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Mad Men: 1ª temporada

É 1.960 – tudo leva a crer que os primeiros meses – o momento de transição da década idílica dos anos 1.950 para a cruel realidade dos anos 1.960 com suas revoluções por minuto.

Kennedy está concorrendo com Nixon. A Lucky Strike começa a ter problemas com os primeiros relatórios que relacionam câncer com cigarros. Negros não passam de ascensoristas e homens da limpeza e mulheres usam o emprego apenas como uma escada para encontrar um esposo. A homossexualidade é um segredo terrível que deve ser escondido a todo custo.

A série situada em Manhattan, Nova Iorque (EUA) mostra o dia a dia da agência de criação de propaganda Sterling-Cooper, centrando-se na figura de Don Draper, um homem que se fez após uma experiência na guerra, mas tem um passado e origem misteriosos.

Draper tem um casamento com a bela e artificial Betty, é infiel, pressionado no trabalho e esconde uma troca de identidade durante a Guerra da Coreia, quando assumiu a identidade de seu tenente para esconder sua origem humilde: filho de uma prostituta, foi levado pelo pai para ser criado pela esposa, mas o homem morre e ele é criado pelo segundo marido da mulher.

Como personagens secundários dividem a atenção Peggy Olson, uma secretária competente que torna-se redatora da agência de publicidade graças unicamente à suas qualidades, e Peter Campbell, um inseguro executivo em início de carreira, casado por uma herdeira rica.


Campbell sofre com as expectativas financeiras da esposa e a falta de oportunidades de crescimento na agência. Um encontro entre ele e Peggy resulta numa gravidez para a redatora, que não é percebida (ela tomava anticoncepcionais e não teve enjôo).

Durante o feriado de Ação de Graças a secretária é surpreendida por um trabalho de parto e a criança é criada por sua mãe e irmã na segunda temporada. Campbell e todos desconhecem a gravidez e a existência do bebê.

[Crítica]
Com treze episódios e exibida nos EUA pela AMC (mesma emissora de Breaking Bad e The Walking Dead), Mad Men – cujo título é uma referência aos publicitários loucos (mad) da Madisson Avenue a primeira temporada foi ao ar em 2.007 e serve como introdução aos personagens e suas motivações.

Com excelente recriação de época e contextualização adequada da condição das mulheres e dos negros naquele momento da história americana, Mad Men impressiona não somente por mostrar o processo canalha de criação da publicidade, mas por apresentar personagens críveis que estão no jogo para ganhar.

Criada por Matthew Weiner, um dos roteiristas de The Sopranos, Mad Men retornou ao Brasil na segunda última (23/04/12) para a quinta temporada no canal por assinatura HBO, agora com um plano para produção de um total de sete temporadas, após uma difícil negociação entre Weiner e o canal AMC.

Amorais, auto-destrutivos, ambiciosos e a um passo do limite a série mostra um aglomerado de pessoas buscando o sucesso profissional e financeiro deixando para trás suas vidas pessoais, em um momento de transformação da sociedade americana. De narrativa lenta, adequada ao tom do show, Mad Men é um espetáculo de deterioração do ser humano que delicia o espectador. Há um certo sadismo deste último, o mesmo que se evidencia quando do acompanhar das séries Breaking Bad, The Sopranos ou nos quadrinhos Scalped (Escalpo, publicado em Vertigo da Panini Comics): sabemos que os personagens invariavelmente irão sofrer – ou fazer sofrer – muito, mas queremos ver o processo de “cozimento”.

Não percam.











  
   







 











 

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