializada admite que não é uma
boa maneira de ser introduzido aos trabalhos de Moorcock,
especialmente pelo espaço que a trama Moonbeams & Roses toma da
série e ao fato que ela é mais hermética que as restantes.
Como conselho pessoal,
aconselho aos leitores a pularem a série e irem direto para Elric
The Making of a sorcerer (2004) também escrita pelo próprio
Moorcock e desenhada por Walt Simonson, que é melhor
estruturada e tem uma narrativa baseada em início, meio e fim,
bastante compreensível para o leitor de quadrinhos médio e é capaz
de introduzir adequadamente os personagens para os leitores que não
os conhecem, sem dificuldade alguma.
Justice League, The Satellite Years: 1970
Em
fevereiro de 1.970 a Liga da Justiça passa a utilizar um
satélite como base logo após a descoberta de sua base secreta
anterior na última edição (veja mais aqui).
“Night
of the soul-stealer!”
(Justice League of America #80,
maio), cronologicamente posterior à Atom & Hawkman
#45, mostra a equipe resgatando
Hawkgirl à deriva no
espaço e sem atividade cerebral, apenas para descobrir que um
thanagariano roubou os padrões mentais da moça, do Elektron,
de Jean Loring e do
Gavião Negro com uma
GHENNA BOX, que modo
que a sobrevivam ao fim do mundo.
Veja
bem que era um recurso
frequente nos anos 1.960/70, quando uma série acabava, se houvesse
alguma trama inconclusa esta era transferida para outra série que
terminaria a história e
Loring enlouqueceu na série
da dupla de heróis, recém cancelada.
Estava
inaugurada oficialmente The Satellite Years, regidos no início
pelo semi-onipresente Denny O'Neil e com arte de Dick
Dillin e finais de Joe Giella. O'Neil seria responsável
pelo reposicionamento de vários personagens da editora, entre eles
Superman, Lanterna Verde & Arqueiro Verde e Mulher
Maravilha. Era, na visão de Schwartz, uma maneira de contar
histórias que iriam atrair jovens; ou seja: contratar um jovem que
pudesse expressar nas revistas em quadrinhos os anseios da população
daquela faixa etária.
Ao
transportar os heróis para o espaço, O'Neil passou a utilizar
alienígenas como ameaça ao planeta, mas geralmente utilizando-os
para criticar hábitos da indústria, dos políticos, dos empresários
e principalmente do ser humano comum.
Justice
League of America v1 #78 (fev/1970 – usarei sempre a “cover
date”, a data
de capa, mas que fique claro que esta é a data
de recolhimento das edições, que em geral eram distribuídas quatro
meses antes) – “The coming of the doomsters” &
#79: “Come slowly death, come slyly!” (mar) - O
Arqueiro Verde é apresentado ao novo quartel general da equipe,
criado com tecnologia thanagariana, fornecida pelo Gavião Negro:
um satélite a 22.300 milhas acima dos EUA e em órbita fixa,
acessível através de tubos de transportes espalhados pelas cidades
natais dos heróis que compõem a equipe.
Na
primeira aventura deste período, uma trama ecológica: fábricas
estão produzindo poluição –
apenas poluição!
- e o Vigilante, o
cowboy
motorizado, alerta a equipe que descobre a raça dos DOOMSTERS
– nativos de Munsan,
sistema Sirius –
hoje reduzido às cinzas.
Superman
e Lanterna Verde
vão ao planeta e encontram um sobrevivente que narra a história do
Líder Chokh,
que deseja destruir outros mundos com poluição. Arqueiro Verde
começa a cantar a recém viúva Canário Negro.
![]() |
| Hawkman & Green Arrow já se estranhavam! |
Nesta
edição a equipe é convocada para resgatar
alguns escoteiros através do monitor de missões, em um estilo bem
semelhante ao visto na série animada SUPER FRIENDS.
Na
edição seguinte (#81,
junho) a história Plague of the galactic Jest-Master
conclui as tramas iniciadas em Atom & Hawkman
e na edição anterior, mas
não se nota uma unidade real entre as aventuras, coisas inclusive
comum naquele momento da indústria.
