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Vampiros e lembranças, I

35 anos atrás em junho de 1.975, Stephen King publicava seu segundo romance de terror, chamado 'Salem's Lot. O título original do romance deveria ser “The Second Coming” mas o autor alterou para “Jerusalem's Lot”, que a editora preferiu alterar para uma corruptela da palavra “Jerusalem”.

As razões das alterações seriam conotações religiosas.

A história é um delicioso compêndio de mais de 550 páginas que narra o retorno do escritor Benjamin Mears à cidadezinha de “Jerusalem's Lot” para exorcizar fantasmas do passado e escrever mais um romance, cujo ponto central seria uma mansão mau-assombrada nos arredores. Junto com a chegada de Ben, inicia-se uma série de crimes misteriosos e cadáveres desaparecem, além de mortos ressurgirem do túmulo deixando claro uma infestação de vampiros.

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O romance chama a atenção por delinear a personalidade dos habitantes da cidade.

Temos uma visão bem realista da líder de torcida que engravidou do primeiro macho alfa que encontrou e teve um filho que não queria e espanca o bebê; do sujeito que vive de favores na pensão em troca de trabalho, mas que no passado teve um brevíssimo relacionamento com a dona da pensão; do padre – Callahan, que voltaria a aparecer em outras obras de King – que perdeu a fé e se tornou pragmático demais, entre outros personagens fascinantes.

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A obra foi adaptada duas vezes para a TV no formato minissérie. Uma em '79 e outra em 2.004 pela TNT com Rob Lowe no papel principal. Apesar de bom elenco a fotografia clara e nítida – própria para um programa de TV, diga-se de passagem – elimina parte da expectativa das sombras gerada pelo livro.

Assim como “O cemitério” e “O iluminado”, outras obras de King adaptadas para cinema e TV, o público logo tem empatia com um dos coadjuvantes da obra, Mark Petrie, um garoto pré-adolescente. Leitor de revistas em quadrinhos de terror, Petrie descobre toda a trama bem mais rápido que os adultos do livro.

No livro fica-se a impressão de que Petrie é pouco mais que um menino e sua trama fala sobre o amadurecimento e a perda dos entes queridos. Na série de TV de 2004 ele já é um adolescente com um comportamento distinto – um dos garotos-problema da cidade.

O final da série de TV de 2004 difere bastante do final do livro.

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