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E a DC fica menor

Karen Berger só pode ser comparada à Janette Khan. Certamente Khan foi mais importante para a DC e para os leitores que consumiram os produtos da editora, especialmente pela corajosa maneira de reiniciar a cronologia em 1.986/87 logo após Crise nas Infinitas Terras.

Mas Karen Berger é minha editora preferida de todos os tempos, afinal editou Legião dos Super-Heroes e Sandman, além de propiciar o ambiente necessário para a “Invasão Britânica” e dar sangue novo para os quadrinhos de terror, agora como “suspense sofisticado”.

Berger além de responsável pelos primeiros trabalhos de Alan Moore, Neil Gaiman e Grant Morrison para a DC Comics conseguiu, no início dos anos 1.990, reunir as séries que se passavam à margem do universo DC e criar o selo Vertigo.

Diferente de outros editores, Berger nunca explorou suas opiniões na mídia. Acompanhando diariamente a internet e os meios de comunicação e divulgação da indústria de quadrinhos, não me recordo de uma nota ou opinião sua publicada com foco sensacionalista, algo tão comum para garantir vendas neste ramo. Reservada, conseguiu não ser um lugar comum nas hq's e concentrar-se na produção.

Recentemente foi anunciado que Hellblazer, a série de John Constantine, será cancelada após 300 números e substituída por Constantine uma série para Os Novos 52, um novo reboot que a editora implementou em 2.011. Certamente a série já havia dado seu melhor há muito tempo e realmente deveria ter sido interrompida há anos. Mas junto a isto somou-se a percepção de que alguns contratos de personagens publicados no selo – vários sob a opção de propriedade do autor – não davam a opção da Warner ser o primeiro estúdio a ser consultado em eventuais adaptações cinematográficas.

Houve uma revisão de quadros e contratos e Berger ficou insatisfeita, anunciando sua saída em 2.013 assim que terminar de preparar seu substituto.

É assim que todos entendem a indústria de quadrinhos agora. Apenas um lugar para sugar inspirações para o lugar onde realmente está o dinheiro: a indústria de licenciamento e por extensão a indústria de cinema.

Filmes são (muito) legais, mas não passam de adaptações.

E a DC fica menor por perder uma editora capacitada e ainda menor por rever contratos de direitos autorais.

Uma pena.

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