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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
 A saga de Elric: Elric de Melnibone (1972), Livro 2

Conforme disse no post anterior sobre este livro (aqui) estou resenhando o livro Elric de Melniboné de 1973, dividido em três partes e em cada post irei abordar com um pouco mais de detalhes de cada parte, sem, no entanto, me aprofundar muito.

Na primeira parte somos apresentado aos personagens e suas motivações. Ao final Elric é atirado ao mar pelo primo, o príncipe Yyrkoon, mas sobrevive graças à intervenção do rei dos elementais do mar. De volta à Imrryr, o príncipe albino surpreende seu primo que já está distribuindo mandos e desmandos como novo Imperador de Melniboné, após comunicar oficialmente a morte de Elric.

Porém Elric subestima Yyrkoon, que foge para um reino distante, sequestrando Cymoril, pretendendo reunir forças para em breve atacar a cidade dos sonhos. Yyrkoon toma posse de um espelho místico que o auxiliar a apagar as memórias das pessoas que encontra em sua jornada, sendo assim, capaz de se esconder por um grande período.

A contragosto Elric decide ingressar nas artes arcanas e submeter-se ao demônio Arioch, seu patriarca, que narra as razões do imperador não encontrar o paradeiro do fugitivo. Elric ainda vê-se obrigado a pedir favores aos elementais do mar e da terra para tomar posse de um barco que navega mar e terra, algo que toma uma parte considerável da narrativa, apesar de seu objetivo ser apenas reforçar que o último imperador de Melniboné tem que construir pactos e alianças contra sua vontade para alcançar seus objetivos, e que, talvez estes pactos conspurquem tais objetivos.

Com o barco místico e um esquadrão de guerreiros cegos capazes de resistir ao espelho o bastante para que o restante do exército ataque, Elric derrota o exército do primo, que põe Cymoril sob um encantamento de sono, destrói o espelho das memórias – espalhando as memórias ancestrais ali aprisionados – e foge novamente para tomar posse das espadas místicas Mournblade e Stormbringer.

Apesar de desejoso de voltar para Imrryr, Arioch surge à Elric e o avisa que deverá perseguir seu primo, sob pena de não quebrar o encanto de sono da amada e ter que enfrentá-lo em um futuro próximo de posse de tais armas poderosas e ancestrais.

Nota: As imagens deste post foram retiradas da série Elric of Melbinone edições #3-4. A série teve seis números, tendo sido publicada entre 1.982-84, e foi uma produção da Star*Reach Production para a Pacific Comics. Os créditos da adaptação são Roy Thomas (script), P. Craig Russell (lay-out e finais) e Michael T. Gilbert (lápis).









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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Elric: The Dreaming City (1961)

Primeiríssimo conto de Michael Moorcock com o príncipe albino Elric de Melniboné, aqui já considerado um renegado pelo usurpador do Trono de Rubi, seu primo, o príncipe Yyrkoon. A noveleta “The Dreaming City” foi publicada pela primeira vez em Sciense Fantasy #47, junho de 1961 e mais recentemente na coletânea de romances, novelas e noveletas The Stealer of Souls (Del Rey, Chronicles of the Last Emperor of Melniboné, 2008-2010, vol 1 Elric: The Stealer of Souls, ISBN 0-345-49862-3).

Na trama Elric se alia a seis lordes para invadir e derrubar sua cidade, então sob o domínio de seu primo. Antes, porém, faz uma última visita tencionando resgatar sua amada, Cymoril, irmã de Yyrkoon e sob um encanto de sono.

Ao longo da trama nota-se um tom premonitório de que em função de suas alianças demoníacas, seja com demônios do ar, seja com seu lorde-demônio patriarca, seja com sua espada Stormbringer, uma espécie de vampira que se alimenta das almas dos derrotadas pelo príncipe e através deste alimento fornece energia ao próprio Elric, algo irá dar errado em algum momento.

Há o tom do saudosismo, da perda da cidade perfeita Imrryr e de como isto deixa o príncipe triste, em muito semelhante à sincera dor de pesar do príncipe de Bagdá no conto Ramadã de Neil Gaiman (Sandman #50). Há também o tom do fatalismo, onde fica claro que as escolhas do príncipe o levarão a enfrentar antigos amigos, ainda fieis ao Trono de Rubi independentes de quem se senta nele, ou mesmo a trair seus atuais aliados se a situação assim exigir.

