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Justice League, The Satellite Years: 1970

Em fevereiro de 1.970 a Liga da Justiça passa a utilizar um satélite como base logo após a descoberta de sua base secreta anterior na última edição (veja mais aqui).

Estava inaugurada oficialmente The Satellite Years, regidos no início pelo semi-onipresente Denny O'Neil e com arte de Dick Dillin e finais de Joe Giella. O'Neil seria responsável pelo reposicionamento de vários personagens da editora, entre eles Superman, Lanterna Verde & Arqueiro Verde e Mulher Maravilha. Era, na visão de Schwartz, uma maneira de contar histórias que iriam atrair jovens; ou seja: contratar um jovem que pudesse expressar nas revistas em quadrinhos os anseios da população daquela faixa etária.

Ao transportar os heróis para o espaço, O'Neil passou a utilizar alienígenas como ameaça ao planeta, mas geralmente utilizando-os para criticar hábitos da indústria, dos políticos, dos empresários e principalmente do ser humano comum.

Justice League of America v1 #78 (fev/1970 – usarei sempre a “cover date”, a data de capa, mas que fique claro que esta é a data de recolhimento das edições, que em geral eram distribuídas quatro meses antes) – “The coming of the doomsters” & #79: “Come slowly death, come slyly!” (mar) - O Arqueiro Verde é apresentado ao novo quartel general da equipe, criado com tecnologia thanagariana, fornecida pelo Gavião Negro: um satélite a 22.300 milhas acima dos EUA e em órbita fixa, acessível através de tubos de transportes espalhados pelas cidades natais dos heróis que compõem a equipe.

Na primeira aventura deste período, uma trama ecológica: fábricas estão produzindo poluição – apenas poluição! - e o Vigilante, o cowboy motorizado, alerta a equipe que descobre a raça dos DOOMSTERS – nativos de Munsan, sistema Sirius – hoje reduzido às cinzas.

Superman e Lanterna Verde vão ao planeta e encontram um sobrevivente que narra a história do Líder Chokh, que deseja destruir outros mundos com poluição. Arqueiro Verde começa a cantar a recém viúva Canário Negro.

Hawkman & Green Arrow já se estranhavam!
Night of the soul-stealer!” (Justice League of America #80, maio), cronologicamente posterior à Atom & Hawkman #45, mostra a equipe resgatando Hawkgirl à deriva no espaço e sem atividade cerebral, apenas para descobrir que um thanagariano roubou os padrões mentais da moça, do Elektron, de Jean Loring e do Gavião Negro com uma GHENNA BOX, que modo que a sobrevivam ao fim do mundo.

Nesta edição a equipe é convocada para resgatar alguns escoteiros através do monitor de missões, em um estilo bem semelhante ao visto na série animada SUPER FRIENDS.

Na edição seguinte (#81, junho) a história Plague of the galactic Jest-Master conclui as tramas iniciadas em Atom & Hawkman e na edição anterior, mas não se nota uma unidade real entre as aventuras, coisas inclusive comum naquele momento da indústria. Gavião Negro e Elektron levam Jean Loring – aparentemente louca (áh! se eles soubessem o futuro da moça... mas estamos nos adiantando)– para Thanaghar, onde encontram a população local enlouquecida graças ao Jest-Master, um alienígena que supostamente estaria testando as civilizações enlouquecendo-as e já havia destruído alguns planetas naquele setor.

Veja bem que era um recurso frequente nos anos 1.960/70, quando uma série acabava, se houvesse alguma trama inconclusa esta era transferida para outra série que terminaria a história e Loring enlouqueceu na série da dupla de heróis, recém cancelada.

Pouco após a aterrissagem o Gavião Negro e Elektron enlouquecem também, e os Guardiões da Galáxia, que já haviam perdido alguns Lanternas naquele setor e estavam monitorando a situação, convocam a Liga da Justiça. Esta trama já é paralela à passagem de Denny O'Neil & Neil Adams em Green Lantern/Green Arrow e já mostra o trio Lanterna, Arqueiro e Canário afastados da equipe.

Os heróis conseguem derrotar o Jest-Master e Jean Loring é curada.

Noverão norte-americano o novo cross-overentre Liga da Justiça & Sociedade da Justiça, nas edições #82 (Peril of the Paired Planets) e #83 (“Where valor fails... will magic triumph?”). Descobrimos que o acesso entre as Terra-1 e Terra-2 só fica disponível durante 21 dias, e o alienígena Creator² captura o androide Tornado Vermelho para utilizar os poderes dele para alinhar e atrair as duas Terras, destruindo-as no processo, e assim criar uma nova.

Ele utiliza armas que, ao capturarem os membros da equipe da Terra-2, derrotam os heróis equivalentes na Terra-1, ao mesmo tempo de milhares de pessoas veem “fantasmas” de suas contrapartes. No decorrer da trama, Canário Negro, desconhecendo a verdade, acredita que ela é a responsável e planeja voltar para sua Terra de origem, mas procurar aguardar a ações dos companheiros.

Volta a aparecer a mensagem ecológica de O'Neil no discurso do vilão, que não se preocupa em destruir dois mundos: “HOWEVER, I HAVE STUDIED THEIR HISTORY-- A CHRONICLE OF WAR, SLAVERY, BRUTALITY, UGLINESS... SURELY CIVILIZATION LOSES NOTHING FORM THE DESTRUCTION OF SUCH BARBARIANS!”. Belíssima justificativa!

Como o título da segunda parte deixa claro, a magia interfere e vence a parada. Sr. Destino invoca o Espectro que consegue conter a separação das Terras, enquanto Destino e Thunderbolt (o gênio de Johnny Thunder) destroem a nave do Creator². Infelizmente, aparentemente, Espectro é destruído no processo! Será? Nem o Arqueiro Verde acredita realmente nesta possibilidade.

Na edição #84 (novembro), temos “The devil in Paradise!” escrita por Robert Kanigher, onde um recém ganhador do Prêmio Nobel usa os fundos para criar uma arma de destruição em massa, pretendendo criar uma NOVA TERRA. Sem maiores novidades além do fato de que a equipe foi premiada com um Nobel por valiosas contribuições à humanidade.

Em seguida temos um GIANT JUSTICE LEAGUE OF AMERICA, a edição #85 (nov-dez/1970) que republica The fantastic fingers of Felix Fausto (Justice League of America #10, março/62) e One hour to doomsday (#11, maio/62), além de uma história de Mystery in Space #8 (jun/jul 1952) Knights of the galaxy.

Mas o ano realmente termina com Earth's final hour! (#86, dez/1970), mais uma aventura ecológica desta vez disposta a deixar claro aos leitores que o plâncton dos oceanos é parte vital para o nosso ecossistema e que os empresários são seres temerários, inescrupulosos e gananciosos. O vilão da vez foi Theo Zappa, the Zapper, que depois de descobrir que o planeta Kalyarna passou dificuldades após perder seu plâncton, planeja sugar e armazenar o plâncton nos oceanos terrestres e chantagear a Terra, e por extensão Kalyarna que também necessita do produto.















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