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terça-feira, 24 de agosto de 2010

No final de semana estava lendo algumas revistas e fazendo algumas pesquisas para post futuros, sem me prender a um acesso específico.

Quis o destino que eu batesse a mão numa cópia da história de Adventure Comics #373 com a Legião e os Gêmeos Tornado. Não li, só folheei as páginas.

Saltando mais uma dezena de edições vi a série do Bizarro, aquela cópia do Superman que vive num mundo quadrado e deveria ser muito engraçada para as gerações que liam nos anos sessenta.

Minha pergunta é: as editoras de quadrinhos lucram com isso adequadamente?

A quantidade de histórias publicadas nestes 75 anos de DC (e Marvel) é imensa e alguns leitores, como eu, tem interesse em histórias antigas. Mas é claro que comprar uma edição histórica é inviável e as editoras não tem em coletâneas tudo o quê eu quero ler. Mesmo que tivessem, definitivamente não posso pagar a todo o momento US $ 50,00 para ler um conjunto de 11 ou 12 histórias.

Dos DC Archives – lançados a partir de 1.988/89 – eu tenho apenas três, ainda que tenha mais umas quatro edições em capa dura importadas e mais cinco ou seis nacionais.

Não é falta de querer! E falta de poder!

* * *

Para continuar o meu raciocínio vamos estabelecer critérios. O primeiro e mais importante é do valor.

Quanto você está disposto a pagar por uma história? Em que formato?

Exemplo: acredito que R$ 8,00 por 100 páginas de quadrinhos traduzidos está um bom valor, mas poderia ficar melhor. Algo entre R$ 3,7 – R$ 4,8 poderia atrair mais pessoas pela pouca importância que damos a duas cédulas de R$ 2,00. Como damos pouco valor à R$ 4,00 – algo como troco perdido no bolso – seria fácil nos desfazermos deles.

Impossível revistas a estes preços?

Não exatamente. Tiragens maiores com propagandas adequadas poderiam vender o material integralmente sem prejuízo para a editora. Não tendo que contabilizar o encalhe no preço da capa a editora poderia fazer um valor mais justo. Lembre-se que há anos se comenta que a venda é cerca de 30% e esta parte vendida tem que pagar todo o custo da tiragem.

As revistas com lombada quadrada e 184 páginas poderiam ter o custo de R$ 10,00.

Mas quanto eu estou disposto a pagar para ler o encadernado das histórias do Mundo Bizarro?

50¢.

Isto mesmo, cinquenta centavos de dólar.

Qual o critério?

Importância, beleza, necessidade, originalidade e inteligência.

Não me é importante que alguém diga que é a primeira aparição de alguém, o primeiro roteiro de alguém, etc. Eu tenho que ler e gostar, apenas isso.

Será que publicar em formato digital não tornaria mais acessível algo que está empacado, que atualmente não dá lucro algum para a editora?

* * *

As primeiras tentativas de publicar um quadrinho em formato digital produziram algo que o custo é o mesmo da edição impressa, para que as vendas continuem no mesmo patamar, em termos de arrecadação. A Marvel fez um teste com o anual do Homem de Ferro que foi lançado na época do filme meses atrás.

Bobagem tentar manter este preço. O ideal seria evitar o confronto. E sim procurar um formato de vender suas histórias antigas, um acervo gigantesco, diga-se de passagem, a preço convidativos no formato digital.

Algo como “compre as edições digitais de Adventure Comics #1-100 por US $ 25,00”. Inicialmente poderia se limitar o material a revistas com mais de 20 anos.

Pode parecer uma idéia tola, mas tente ler por exemplo “Prez” (DC Comics, 5 números, 1.973/74). Onde encontrar? Quem tem? Onde comprar? Qual o valor?

Outro problema é encontrar facilmente. Hoje eu quero ler, por exemplo, as edições de American Flagg e a gibiteria não tem cópias ou o preço é alto, geralmente abusivo.

Mais ainda! Facilitaria bastante para criar índices de personagens e autores de modo a que o leitor possa encontrar todas as histórias da “The Huntress” ou do Wayne Boring com facilidade.

As digitalização e venda das edições antigas das séries poderia reduzir excessos, economizar papel – o ecologicamente correto – e tornar o material mais acessível, neste tempos de modernidade com computadores e internet.

Pense nisso!

O NAPSTER era apenas um programa de troca de arquivos entre usuários que virou referência no quesito de troca de música. Hoje o NAPSTER é pouco divulgado e ainda há os centros de distribuição não licenciados, mas há, igualmente, várias lojas estabelecidas que vendem a música num formato digital.

Os scans podem ser o início de um formato inovador para os quadrinhos.
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Written by Lovely

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5 comentários:

  1. Vou dar o meu testemunho, Jamerson.
    Já baixei quase todos os gibis da Marvel que me interessam, dos anos 40 pra cá. No entanto, continuo colecionando as séries da Panini. Fiz downloads apenas para suprir lacunas na minha coleção, geralmente referentes a gibis dos quais me desfiz recentemente.

    Já achei na internet uma série de 42 torrents com os quais vc baixa TUDO que a DC lançou até hoje, desde o primeiro número de Detective Comics. Já baixei dois desses torrents e pude contemplar gibis que jamais pensei que veria na vida.

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  2. Muito legal Heitor. Tenho algum material da DC de épocas distantes como os anos 1.960, 1.970 e 1.980. Ironicamente apesar de já ter um tempo que tenho, li menos de 1% deste material.

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  3. Heitor, você pode dar o nome desses torrents? Já procurei por vários mas muitos não tem nenhum seed.

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  4. Procurem aí por "More Than Complete DC From A to Z". Achei, na verdade, 44 torrents e mais alguns com atualizações ou correções.

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  5. Aliás, o nome da série de torrents é "More Than Complete DC From Z to A". Sorry. A essa altura já peguei as coleções completas de séries clássicas como World's Finest Comics e Wow Comics... É que as séries são oferecidas em ordem alfabética decrescente... Vai demorar pra chegar em Action Comics...

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