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A Era da Madeira (de caixão), II

A indústria de quadrinhos vive em ciclos.

Poucas revistas conseguem trafegar entre os ciclos com excelência. Um dos exemplos é Planetary (1.999-2.009), uma série da Wildstorm escrita por Warren Ellis e com arte de John Cassaday. Acompanhar sua trama é passear por gêneros da literatura como a ficção científica (sci-fi), os livros de terror, mistério ou simplesmente livros de física quântica.

Ler Planetary (que teve 26 de seus 27 números publicados no Brasil) é uma experiência. Por sinal, não se preocupe, o 27º número é um epílogo, não a conclusão da história que foi feita no número anterior.

No entanto, Planetary é hermética.

A Marvel acabou de terminar um ciclo caracterizado pela ascensão do mal na figura de Norman Osborn (veja aqui). Alguns acontecimentos como a queda dos Vingadores, a Guerra Civil e tudo mais fazem parte disso.

A editora aposta agora na Era Heróica, mas não consegue deixar de lado o período sombrio que iniciou.

Por isto atira também em direção à Shadowland, um arco que tenta concluir parte da história do Demolidor. As mudanças impostas em Shadowland começaram cerca de noventa meses atrás no início do período Bendis na série Daredevil, sendo que o plot geral continuou no período de Ed Brubaker. O herói, um vigilante urbano, tornou-se líder de uma organização criminosa, o Tentáculo, e tenta orientá-la de acordo com seus princípios. Pelo jeito das propagandas da Marvel não conseguirá.

A DC também atira na opção de algo mais brando e... erra no tom. O dia mais claro, série quinzenal que irá oferecer um contraponto à A noite mais densa, é muito boa – eu já li as nove edições lançadas -, mas não é mais branda do quê A noite mais densa.

Note que a indústria anda para um mesmo caminho: uma era de resgate de ideais heróicos em contraponto ao visual mais sisudo dos últimos anos.





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