Gavião Negro e Elektron levam Jean Loring
– aparentemente louca (áh!
se eles soubessem o futuro da moça... mas estamos nos adiantando)–
para Thanaghar, onde
encontram a população local enlouquecida graças ao Jest-Master,
um alienígena que supostamente estaria testando
as civilizações enlouquecendo-as
e já havia destruído alguns planetas naquele setor.
Veja
bem que era um recurso
frequente nos anos 1.960/70, quando uma série acabava, se houvesse
alguma trama inconclusa esta era transferida para outra série que
terminaria a história e
Loring enlouqueceu na série
da dupla de heróis, recém cancelada.
Pouco
após a aterrissagem o
Gavião Negro e Elektron
enlouquecem também, e
os Guardiões da Galáxia,
que já haviam perdido alguns Lanternas naquele setor e
estavam monitorando a situação,
convocam a Liga da Justiça. Esta trama já é paralela à passagem
de Denny O'Neil & Neil Adams
em Green Lantern/Green Arrow
e já mostra o trio
Lanterna, Arqueiro e Canário afastados da equipe.
Os heróis conseguem derrotar o Jest-Master e Jean Loring é curada.
Noverão norte-americano o novo cross-overentre Liga da Justiça & Sociedade da Justiça,
nas edições #82
(Peril of the Paired Planets)
e #83 (“Where
valor fails... will magic triumph?”).
Descobrimos que o acesso entre as Terra-1
e Terra-2 só fica
disponível durante 21 dias, e o alienígena Creator²
captura o androide
Tornado Vermelho para
utilizar os poderes dele para alinhar e atrair as duas Terras,
destruindo-as no processo, e assim
criar
uma nova.
Ele
utiliza armas que, ao capturarem os membros da
equipe da Terra-2, derrotam
os heróis equivalentes
na Terra-1, ao mesmo tempo de milhares de pessoas veem “fantasmas”
de suas
contrapartes.
No decorrer da trama, Canário Negro,
desconhecendo a verdade, acredita que ela
é a responsável e planeja
voltar para sua Terra de
origem, mas procurar
aguardar a ações dos companheiros.
Volta
a aparecer a mensagem ecológica de O'Neil no discurso do vilão, que
não se preocupa em destruir dois mundos: “HOWEVER,
I HAVE STUDIED THEIR HISTORY-- A CHRONICLE OF WAR, SLAVERY,
BRUTALITY, UGLINESS... SURELY CIVILIZATION LOSES NOTHING FORM THE
DESTRUCTION OF SUCH BARBARIANS!”.
Belíssima justificativa!
Como
o título da segunda parte deixa claro, a magia interfere e vence a
parada. Sr.
Destino invoca o
Espectro que consegue
conter a separação das Terras, enquanto Destino e Thunderbolt
(o gênio de Johnny Thunder)
destroem a nave do Creator². Infelizmente, aparentemente, Espectro é
destruído no processo! Será?
Nem o Arqueiro Verde
acredita realmente nesta possibilidade.
Na
edição #84
(novembro), temos “The devil in Paradise!”
escrita por Robert Kanigher,
onde um recém ganhador do
Prêmio Nobel usa os
fundos para criar uma arma
de destruição em massa,
pretendendo criar uma NOVA TERRA. Sem maiores novidades além do fato
de que a equipe foi premiada
com um
Nobel por valiosas contribuições à humanidade.
Em
seguida temos um GIANT JUSTICE LEAGUE OF AMERICA, a edição
#85 (nov-dez/1970) que republica The fantastic fingers of
Felix Fausto (Justice League of America #10, março/62) e One
hour to doomsday (#11, maio/62), além de uma história de
Mystery in Space #8 (jun/jul 1952) Knights of the galaxy.
Mas
o ano realmente termina com Earth's final hour! (#86,
dez/1970), mais uma aventura ecológica desta vez disposta a deixar
claro aos leitores que o plâncton dos oceanos é parte vital para o
nosso ecossistema e que os empresários são seres temerários,
inescrupulosos e gananciosos. O vilão da vez foi Theo Zappa,
the Zapper, que depois de descobrir que o planeta Kalyarna
passou dificuldades após perder seu plâncton, planeja sugar e
armazenar o plâncton nos oceanos terrestres e chantagear a Terra, e
por extensão Kalyarna que também necessita do produto.















































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