Claro que a coisa é mais poética e depende do leitor também. O cemitério da Vila Kiefer, por exemplo fica na esquina da Bailey com Moreira e logo temos a nota de rodapé que avisa que Bailey é co-criador do Espectro e Moreira, co-criador do Rip Hunter, o mestre do tempo da DC Comics.
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A poesia fica por conta de lembrar que ele escolheu os criadores de um personagem fantasmagórico, um espírito desencarnado – o Espectro – e outro personagem que manipula o tempo (“a fogueira em que todos nós ardemos lentamente”). Ambos intrinsecamente relacionados com a duração da vida.
Um pouco mais nos levaria a pensar que o cemitério é habitado pelos fantasmas daqueles que o tempo levou...
Astro City é assim: cheia de detalhes, de conceito melhores que nos remetem à suas origens. Olhar um personagem de Astro City é ver o personagem que serviu de inspiração e observar aquilo que ele realmente poderia ser se a indústria de quadrinhos realmente se preocupasse com o conteúdo do quê publica.