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Filmes e quadrinhos

Com o cancelamento de Superman/Batman faço novamente a relação que a Panini Comics ao traduzir os quadrinhos para o Brasil sempre tem em vista dois fatores: a relevância – fama – da série e o fato de haver alguma produção cinematográfica próxima.

Pode, num primeiro momento, parecer tolo, mas as séries “Hulk & Demolidor”, “Justiceiro & Elektra”, “Quarteto Fantástico & Capitão Marvel”, assim como as duas séries que surgiram após o encerramento destas (Demolidor, o homem sem medo – com o herói título, Elektra e Justiceiro; e O Incrível Hulk – com o personagem título e o Quarteto), são tentativas de vender produtos que os leitores podem ver em outras mídias. Por sinal, sem novas produções tanto o Demolidor, quanto o Hulk estão há meses à deriva entre séries nacionais como Universo Marvel e Marvel Action – esta última recém cancelada.

Na história recente da DC Comics, houve a produção apenas de Superman Returns e os dois longas do Batman, mas a editora esteve em evidência graças às boas produções de Bruce Timm (Superman Adventures, Batman Adventure, Batman Beyond, Justice League e Justice League Unlimited) e da série Smallville, que quando não estavam em exibição em TV, eram relançadas no mercado de dvd’s. Além disso, há a ainda tímida produção de longas de animação (A morte do Superman, Liga da Justiça: A nova fronteira; Liga da Justiça: Crise em duas terras, Lanterna Verde: Primeiro Vôo, Superman/Batman – Inimigos Públicos além de uma coletânea de episódios do Batman e um longa da Mulher Maravilha).

Tímida é uma expressão livre, já que em cerca de trinta meses houve 7 lançamentos; algo como um a cada 4,5 meses, ou ainda, um por semestre.

Desta produção recente chama a atenção que Superman/Batman – Inimigos Públicos e Liga da Justiça: A nova fronteira, que são: a) adaptações bastante próximas do conteúdo das histórias em quadrinhos, com levíssimas alterações ou cortes apenas para reduzir o tempo do filme; b) são produtos lançados em quadrinhos na última metade da década de 2.000, e mostra a visão da editora de que estes produtos podem gerar dividendos em outros mercados.

Assim a composição das séries da DC/Panini atual é baseada em séries como Superman, Batman e Liga da Justiça, razoavelmente conhecidos por cinema e TV; Novos Titãs, conhecidos pelos saudados adolescentes dos anos DC/Abril e também pela geração que acompanhou as cinco temporadas da série de TV com visual anime, além de sempre ser comentado que a sempiterna próxima produção será uma versão do arco “O contrato de Judas”, história fundamental dos personagens; depois Dimensão DC: Lanterna Verde, que aproveita o boom e reconhecimento da boa fase dos personagens e um filme de animação recente, além de boatos de uma produção live action; Superman/Batman, em exposição constante por trazer os personagens título e a sétima série; uma série mensal que seja substituível para dar espaço à arcos longos ou títulos secundários da editora.

A Panini promete uma mudança que irá alterar a maneira como se consome os quadrinhos.

Não creio que irá mexer realmente naquilo que está visível em todo lugar, em bancas, jornais, revistas, locadoras de vídeos e cinemas, para investir em algo que possa ser facilmente pirateado, copiado e redistribuído. Assim, descarto completamente a possibilidade de scans de revistas que não são distribuídas/traduzidas no Brasil.

Jornalistas têm argumentado que não seria uma impressão sob demanda, já que a impressão dos livros já segue este conceito e funciona com lucro para a editora atualmente.

Com poucas pistas, digo, nenhuma pista além do cancelamento de uma série, aguarda-se ansiosamente o pronunciamento da editora.

E veremos no quê vai dar.

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