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Crise Final: Funeral para o morcego

Em Batman # 682-683 (janeiro-fevereiro de 2.009), publicado em Batman # 85 da Panini Comics Grant Morrison conta, Lee Garbett faz garranchos e Trevor Scott tenta salvar alguma coisa com tinta nanquim para uma elegia do homem morcego.

Apesar de bastante prejudicada pela arte a história mostra que após Batman: Descanse em Paz, o herói se recuperou e partiu para investigar o assassinato de Orion (em Crise Final # 1) sendo capturado por Mokkari e Simyan, agentes de Darkseid.

Os cientistas tentam utilizar a dor do homem morcego para criar soldados melhores e para tanto absorvem suas memórias de dores, trocando por coisas mais brandas, o quê não funciona e permite apenas que Batman descubra a verdade e consiga escapar.

Grant Morrison faz uma série de flashbacks que contam momentos importantes da vida do herói, insere o Dr. Simon Hurt em retro-continuidade e cita uma série de histórias legais.

Suprema ironia: Morrison cita as histórias “Professor Hugo Strange e os Monstros” de Batman # 01 (na página 13 da edição nacional) e “Prisioneiros de Três Mundos” de Batman # 153 (na página 18 da edição nacional) que recentemente foram republicadas em Batman 70 Anos # 1 de 4 – cuja edição comprei no mesmo dia!

O humor inglês ácido de Alfred tão presente nos arcos iniciais da série Legends of the dark knight está lá, assim como o profundo condicionamento de Batman para encontrar falhas em métodos de controle mental.

Muito mais que apenas um apêndice de Descanse em Paz ou de Crise Final, Funeral para o morcego mostra o respeito de Morrison para toda a cronologia do cavaleiro das trevas e que uma elegia pode ser feita com o personagem vivo (ainda, mas siga para Crise Final #6 para vê-lo [censurado])!

Vale a pena!

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