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70 anos de guerra!

Alex Ross e seu parceiro de histórias Jim Krueger devem estar felizes. Eles fizeram juntos Terra X e suas seqüências e mais recentemente Justiça, agora se divertem escrevendo Vingadores/Invadores, minissérie em seis partes da Panini Comics.

Invasores é uma equipe de heróis da 2ª Grande Guerra criada em retro continuidade por Roy Thomas nos anos 1.970. Seu núcleo central é formado por Capitão América, Bucky, Namor, Tocha Humana I (o andróide, não o membro do Quarteto Fantástico) e Centelha. Entre as extensões associadas à equipe temos os heróis Union Jack e Spitfire, ambos ingleses. No Brasil alguns números da série foram publicados em Heróis da TV.

Grande parte da sustentação da série vem do fato de que os Invasores vem para a Nova Iorque pós Guerra Civil, um evento da Marvel que segundo a descrição do próprio Homem de Ferro “foi uma guerra, uma guerra terrível, na qual o direito individual de um superser ter identidade secreta entrou em conflito com os interesses da nação”.

A série, para quem não leu, terminou com um confronto entre Homem de Ferro e Capitão América, sendo que o último morre alvejado.

Como os Invasores vem para o presente, Tony Stark passa a série toda tentando corrigir as coisas entre eles e a encarnação pretérita de seu amigo de longa data. E o novo Capitão América de 2.008, na verdade Bucky, tenta passar informações para si mesmo no passado, sem muito sucesso.

Diferente de muitas minisséries Vingadores/Invasores parece uma série mensal, na verdade um arco de doze partes de uma série mensal.

Não tem uma trama única que, resolvida, dá fim à história. Os Invasores vem para o presente (2008) e enfrentam uma revolta de MVA’s da SHIELD liderada por Ultron, o vilão místico Desespero com o auxílio de Dr. Estranho e as duas equipes de Vingadores conseguem criar uma trégua para ir ao passado impedir que Caveira Vermelha, de posse do Cubo Cósmico permita que o Eixo ganhe a Guerra.

Apesar de bastante improvável e ter, no mínimo, uma dúzia de histórias semelhantes nos quadrinhos, a história diverte e não é preciso ler um compêndio com a cronologia Marvel atualizada para entendê-la.

Acima de tudo a história é boa e convence ao usar conceitos legais de viagem no tempo e sacrifício em prol do próximo. Claro que meu sonho de consumo seria ver “Invasores versus All-Star Squadron” com argumento de Roy Thomas, roteiro de Geoff Johns e arte de George Pérez, mas isso deve ser uma das cinco coisas mais improváveis dos quadrinhos.

Enquanto em algumas praças já deve ter acabado, mês que vem acaba por aqui com as duas equipes de Vingadores e os Invasores com a tecnologia de T’Chaka (o Pantera Negra da época da 2ª Grande Guerra) enfrentando o Caveira e o Cubo Cósmico. Tudo bem, que é previsível e sei que os heróis irão ganhar, mas pelo menos me diverti. Lembre-se: a viagem é mais importante que o local de chegada.

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