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Lançamentos: Acabou a noite mais densa!, II

Acabou a excelente série A noite mais densa.

Os oito números provam que Ivan Reis é um bom artista – em geral um ótimo – e que Geoff Johns consegue escrever por etapas claras num contexto geral.

A pergunta que fica é o que mudou?

Treze personagens da DC Comics voltaram da tumba.

Antimonitor estava morto desde Crise nas Infinitas Terras (1.985/86). É poderoso, se alimenta de matéria positiva e pode começar um novo ataque à estrutura do multiverso. Não deveria ter voltado em função de um escritor sem criatividade utilizá-lo no mesmo contexto da Crise, pois ficará chato.

Flash Reverso e Capitão Bumerangue são vilões do Flash. Com o retorno do herói da Era de Prata nota-se uma tentativa de equilibrar as coisas e atrair leitores antigos. Resta saber se há leitores vivos que acompanharam as aventuras de Barry Allen como Flash – carreira encerrada em 1.985. Brincadeira... eu sei que há.. hmm, há mesmo, né?

Maxwell Lord retorna para entornar o caldo de uma boa trama envolvendo o próprio, o Xeque-Mate, o Batman, o Superman e a Mulher-Maravilha.

Logo a Liga da Justiça da fase cômica irá no encalço do sujeito. Parece-me uma tentativa de levar a sério uma equipe que foi feita para ser uma piada.


Rapina... bem, a volta de Rapina é para corrigir uma série de erros de perspectiva iniciados em Armaggedon 2001 (1991). Não que o personagem seja bom, mas com certeza ele não cometeria alguns dos atos que fez.

Jade que morreu como namorada de Kyle Rayner é um retorno que eu esperava, assim como J'Onn J'Onzz. Nada de novo no front neste dois casos. Eles voltaram e dentro de quatro anos ninguém irá lembrar sequer que ele se foram.

Gavião Negro e Mulher-Gavião morreram durante a própria série e então não eram “mortes consolidadas”. De qualquer modo foi Shayera e não Kendra quem retornou.

As surpresas ficam por Ronnie Raymond, Aquaman, Desafiador e Osíris.

Raymond é metade do Nuclear original e estava morto desta Crise de Identidade. Seu retorno foi “sutilmente” sugerido em um episódio de Batman: The Brave and The Bold.

Aquaman não tinha uma série de qualidade desde os cinquenta números da passagem de Peter David (1.994-98) e amargou até mesmo nas mãos de gente competente (Kurt Busiek). Será um personagem de grande importância em O dia mais claro.

Osíris é o “júnior” da Família Marvel Negra, o quê irá trazer de volta Adão e Ísis. Sempre achei o destino do menino injusto e que ele não seria algo maior do que nota de rodapé na história dos quadrinhos.

Já a grande - e bota grande nisso – surpresa é a ressurreição de Desafiador (que em inglês é Deadman, “homem morto”) que foi um personagem sempre apresentado ao leitor como fantasma. Seria o mesmo que ressuscitar o Gasparzinho ou o Espectro, já que Boston Brand (o sujeito que morreu e se tornou o Desafiador) nunca teve histórias narradas antes de morrer. Ainda que seu desespero de saber quem o matou, trama levemente influenciada pela série de TV O fugitivo, tenha sido o fio condutor da série, Brand e suas experiências eram apenas um prólogo para as aventuras do Desafiador.

Assim fica evidente que não há uma grande mudança. Os 13 personagens irão influenciar os caminhos das séries O dia mais claro, Liga da Justiça Geração Perdida, Flash, Tropa dos Lanternas Verdes e mais uma meia dúzia de séries secundárias. No grande jogo das coisas o retorno dá nova oportunidade de uso a personagens que tiveram sua carreira encerrada por engano. Realmente eu evitaria a ressurreição de Antimonitor, Maxwell Lord e Capitão Bumerangue. O quê estes personagens poderiam render já aconteceu.

Apesar do início ruim (uma ressurreição em massa certamente não pode ser considerado um bom início) a série O dia mais claro é boa e merece ser lida pelos fãs da DC Comics.

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