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Os Vingadores: A Guerra Kree-Skrull



Talvez uma das mais clássicas aventuras dos Vingadores a Guerra Skrull-Kree é o resultado da reunião de bons artistas como Roy Thomas, Neal Adams & Tom Buscema e Tom Palmer com uma formação interessante da equipe que tinha por tradição alterar constantemente seus colaboradores.

A história transcorreu originalmente em The Avengers #92-97 (1971-72) e tenta passar um sentimento de tensão, quando um político proeminente (Warren Craddock) acusa os heróis de colaborarem com aliens. Pelo discurso forte que é feito na história, fica claro que Thomas & Adams estão querendo fazer uma referência ao McCarthismo, com sua perseguição constante e a exigência de que os acusados confessem crimes, mas a passagem dos anos já não permite uma acurácia desta informação, afinal mesmo profundamente marcante esta caça às bruxas ocorreu nos anos 1.950.


A perseguição aos heróis resulta na desativação da equipe, mas Visão, Feiticeira Escarlate, Mercúrio e Golias (na verdade o Gavião Arqueiro utilizando-se das fórmulas de Hank Pym) atendem a um pedido do Capitão Marvel e enfrentam os skrulls. Mar-Vell é capturado e tem que produzir um projetor de ondas totais e no meio da trama entram os Inumanos (humanos geneticamente modificados pelos krees, portanto, odiados pelos skrulls) e soldados de armaduras da SHIELD, os Mandroides! Os Inumanos estão para iniciar uma guerra com a América, já que Maximus exige uma resposta armada ao ataque perpetrado pelo skrulls, que ele atribui aos humanos.

Note o tamanho da encrenca: no prenúncio de uma invasão de duas raças alienígenas que irão usar a Terra como palco para sua guerra, a Terra fica sem sua principal equipe de heróis e ainda tem que enfrentar um poderoso conflito armado com uma raça que aparece alienígenas. Isso nos leva a uma busca pelo rei dos Inumanos, o Raio Negro, mais um complicador ao roteiro.


Ainda temos tempo para a clássica história onde o Homem-Formiga viaja por dentro do sintozóide Visão para reativá-lo. Desenhada por Neal Adams a aventura é um ponto alto na arte, mas obviamente é apenas um grande interlúdio para a trama principal, que é o conflito Skrull-Kree que se utiliza da Terra como meio de passagem entre os Impérios inimigos. Quem tiver o planeta terá um ponto estratégico no Mapa Estelar. Além disso a possibilidade de ter a arma que Mar-Vell está construindo pode fazer a diferença para um dos lados.

De sobra Rick Jones, ex-parceiro do Capitão Mar-vell é manipulado pela Suprema Inteligência Kree, chegando a manifestar poderes, mas com o objetivo final de fundir-se ao herói novamente.
Foi publicado originalmente no Brasil em Heróis da TV #44, 47-50 (fev a ago/1983), mas já recebeu um encadernado pela Panini para a série Os Maiores Clássicos dos Vingadores.
Realmente a história é muito divertida, mas hoje carece de uma estrutura narrativa melhor. Para quem não se importa com uma narrativa muito fragmentada e acha Adams & Buscema mestres do lápis (como eu), nada diminui o prazer desta leitura.














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