Justice League, The Satellite Years

Quartéis generais de equipes de heróis sempre tiveram um lugar especialmente na imaginação coletiva dos leitores de quadrinhos.

A Liga da Justiça da América ofereceu aos seus fãs dois dos mais conhecidos: o satélite e a Sala da Justiça – esta última presente apenas na versão animada da equipe “Super Amigos” até Brad Meltzer a transformar em realidade nos quadrinhos, já nos anos 2.000. Isso sem desmerecer a importância da Torre de Vigilância, a base da fase 1.997-2.006.

O satélite surge após a sede da equipe ser revelada e possibilitou aos heróis ter uma visão mais holística do mundo, ainda que muitas aventuras continuassem a ter como base os EUA.

Posicionado 22.300 milhas acima da Terra em órbita geo-estacionária o novo quartel faz sua primeira aparição na edição Justice League of America #78 (fevereiro/1970) e segue até a edição #230 (setembro/1984), quando é destruído.

O transporte dos membros era permitido através de tubos de teletransporte – levemente inspirados em Jornada nas Estrelas – que ficavam posicionados em pontos chave ao redor do globo, ainda que também fosse possível o transporte tem o tubo.

O período é bem lembrado pelos leitores como um ponto alto da série em quadrinhos e foi geralmente escrito por Gerry Conway (há vários fill-ins), a Era do Satélite, como passou a ser conhecido este período, é certamente um dos melhores períodos de produção para a equipe, especialmente durante a curta passagem de George Pérez pelo título.

Após a destruição do satélite em Justice League of America Annual #02 (out/1984) o Caçador de Marte retorna à Terra e auxilia na convocação de novos membros que iriam iniciar o quê é conhecido como “Detroit Era” (edições #231-261), um momento muito criticado mesmo pelos fãs mais ardorosos.

Caso você tenha interesse neste dois períodos da Liga da Justiça, aconselho a leitura da revista Back Issue #58 (agosto/2012), que traz uma longa matéria sobre na equipe.

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