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Sword of Azrael (1992)

Poucos personagens novos surgem com uma mitologia poderosa por trás deles. Azrael – o segundo personagem da DC Comics a usar este nome, o primeiro foi um personagem dos Novos Titãs – foi assim.

Azrael é o anjo vingador, uma espécie de capanga da Ordem de São Dumas, uma ordem secular de cruzados que se descobre falida e traída por um dos seus, que serve agora ao demônio Biis, antagonista de São Dumas.

Azrael morre em um confronto e como o Fantasma de Lee Falk, passa o cargo automaticamente para a próxima geração. Seu filho que passa a ser treinado pelo nada gentil anão Nomoz, que deseja vingança, e por vingança entenda-se sangue e morte.

Dennis O'Neil, Joe Quesada e Kevin Nowlan conseguem uma costura adequada de ação e tensão, mesmo tendo que juntar o homem morcego na aventura. Batman, seguindo os passos do assassinato de Azrael em Gotham City passa ser o fio condutor do processo de treinamento do próximo Azrael, especialmente quando descobre que o adolescente teve um treinamento intra-uterino que o deixou mais rápido e apto para resposta sobre-humanos. Este treinamento (“O sistema”), no entanto, torna o jovem um assassino e o homem-morcego quer romper com isto.

Ao final aceita treinar o garoto.

Esta série e o dois primeiros anos da série regular de Azrael são a nata do personagem, um resquício dos cruzados no mundo moderno. Há bastante aventura, tumbas e segredos milenares que, de certo modo, remetiam a um momento da indústria em que personagens como “Tomb Raider” tinham bastante aceitação do público.

Posteriormente, muito envolvido na cronologia de Batman o personagem perdeu o interesse e os leitores, mas recomendo esta aventura. Especialmente por que trás o Alfred Pennyworth de O'Neil, com suas tiradas rápidas, inteligentes e sarcásticas que tanto fazem falta – outra fonte para este Alfred são as edições The Legends of the Dark Knight escritas pelo autor.






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