Evidentemente Moorcock, autor inglês de fantasia e ficção científica, famoso por Elric, pelo conceito do Campeão Eterno, pela criação do termo e do conceito de multiverso e pela controversa novela BEHOLD THE MAN, fez várias retcons com o personagem, sendo que especialmente o conjunto de novelas Elric de Melniboné (que resenhei o primeiro livro aqui) se passa quando ainda no trono, apesar de publicado posteriormente. Na introdução da coletânea do selo Del Rey, Moorcock deixa claro que conhece as diversas inconsistências do personagem, mas resolveu mantê-las e não alterá-las ao sabor de novas publicações que levam o personagem para outros caminhos e atitudes ou estende períodos pouco narrados no romance, como a graphic novel Elric: Making of a Sorcerer (2007) feita em parceria com Walt Simonson que narra o aprendizado de Elric através do uso do sonho (dream-learning, no original), um conceito presente desde o primeiro conto, mas nem sempre explicado em profundidade.
O Elric mostrado nesta série em quadrinhos é muito mais decidido e menos ambíguo que o personagem presente em Elric of Melniboné, mas em vez destas nuances chocarem (como fariam com os chatíssimos advogados de regras das hq's, que fariam infinitos comentários sobre o fato) acabam por divertir e mostrar que não é somente o personagem que está em mutação, mas também o autor.

Bem construído, Elric é em última instância um personagem por demais semelhante à Conan de Robert E. Howard, que também utilizou-se das ideias de narrativas em períodos bem distintos de sua carreira, nem sempre em uma cronologia palpável. Lembre-se que o primeiro conto de Conan apresenta-o como rei destronado da Aquilônia e posteriormente narra suas origens e os períodos como pirata, ladrão ou mercenários.

O conto, inédito no Brasil, já teve publicado por aqui a sua versão em graphic novel pela Editora Globo na saudosa série Graphic Globo.


Chronicles of the Last Emperor of Melniboné (2008-2012), Del Rey
Vol
Título
1
Elric: The Stealer of Souls
2
Elric: To Rescue Tanelom
3
Elric: The Sleeping Sorceress
4
Duke Elric
5
Elric in the Dream Realms
6
Elric: Swords and Roses




















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Google não substitui o conhecimento


Em função da tragédia no RS, a rede de TV estadunidense NBC exibiu uma imagem que mostrava São Paulo na Amazônia.

A leitura que faço não é sobre a importância que temos para a cultura americana, certamente próxima de zero, visto que eu mesmo sou um refém da produção cultural daquele país e desconheço a produção cultural de minha própria terra. A leitura que faço é sobre o uso em massa dos recursos da web para pesquisa, que procura ganhar tempo e trazer à tona fatos relevantes.

Não é que para os americanos São Paulo é no AM!

O que realmente ocorre é que um responsável por criar o gráfico tinha pouco tempo para a pesquisa, e sabendo que São Paulo é uma cidade importante, tentou localizá-la em uma ferramenta semelhante ao Google Maps. Encontrou São Paulo de Olivença, esta sim no AM e não revisou o material, certamente pressionado com uma agenda de tarefas gigantesca.

A lição que fica não é a velha ladainha sobre a importância que eles nos dão, mas sim, sobre o fato que as enormes facilidades advindas da existência de dezenas de milhares de ferramentas de indexação e de facilitação não substitui o conhecimento.

E nem a revisão de texto.

Por isso, antes de publicar seu artigo, sua monografia, seu TCC ou seu post vá além da ferramenta eletrônica que lhe possibilitou aquela pesquisa e cheque os dados na fonte. Não creia que apenas por estar na importante e ter tido dezenas de centenas de replicações em redes sociais que o texto é verdadeiro ou que a informação realmente é consistente.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Participações especiais: GrimJack #1

Na série “Participações Especiais” irei mostrar a presença de algum personagem em um local em que ele não deveria estar.

