Pular para o conteúdo principal

Transmetropolitan vol 2 Tesão pela vida

Sou fã de primeiro momento da série Transmetropolitan de Warren Ellis (texto) e Darick Robertson (lápis). A série lançada inicialmente pelo selo de ficção científica (sci-fi) Helix da DC Comics sobreviveu à morte do selo e migrou para o selo Vertigo, que também tinha séries autorais.

Talvez o selo Helix tenha morrido exatamente por que o primeiro ano de quase todas as séries não é muito bom e isso se estende para Transmetropolitan. O primeiro volume é divertido por apresentar um personagem extremista, um jornalista sem papas na língua, mas este segundo apenas reúne mais excentricidades deste futuro cyberpunk que habita Spider Jerusalém.

Não me entenda mal, mas Tesão pela vida (ISBN 978-85-7351-770-5, Panini Comics, 2011) tem a função de apenas chocar com suas pessoas que são transformadas em dados, seus ressuscitados de criogenia, suas comunidades fechadas que continuam a viver da mesma maneira de que seus antepassadas e um arco de três aventuras sobre uma tentativa de morte do jornalista por pessoas que o odeiam. Não é uma grande coleção de aventuras, mas os dois volumes valem como introdução ao que virá e te digo que é imperdível! Certamente um trabalho bem superior a quase tudo que Ellis fez.

Há algum tempo tenho sugerido à Panini Comics que deixe de publicar Transmetropolitan em formato de capa dura, o quê encarece a obra, para o formato padrão de capa cartão, mas os editores defendem o formato, mesmo havendo hiatos enormes entre as edições. Curiosamente o volume 1 encontra-se esgotado, assim como boa parte de todas as Bibliotecas Históricas que a editora cancelou por que não vendem. Se não vendem como esgotam?

Ainda assim foi prometido um novo volume para o primeiro semestre de 2.012.

Aguardemos.

Reúne Transmetropolitan #7-12 e traz a arte final de Rodney Ramos.

Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…