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Prison Break: decepção em série

Séries de TV são feitas em alguns casos a toque de caixa e trazem reviravoltas tolas. Assim é a série Prison Break que consegue facilmente ganhar um troféu de pior série da década.

A série fala sobre a tentativa de Michael Scofield de resgatar seu irmão, Lincoln Burrows, da prisão. Burrows está no corredor da morte por ter assassinado o irmão da vice-presidente e se diz inocente. Scofield não se vê preocupado com com provar ou não a inocência do irmão, mas com pesquisa e conhecimentos de engenharia civil – ele trabalhou na empresa responsável pelo prédio – consegue executar a fuga, o que gasta os 24 episódios da primeira temporada.

Na segunda temporada em vez de fugir para o Panamá, como planejado, decidem resgatar o filho de Lincoln, LJ, este envolvido no assassinato da mãe e do padrasto e posteriormente inocentado para atrair o pai e o tio, e os irmãos se envolvem em várias tramas para financiar a fuga que falha em vários níveis graças ao agente de FBI, Alex Mahone. As tramas se resolvem em parte ao final da temporada, reunindo todos no Panamá e inocentando Burrows e Sara Tancredi – médica envolvida nas tramas de Scofield e que resultou em paixão.

Mas agora há uma nova prisão chamada Sona no Panamá de onde Scofield deverá fugir em sete dias. Ele foi para a cadeia por ter assassinado um agente enviado para matá-los. Scofield realmente consegue, em onze dias, após idas e vindas, levando um funcionário da Companhia, a empresa conspiratória por trás do suposto assassinato. Nestas idas e vindas, Sara Tancredi é assassinada em função da atriz estar grávida.

Esta terceira temporada é prejudicada ainda mais pela greve dos roteiristas, o quê a leva a ter apenas 13 episódios. Já na quarta temporada, onde cooptados por um agente os fugitivos devem resgatar informações que poderiam derrubar a Companhia temos o retorno do ciclo de reviravoltas pouco uteis à história.

Repleta de mudanças inverossímeis como ressurreições de personagens, traições e repetições de tramas com personagens secundários, a série termina bem pior do que começa: a metade final da quarta e última temporada inclui um jogador novo na trama que faz com que os eventos entre os episódios 4x12 e 4x22 tornem-se ainda mais redundantes e impossíveis de serem críveis.

O mérito da série fica por conta da dupla de atores que interpreta os irmãos Scofield & Burrows, simpática e capaz de prender a atenção do expectador diante da longa e tediosa série.

O público que assiste e admira a série às vezes compara com Lost – série que foi exibida no mesmo período. Critica as viagens no tempo, misticismo e reviravoltas de Lost, mas esquece que a proposta desta segunda série sempre foi o mistério e o extraordinário, enquanto Prison Break supostamente seria a fuga de um homem extremamente inteligente de uma prisão intransponível e o processo de provar a inocência de seu irmão.

Fuja!

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