Todos sabem onde encontrar o mercenário John Gaunt em Cynosure, afinal ele tem um bar no Pit, chamado Munden's Bar, mas talvez você só possa encontrá-lo se perguntar por GrimJack, personagem criado pelo grande John Ostrander e desenhado por Timothy Truman.

Na primeiríssima edição uma bela e fatal mulher deseja saber o quê levou sua filha ao suicídio. Mas quando chega no Munden's vemos entre os frequentadores Corto Maltese, criação imortal de Hugo Pratt (que também nomina uma bebida no bar).
GrimJack teve 81 edições publicadas pela First Comics entre 1984-1991 e mais recentemente retornou em reedições e novos lançamentos pela IDW.

Vale a pena conhecer.



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Participações especiais: The Mighty Thor #341

Na série “Participações Especiais” irei mostrar a presença de algum personagem em um local em que ele não deveria estar.

Quando Nick Fury auxilia ao poderoso Thor, o deus do trovão, a criar uma nova identidade secreta no início da fase de Walt Simonson, o espião supremo brinca com o asgardiano, fazendo-o usar óculos pois sempre funcionou com “o outro”.

Ele se referia ao Superman/Clark Kent, que aparece rapidamente na sequência com direito à presença de Lois Lane.

Se você não conhece a fase memorável de Simonson com o deus do trovão lembre-se que a Panini já publicou toda a passagem em cinco encadernados da série Os maiores clássicos. Excelente material.
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Participações especiais: Hawkworld #15

Na série “Participações Especiais” irei mostrar a presença de algum personagem em um local em que ele não deveria estar.

Em Hawkworld #15, já publicado no Brasil, a delegação terráquea retorna de Thanagar, possivelmente com uma nova parceira para Katar Hol... ou não.

Mas o quê interessa é que entre os membros da imprensa, reunidos para receber a delegação, está o fotógrafo Peter Parker, o nosso amigão da vizinhança. Veja o sentido de aranha na cabeça do personagem.

Veja na imagem abaixo. Meses depois, em um flashback, Graham Nolan, o desenhista da série, voltaria ao mesmo momento e repetiria a participação especial.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Michael Moorcock's Multiverse (1997)

Michael Moorcock's Multiverse é uma série em 12 partes escrita por Michael Moorcock e publicada no selo Helix da DC Comics, um selo de sci-fi que teve uma breve vida na segunda metade dos anos 1.990. O principal título do selo, Transmetropolitan de Warren Ellis & Darick Robertson, foi transferido para o selo Vertigo e o Helix foi encerrado em 1.998.

Multiverse narra três aventuras distintas que irão se fundir próximo ao final da série, e em geral tratam da busca de um aspecto do Campeão Eterno conhecido como Silverskin assim como revelar sua ligação com as tramas apresentadas e com todos os campeões eternos da ficção do escritor inglês.

As histórias são Moonbeams & Roses, que apresenta personagens que apareceram no livro The Revenge of the Rose (1991) e Blood (1995). É desenhada por Walt Simonson (Orion, Thor) e bastante criticada por ser impenetrável para os leitores que não conhecem o ciclo de livros chamado The Second Either do autor. O recurso de utilizar o próprio autor como personagem da trama, que mostra um jogo de manipulação em vários níveis não funciona muito bem, mas talvez leitores que conheçam o ciclo por completo e se importem com os personagens achem a trama interessante. Basicamente a Rose do título está em uma luta para salvar o multiverso.

A segunda história é The Metatemporal Detective que traz Sir Seaton Begg como o investigador em uma trama à la Sherlock Holmes, envolvendo assassinatos e a fundação do Partido Nazista em uma Terra levemente diferente. Apesar de bastante simples em termos de narrativa, esta sequência é criticada pela escolha de Mark Reeves, um artista adequado à história, mas sem um traço de apelo comercial, sendo mais indicado ao mercado alternativo de quadrinhos.

A terceira história é Duke Elric, ilustrada por John Ridgway (Hellblazer –Pecados Originais, Hellraiser) e que traz uma aventura de Elric no Oriente Médio em cerca de 1000 a.D. Nota-se claramente que Elric após a conclusão de Stormbringer (publicado no Brasil como A espada diabólica, 1975), ressurgiu no Oriente Médio e viveu longas aventuras. Ao final, depois de encontrar o Silverskin e concluir a trama de toda a série, Elric retorna ao seu mundo místico original, encontrando inclusive um amigo querido que havia sido deixado para trás ao final da novela. A trama infelizmente, apesar da boa caracterização de Ridgway sofre com cortes abruptos e narrativa pouco estruturada. Indicado apenas para fãs muito radicais de Elric e Moorcock.

