Pular para o conteúdo principal

The eternal champion (1962) by Michael Moorcock

Erekosë, escolhido pelos seus feitos como o Campeão da Humanidade, é acordado de um sono profundo – a morte – pelo Rei Rigenos e sua filha Iolinda, a prometida ao herói, para enfrentar a maligna raça dos Eldren, descrita como violenta e que põe em risco a existência da humanidade. Deverá Erekosë, o defensor da humanidade, destruir o Princípe Arjavh, sua bela irmã Ermizhad, exterminar toda a vida no continente de Mernadin e matar todos os habitantes da última cidade Eldren, Loos Ptokai.

Mas será realmente que os Eldren são tão monstruosos assim?

[Crítica]
Publicada originalmente em Science Fantasy #53 de junho de 1962, The eternal champion estabelece a ideia do herói que renasce infinitamente sempre disposto a defender a humanidade, aqui em um conceito mais amplo, o que significa que “humanidade” pode não ser aquilo que você supõe. Em inglês inclusive há as palavras mankind e humanity, e Erekosë é o defensor da humanidade.

A história começa como um sonho de John Daker que vê sua consciência emergir no corpo de Erekosë e faz referência a diversos nomes como Shallen, Artos, Brian, Umpata, Roland (que teve participação em Stormbringer Livro 4: Doomed Lord's Passing, em uma trama onde era um campeão escolhido que também estava em um sono semelhante à morte), Ilanth, Ulysses e Alric (pág. 1), mas sabe-se que Elric também é uma das manifestações do Campeão Eterno.

Sobre isto, Moorcock na introdução diz: “'The Eternal Champion' apresenta a ideia de um herói constantemente reincarnado para lutar pelo Equilíbrio (Balance, no original), não importando que outras lealdades ele possa ter e 'The Sundered Worlds', que não será publicado nesta série [Chronicles of the Last Emperor of Melniboné] por que é mais sci-fi, oferece em primeira mão a ideia de um 'multiverso', uma quasi-infinito número de universos, onde um é apenas levemente diferente do seguinte.

A novela está na coletânea Elric To Rescue Tanelorn, o volume 2 de Chronicles of the Last Emperor of Melniboné (Del Rey, ISBN 978-0-345-49863-2, 2008) e é uma obra deliciosa. Novamente há um “herói” indeciso sobre suas ações e em vários momentos há resquícios de O senhor dos anéis, já que os homens estão atacando uma raça élfica chamada Eldren que vieram que outro mundo, e que eventualmente são auxiliados pelos “halflings of the Ghost Worlds”, uma versão dos hobbits.

Ao analisar a crueldade da humanidade e como o herói é levado a tomar suas decisões, cria-se uma dúvida legítima como os acontecimentos na série de Tolkien – que não resiste para os leitores da saga, mas devemos lembrar que supomos as intenções de Sauron apenas pelas conclusões de seus inimigos. Aqui a dúvida legítima ganha outro tom e leva uma ruptura e a criação de um novo reino.

Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…