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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

A saga de Elric: Elric de Melnibone (1972), Livro 2

Conforme disse no post anterior sobre este livro (aqui) estou resenhando o livro Elric de Melniboné de 1973, dividido em três partes e em cada post irei abordar com um pouco mais de detalhes de cada parte, sem, no entanto, me aprofundar muito.

Na primeira parte somos apresentado aos personagens e suas motivações. Ao final Elric é atirado ao mar pelo primo, o príncipe Yyrkoon, mas sobrevive graças à intervenção do rei dos elementais do mar. De volta à Imrryr, o príncipe albino surpreende seu primo que já está distribuindo mandos e desmandos como novo Imperador de Melniboné, após comunicar oficialmente a morte de Elric.
Porém Elric subestima Yyrkoon, que foge para um reino distante, sequestrando Cymoril, pretendendo reunir forças para em breve atacar a cidade dos sonhos. Yyrkoon toma posse de um espelho místico que o auxiliar a apagar as memórias das pessoas que encontra em sua jornada, sendo assim, capaz de se esconder por um grande período.
A contragosto Elric decide ingressar nas a…

Elric: The Dreaming City (1961)

Primeiríssimo conto de Michael Moorcock com o príncipe albino Elric de Melniboné, aqui já considerado um renegado pelo usurpador do Trono de Rubi, seu primo, o príncipe Yyrkoon. A noveleta “The Dreaming City” foi publicada pela primeira vez em Sciense Fantasy #47, junho de 1961 e mais recentemente na coletânea de romances, novelas e noveletas The Stealer of Souls (Del Rey, Chronicles of the Last Emperor of Melniboné, 2008-2010, vol 1 Elric: The Stealer of Souls, ISBN 0-345-49862-3).

Na trama Elric se alia a seis lordes para invadir e derrubar sua cidade, então sob o domínio de seu primo. Antes, porém, faz uma última visita tencionando resgatar sua amada, Cymoril, irmã de Yyrkoon e sob um encanto de sono.
Ao longo da trama nota-se um tom premonitório de que em função de suas alianças demoníacas, seja com demônios do ar, seja com seu lorde-demônio patriarca, seja com sua espada Stormbringer, uma espécie de vampira que se alimenta das almas dos derrotadas pelo príncipe e através deste …

Google não substitui o conhecimento

Em função da tragédia no RS, a rede de TV estadunidense NBC exibiu uma imagem que mostrava São Paulo na Amazônia.
A leitura que faço não é sobre a importância que temos para a cultura americana, certamente próxima de zero, visto que eu mesmo sou um refém da produção cultural daquele país e desconheço a produção cultural de minha própria terra. A leitura que faço é sobre o uso em massa dos recursos da web para pesquisa, que procura ganhar tempo e trazer à tona fatos relevantes.
Não é que para os americanos São Paulo é no AM!
O que realmente ocorre é que um responsável por criar o gráfico tinha pouco tempo para a pesquisa, e sabendo que São Paulo é uma cidade importante, tentou localizá-la em uma ferramenta semelhante ao Google Maps. Encontrou São Paulo de Olivença, esta sim no AM e não revisou o material, certamente pressionado com uma agenda de tarefas gigantesca.
A lição que fica não é a velha ladainha sobre a importância que eles nos dão, mas sim, sobre o fato que as enormes …

Participações especiais: GrimJack #1

Na série “Participações Especiais” irei mostrar a presença de algum personagem em um local em que ele não deveria estar.

Todos sabem onde encontrar o mercenário John Gaunt em Cynosure, afinal ele tem um bar no Pit, chamado Munden's Bar, mas talvez você só possa encontrá-lo se perguntar por GrimJack, personagem criado pelo grande John Ostrander e desenhado por Timothy Truman.
Na primeiríssima edição uma bela e fatal mulher deseja saber o quê levou sua filha ao suicídio. Mas quando chega no Munden's vemos entre os frequentadores Corto Maltese, criação imortal de Hugo Pratt (que também nomina uma bebida no bar). GrimJack teve 81 edições publicadas pela First Comics entre 1984-1991 e mais recentemente retornou em reedições e novos lançamentos pela IDW.
Vale a pena conhecer.



Participações especiais: The Mighty Thor #341

Na série “Participações Especiais” irei mostrar a presença de algum personagem em um local em que ele não deveria estar.

Quando Nick Fury auxilia ao poderoso Thor, o deus do trovão, a criar uma nova identidade secreta no início da fase de Walt Simonson, o espião supremo brinca com o asgardiano, fazendo-o usar óculos pois sempre funcionou com “o outro”.
Ele se referia ao Superman/Clark Kent, que aparece rapidamente na sequência com direito à presença de Lois Lane.
Se você não conhece a fase memorável de Simonson com o deus do trovão lembre-se que a Panini já publicou toda a passagem em cinco encadernados da série Os maiores clássicos. Excelente material.

Participações especiais: Hawkworld #15

Na série “Participações Especiais” irei mostrar a presença de algum personagem em um local em que ele não deveria estar.

Em Hawkworld #15, já publicado no Brasil, a delegação terráquea retorna de Thanagar, possivelmente com uma nova parceira para Katar Hol... ou não.

Mas o quê interessa é que entre os membros da imprensa, reunidos para receber a delegação, está o fotógrafo Peter Parker, o nosso amigão da vizinhança. Veja o sentido de aranha na cabeça do personagem.
Veja na imagem abaixo. Meses depois, em um flashback, Graham Nolan, o desenhista da série, voltaria ao mesmo momento e repetiria a participação especial.

Michael Moorcock's Multiverse (1997)

Michael Moorcock's Multiverse é uma série em 12 partes escrita por Michael Moorcock e publicada no selo Helix da DC Comics, um selo de sci-fi que teve uma breve vida na segunda metade dos anos 1.990. O principal título do selo, Transmetropolitan de Warren Ellis & Darick Robertson, foi transferido para o selo Vertigo e o Helix foi encerrado em 1.998.

Multiverse narra três aventuras distintas que irão se fundir próximo ao final da série, e em geral tratam da busca de um aspecto do Campeão Eterno conhecido como Silverskin assim como revelar sua ligação com as tramas apresentadas e com todos os campeões eternos da ficção do escritor inglês.
As histórias são Moonbeams & Roses, que apresenta personagens que apareceram no livro The Revenge of the Rose (1991) e Blood (1995). É desenhada por Walt Simonson (Orion, Thor) e bastante criticada por ser impenetrável para os leitores que não conhecem o ciclo de livros chamado The Second Either do autor. O recurso de utilizar o próprio aut…

Justice League, The Satellite Years: 1970

Em fevereiro de 1.970 a Liga da Justiça passa a utilizar um satélite como base logo após a descoberta de sua base secreta anterior na última edição (veja mais aqui).

Estava inaugurada oficialmente The Satellite Years, regidos no início pelo semi-onipresente Denny O'Neil e com arte de Dick Dillin e finais de Joe Giella. O'Neil seria responsável pelo reposicionamento de vários personagens da editora, entre eles Superman, Lanterna Verde & Arqueiro Verde e Mulher Maravilha. Era, na visão de Schwartz, uma maneira de contar histórias que iriam atrair jovens; ou seja: contratar um jovem que pudesse expressar nas revistas em quadrinhos os anseios da população daquela faixa etária.
Ao transportar os heróis para o espaço, O'Neil passou a utilizar alienígenas como ameaça ao planeta, mas geralmente utilizando-os para criticar hábitos da indústria, dos políticos, dos empresários e principalmente do ser humano comum.
Justice League of America v1 #78 (fev/1970 – usarei sempre a “cove…