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Escolhas erradas

Independente do longa de animação Batman Under the Red Hood (aqui) ser um bom filme ou não – ele é! - a maior força do filme está em não brincar muito com o espectador e não enganá-lo.

Mas nos quadrinhos não foi assim.

Como já escrevi, o segundo Robin, Jason Todd, morreu em 1.988 (aqui). O anos se passaram tranqüilamente e em 2.002 o escritor Jeph Loeb e o desenhista-astro Jim Lee foram contratados para produzirem um longo arco de doze partes com o homem-morcego. O arco, chamado “Silêncio”, apesar de ser uma história chinfrim fez enorme sucesso de público, mostrando a força de Jim Lee. As edições da série Batman estiveram no Top 1 em onze dos doze números, perdendo uma única vez para o relançamento da série Wolverine. Em todas os números vendeu mais de 110 mil cópias, num mercado que a média é 40 mil.

Na trama surge um novo inimigo para Batman, o tal “Silêncio” do título do arco. Durante algum tempo a suspeita da identidade do vilão recaiu sobre Jason Todd, reforçada por uma sequência onde o Cara-de-Barro assume a identidade de um Todd adulto, baseando a linguagem corporal em Dick Grayson.

No final ficou provado que Silêncio não era Todd ressurreto, mas a expectativa dos fãs germinou ideias novas na cabeça dos editores e de Judd Winick, um roteirista promissor que estava trabalhando em Arqueiro Verde volume 3 após a saída de Brad Meltzer e na série Renegados, uma equipe pró-ativa do Universo DC padrão com atitude, mas pouca violência.

Sentido-se com o aval do fãs, em 2004 foi produzido o arco dos quadrinhos “Under the Red Hood”, onde ao final descobre-se que o atual Capuz Vermelho é Jason Todd!

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