Multiverse em geral apresentava 12 páginas de Moonbeams & Roses (eventualmente 14 ou 16) e 4 a 6 páginas de The Metatemporal Detective e Duke Elric, eventualmente menos. A critica especializada admite que não é uma boa maneira de ser introduzido aos trabalhos de Moorcock, especialmente pelo espaço que a trama Moonbeams & Roses toma da série e ao fato que ela é mais hermética que as restantes.

Como conselho pessoal, aconselho aos leitores a pularem a série e irem direto para Elric The Making of a sorcerer (2004) também escrita pelo próprio Moorcock e desenhada por Walt Simonson, que é melhor estruturada e tem uma narrativa baseada em início, meio e fim, bastante compreensível para o leitor de quadrinhos médio e é capaz de introduzir adequadamente os personagens para os leitores que não os conhecem, sem dificuldade alguma.

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Justice League, The Satellite Years: 1970

Em fevereiro de 1.970 a Liga da Justiça passa a utilizar um satélite como base logo após a descoberta de sua base secreta anterior na última edição (veja mais aqui).

Estava inaugurada oficialmente The Satellite Years, regidos no início pelo semi-onipresente Denny O'Neil e com arte de Dick Dillin e finais de Joe Giella. O'Neil seria responsável pelo reposicionamento de vários personagens da editora, entre eles Superman, Lanterna Verde & Arqueiro Verde e Mulher Maravilha. Era, na visão de Schwartz, uma maneira de contar histórias que iriam atrair jovens; ou seja: contratar um jovem que pudesse expressar nas revistas em quadrinhos os anseios da população daquela faixa etária.

Ao transportar os heróis para o espaço, O'Neil passou a utilizar alienígenas como ameaça ao planeta, mas geralmente utilizando-os para criticar hábitos da indústria, dos políticos, dos empresários e principalmente do ser humano comum.

Justice League of America v1 #78 (fev/1970 – usarei sempre a “cover date”, a data de capa, mas que fique claro que esta é a data de recolhimento das edições, que em geral eram distribuídas quatro meses antes) – “The coming of the doomsters” & #79: “Come slowly death, come slyly!” (mar) - O Arqueiro Verde é apresentado ao novo quartel general da equipe, criado com tecnologia thanagariana, fornecida pelo Gavião Negro: um satélite a 22.300 milhas acima dos EUA e em órbita fixa, acessível através de tubos de transportes espalhados pelas cidades natais dos heróis que compõem a equipe.

Na primeira aventura deste período, uma trama ecológica: fábricas estão produzindo poluição – apenas poluição! - e o Vigilante, o cowboy motorizado, alerta a equipe que descobre a raça dos DOOMSTERS – nativos de Munsan, sistema Sirius – hoje reduzido às cinzas.

Superman e Lanterna Verde vão ao planeta e encontram um sobrevivente que narra a história do Líder Chokh, que deseja destruir outros mundos com poluição. Arqueiro Verde começa a cantar a recém viúva Canário Negro.

Hawkman & Green Arrow já se estranhavam!
Night of the soul-stealer!” (Justice League of America #80, maio), cronologicamente posterior à Atom & Hawkman #45, mostra a equipe resgatando Hawkgirl à deriva no espaço e sem atividade cerebral, apenas para descobrir que um thanagariano roubou os padrões mentais da moça, do Elektron, de Jean Loring e do Gavião Negro com uma GHENNA BOX, que modo que a sobrevivam ao fim do mundo.

Nesta edição a equipe é convocada para resgatar alguns escoteiros através do monitor de missões, em um estilo bem semelhante ao visto na série animada SUPER FRIENDS.

