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O dossiê ODESSA

A Guerra Fria criou excelentes autores como John LeCarré e Frederick Forsyth, que souberam como ninguém aproveitar aquele contexto dos anos 1950, 1960 e 1970, cheio de revoluções em países africanos repletos de diamantes, espionagem e contraespionagem e perseguição a nazistas fugitivos.

O dossiê ODESSA segue os passos de excelência de outras obras de Forsyth como Cães de Guerra, O dia do Chacal e Sem perdão, cheio de excelente reviravoltas, personagens instigantes e apaixonantes e cenas de sexo para costurar a trama. Lançado originalmente em 1.972, os quarenta anos fizeram bem à obra que continua fluente. É irônico a facilidade em que os personagens trombam nas informações e as conclusões que chegam, mas é uma leitura envolvente que transforma as trezentas páginas do livro em apenas um aperitivo.

Na trama o repórter Peter Miller tem acesso ao diário pessoal de Salomon Tauber, um judeu que decidiu encerrar sua longa e sofrida existência. Ex-prisioneiro de um campo de concentração durante a 2ª Grande Guerra, Tauber deixou um diário que narra os eventos que transcorreram consigo no campo e como aquilo afetou a si e seu povo. Miller entende de imediato que o diário em si não tinha muito valor, afinal já havia extensa literatura sobre escrita pelos sobreviventes do Holocausto. Mas uma intuição o leva a crer que o principal responsável pelo campo em que esteve Tauber está vivo e que isto seria vendável.

Ao mesmo tempo uma trama militar mostra os bastidores da ODESSA, uma organização secreta, que tencionava dar novas identidades a nazistas, reposicioná-los política e financeiramente na sociedade alemã e fazer propaganda ideológica de modo a minimizar a participação de agentes do Fuher no massacre contínuo do povo judeu. A ODESSA desenvolveu uma série de pesquisas militares com o Egito, tencionando muni-los para destruir Israel.

Poderia as ações iniciadas por Miller impedirem este desfecho e expor a ODESSA? Ou o sentimento alemão tão bem retratado na ficção, de esquecer o passado e seguir em frente poderia demover o escritor da ideia?

Uma obra construída minunciosamente para não permitir que você abandone o livro antes da última página.

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