Pular para o conteúdo principal

Vampiro Americano vol 1 Sangue Ruim

Não sou leitor de primeira hora da série Vampiro Americano. Com as devidas proporções achei parte da trama do primeiro encadernado, que reúne as edições #1-5 da série original, semelhante à Black Kiss de Howard Chaykin.

Mas depois a coisa melhora e finalmente tive interesse real na história.

E em um mundo onde vampiros brilham ao sol e não se contem de amor para com humanos, qualquer vampiro próximo do padrão clássico já é um alento.

A trama contada em duas épocas é bem narrada, bem desenhada e tem coerência, ainda que uma ou outra passagem pareça homenagem ao já citado Black Kiss – com suas orgias vampirescas em Hollywood – ou à Gótico Americano – na passagem em que o vampiro principal está enterrado em um cemitério submerso. Mas a grande lembrança fica na estruturação dos vampiros de etnias diferentes, que obviamente lembra Vampiro: A máscara o clássico RPG, com suas dezenas de clãs com características diferentes.

Em 1.925 a jovem Pearl Jones deseja ser atriz e se depara com figurões vampiros na recém iniciada indústria cinematográfica. Ela virá alimento para os sanguessugas europeus, cruéis que tratam humanos como nada muito mais do que gado, mas renasce como outro exemplo do “vampiro americano”, uma nova variação do vampiro com diferenças não muito claras em relação à versão padrão. Esta trama tem texto de Scott Snyder e arte de Rafael Albuquerque.

Mas a verdadeira trama é a história de suporte da edição, com Skinner Sweet, um outro exemplar de vampiro americano criado no Velho Oeste. Esta história começa em 1.880 e é narrada em flashback mostrando a transformação de um criminoso impiedoso em uma máquina de matar perfeita e praticamente imortal. Esta trama tem texto de Stephen King e arte de Rafael Albuquerque.

O conjunto da obra é interessante, assim como a necessidade natural de Sweet em orientar – nem que seja o mínimo – a neófita de sua condição, além de tentar cooptá-la para sua guerra particular contra os vampiros europeus. Haveria nesta necessidade algo mais do que uma atitude professoral?

Boa aventura, já publicada no Brasil na série Vertigo da Panini Comics e que retornou recentemente em um encadernado em capa dura.



Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…