Na edição seguinte (#81, junho) a história Plague of the galactic Jest-Master conclui as tramas iniciadas em Atom & Hawkman e na edição anterior, mas não se nota uma unidade real entre as aventuras, coisas inclusive comum naquele momento da indústria. Gavião Negro e Elektron levam Jean Loring – aparentemente louca (áh! se eles soubessem o futuro da moça... mas estamos nos adiantando)– para Thanaghar, onde encontram a população local enlouquecida graças ao Jest-Master, um alienígena que supostamente estaria testando as civilizações enlouquecendo-as e já havia destruído alguns planetas naquele setor.

Veja bem que era um recurso frequente nos anos 1.960/70, quando uma série acabava, se houvesse alguma trama inconclusa esta era transferida para outra série que terminaria a história e Loring enlouqueceu na série da dupla de heróis, recém cancelada.

Pouco após a aterrissagem o Gavião Negro e Elektron enlouquecem também, e os Guardiões da Galáxia, que já haviam perdido alguns Lanternas naquele setor e estavam monitorando a situação, convocam a Liga da Justiça. Esta trama já é paralela à passagem de Denny O'Neil & Neil Adams em Green Lantern/Green Arrow e já mostra o trio Lanterna, Arqueiro e Canário afastados da equipe.

Os heróis conseguem derrotar o Jest-Master e Jean Loring é curada.

Noverão norte-americano o novo cross-overentre Liga da Justiça & Sociedade da Justiça, nas edições #82 (Peril of the Paired Planets) e #83 (“Where valor fails... will magic triumph?”). Descobrimos que o acesso entre as Terra-1 e Terra-2 só fica disponível durante 21 dias, e o alienígena Creator² captura o androide Tornado Vermelho para utilizar os poderes dele para alinhar e atrair as duas Terras, destruindo-as no processo, e assim criar uma nova.

Ele utiliza armas que, ao capturarem os membros da equipe da Terra-2, derrotam os heróis equivalentes na Terra-1, ao mesmo tempo de milhares de pessoas veem “fantasmas” de suas contrapartes. No decorrer da trama, Canário Negro, desconhecendo a verdade, acredita que ela é a responsável e planeja voltar para sua Terra de origem, mas procurar aguardar a ações dos companheiros.

Volta a aparecer a mensagem ecológica de O'Neil no discurso do vilão, que não se preocupa em destruir dois mundos: “HOWEVER, I HAVE STUDIED THEIR HISTORY-- A CHRONICLE OF WAR, SLAVERY, BRUTALITY, UGLINESS... SURELY CIVILIZATION LOSES NOTHING FORM THE DESTRUCTION OF SUCH BARBARIANS!”. Belíssima justificativa!

Como o título da segunda parte deixa claro, a magia interfere e vence a parada. Sr. Destino invoca o Espectro que consegue conter a separação das Terras, enquanto Destino e Thunderbolt (o gênio de Johnny Thunder) destroem a nave do Creator². Infelizmente, aparentemente, Espectro é destruído no processo! Será? Nem o Arqueiro Verde acredita realmente nesta possibilidade.

Na edição #84 (novembro), temos “The devil in Paradise!” escrita por Robert Kanigher, onde um recém ganhador do Prêmio Nobel usa os fundos para criar uma arma de destruição em massa, pretendendo criar uma NOVA TERRA. Sem maiores novidades além do fato de que a equipe foi premiada com um Nobel por valiosas contribuições à humanidade.

Em seguida temos um GIANT JUSTICE LEAGUE OF AMERICA, a edição #85 (nov-dez/1970) que republica The fantastic fingers of Felix Fausto (Justice League of America #10, março/62) e One hour to doomsday (#11, maio/62), além de uma história de Mystery in Space #8 (jun/jul 1952) Knights of the galaxy.

Mas o ano realmente termina com Earth's final hour! (#86, dez/1970), mais uma aventura ecológica desta vez disposta a deixar claro aos leitores que o plâncton dos oceanos é parte vital para o nosso ecossistema e que os empresários são seres temerários, inescrupulosos e gananciosos. O vilão da vez foi Theo Zappa, the Zapper, que depois de descobrir que o planeta Kalyarna passou dificuldades após perder seu plâncton, planeja sugar e armazenar o plâncton nos oceanos terrestres e chantagear a Terra, e por extensão Kalyarna que também necessita do produto.















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