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Before Watchmen: O quê desejam os autores?

Fazer quadrinhos é uma arte. Pintar telas também. Mas pintores vendem pinturas ao fator de metro quadrado. É chato, mas os leitores têm que imaginar que às vezes seu mais importante autor não tem nada a dizer com seu personagem preferido e então sai aquela edição “padrão”. Esta edição veio ao mundo apenas porque ele precisava pagar a hipoteca, o IPVA, a conta de luz.

Escritor “profissional” é diferente do escritor que escreve apenas para produzir uma mensagem.

Frank Miller escreveu a continuação de Cavaleiro das Trevas e na época falava-se diversas vezes em um série se passando naquele universo.

Cavaleiro das Trevas vendeu mas gerou uma crítica negativa o suficiente para os projetos paralisarem e continuarem paralisados mais de dez anos depois. Talvez isto aconteça com Before Watchmen. Ou talvez as vendas justifiquem uma série mensal! Bizarro? Sim! Quadrinho é o lugar do bizarro!

Os envolvidos em Before Watchmen querem única e exclusivamente dinheiro. Alguns pensam em escrever uma história divertida e que possa somar à obra original. Outros não.

E o leitor?

Bem... pense que este auê serviu para apresentar Watchmen para uma nova audiência e a DC está ganhado mai$. Pense que este auê serviu para mostrar que a marcar tem condições de gerar uma sequência no cinema – mesmo que seja para narrar eventos anteriores – ou talvez, já que a HBO é parte da empresa, basta esperar mais 10 anos e fazer uma série de TV com a “qualidade HBO”. Pense que a Diamond já tem reservas para a série e que todos os envolvidos estão ganhando.

Exceto o leitor.

Mas tudo bem. Repito:Mas você leitor não precisa comprar a série!

Ignore completamente!

Defenda com unhas e dentes a posição de que Watchmen é uma obra única e definitiva e que não precisa de prelúdios, derivados ou sequências.

Mas não se esqueça que alguém pode comprar e se divertir. E pior, entenda que daqui alguns anos haverá pessoas que não poderão separar Watchmen e Befone Watchmen, porque quando elas leram a obra foi apresentado assim.

É triste, mas é verdade!

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