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Scooby Apocalipse volume 1 [Panini, 2018]

Reunir JM DeMatteis, Keith Giffen e Howard Porter (emulando em muito Kevin Maguire) certamente seria uma tentativa de reeditar o processo de Liga da Justiça Internacional, mas não funcionou assim! Infelizmente!

Scooby Apocalipse tem uma história sólida mas que não consegue evitar a sensação de “já vi isto” a todo o momento!

A trama que adapta o plot básico da série de desenhos animados “Scooby-Doo onde está você?” para nosso contexto de conspiração a cada esquina e mostra os astros de um programa de TV decadente, Daphne e Fred, sendo convocados por uma cientista misteriosa Velma para denunciar um experimento genético. Inadvertidamente se unem a eles “Salsicha” Rogers, um treinador de cães, que se afeiçoou ao covarde dogue alemão Scooby-Doo que vive com implantes que lhe permite falar em reduzido nível e projetar emoticons!

A trama tem seu ápice quando os cinco já reunidos invadem a estação de pesquisa, mas o vírus de nanitas é liberado na atmosfera, transformado alguns infectados em monstros da cultura pop. Velma passa a expiar a culpa e uma história bem risível é construída em cima disso, enquanto ora Daphne a culpa, ora compreende que a cientista queria denunciar o experimento.

A representação dos personagens está adequada, bem palatável. Salsicha é retratado como um hipster idiota, Fred como um apaixonado que é capaz de fazer tudo por Daphne, mas certamente esta, Velma e Scooby se destacam, especialmente a cientista que é dona de parte da narrativa sobre os “comos” e os “porquês”. Há, no entanto, espaço para todos. Infelizmente parece um “The Walking Dead” genérico, algo que nos ligaremos afetivamente enquanto durar a série, mas que, quando encerrar, poremos no fundo do baú e só tiraremos a cada década para dizer falsamente “quanto era bom”.

A arte do Porter é ruim, estática e seu personagens parecem envelhecidos, isto quando não está copiando a construção facial de Maguire! Em alguns momentos Fred parece uma “tiazona” de sessenta anos com sucessivas plásticas que não funcionaram tão bem! Salvam as belas capas alternativas de Jim Lee – evidentemente para quem gosta da arte dele. O roteiro é básico: com a contaminação os cinco tem que resolver suas diferenças enquanto estão aprisionados em um mercado após terem fugido da estação de pesquisa em uma “Máquina do Mistério” em formato de tanque. Estarem presos daquela maneira me lembrou muito “The Walking Dead” no início, quando estavam na prisão.

Construída no processo de repaginação das propriedade “Hanna-Barbera”, “Scooby Apocalipse” foi minha maior expectativa e maior decepção! Acompanhei o lançamento e li os dois primeiros números, mas lendo o primeiro volume completo achei parado, sem desenvolvimento, com um pé no freio! Muita coisa acontece no número 1, alguma no número 2 e depois é só repetição ou estagnação. Talvez se a série migrar para o humor sem limites que caracterizou a Liga da Justiça Internacional eu continue! Curiosamente neste momento já foi lançado no número 25 nos EUA, tornando-se uma das séries com maior duração do projeto, indicando que certamente os autores conseguiram salvar o arroz! No Brasil o volume 2 já está disponível para pré-venda.

Certamente um material que não é apenas para saudosistas, pois atira em todas as direções, mas me soa como o produto mais fraco do projeto.

Scooby Apocalipse volume 1, ISBN 978-85-8368-280-6, Panini Comics, 2018, reúne as edições #1-6 da série americana Scooby Apocalypse.

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