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Vertigo, o selo de terror e fantasia da DC Comics, Parte 3

No Brasil
Os títulos pré Vertigo da década de 1.970/80, como Monstro do Pântano e “House of Mistery” (em especial a série I... Vampire) podem ser encontrados por aqui em lançamentos da EBAL.

“Monstro do Pântano” teve um álbum gigante e uma série mensal, já “House of Mistery” teve algumas Edições Extras dedicadas ao tema – Histórias de Assombração de abril de 1980; Histórias de Crimes de agosto de 1980; O Monstro do Pântano de maio de 1982; Histórias de Casas Mal-Assombradas de julho de 1982.

Na Editora Abril, Monstro do Pântano surgiu em “Heróis em Ação” (que republicou a primeira história do personagem), migrou para “Novos Titãs” e se estabeleceu em “Superamigos”, quando teve direito a uma edição especial em “Superpowers”. Posteriormente retornaria em série própria, que dividiu com a série John Constatine Hellblazer a partir do número 12.

Devemos lembrar que Homem-Animal de Grant Morrison (pré Vertigo) foi publicado na série DC 2000.

Com o cancelamento da série Monstro do Pântano, o mercado só teve acesso a Sandman, publicado de maneira errática pela Glob/Devir, com direito a cancelamentos não anunciados e retornos. A Globo publicou também a primeira série da personagem Morte.

A Abril então voltou a publicar o selo Vertigo meses depois do lançamento oficial do selo nos EUA, agora em um almanaque de 100 páginas, que trouxe Hellblazer, Sebastian O, Livros da Magia, Sandman Mistery Theatre e Jonah Hex. Graças ao conteúdo da fase Garth Ennis em Hellblazer, a série nacional sofreu censura interna e foi cancelada.

A Tudo em Quadrinhos assumiu o selo em 1997, mas somente no segundo semestre de 1998 é que intensificou os lançamentos.

Começou timidamente com Patrulha do Destino, Vertigo Essential (que republicava Monstro do Pântano e Sandman em p&b) e dando sequência ao material de Hellblazer e Livros da Magia, lançando Preacher e Shade – o homem mutável e retornando com Monstro do Pântano – que ganhou a minisérie “O celestial e o profano”, depois uma edição especial e finalmente uma série mensal de só dois números.

Meses depois a Abril compraria um lote de séries e tentaria se estabelecer com séries de conteúdo mais questionador e menos violento ou místico. É desta fase a segunda série da Morte – O grande momento da vida e o Mundo de 2020.

A Tudo em Quadrinhos lançou dezenas de miniséries e inclusive duas séries mensais raras cujos números são disputados pelos fãs: Hellblazer e Preacher.
Após o encerramento das atividades da editora estas séries seriam publicadas pela Brainstore (a partir de 2001), que teve uma linha respeitável de títulos, ainda que um pouco caros e com distribuição centrada em comics shoppings.

Chama a atenção, desta fase a sensacional Transmetropolitan de Warren Ellis, que infelizmente não teve sua saga conclusa por aqui – ainda –, Lucífer e Sandman Apresenta, estas duas explorando até a última gota as idéias de Neil Gaiman.

Com o encerramento das atividades da Brainstore, que teve sua linha alterada com a compra dos direitos da DC Comics pela Panini e em seguida o proprietário sofreu um acidente que o obrigou a se afastar temporariamente da editora, a Opera Graphica adquiriu os direitos de vários títulos da Vertigo, dando atenção especial para 100 Balas, Y – O último homem, War – Histórias de Guerra (Garth Ennis) e parte da série Legends of the Dark Knight (que não é Vertigo).

A série mensal 100 Balas teve uma grande duração, chegando à marca de 36 números, e em seguida continuando a ser publicado em encadernados de capa dura. A Opera Graphica também procurava viabilizar sua séries com distribuição em gibiterias e tiragens baixas, o quê afastou alguns leitores.

A Devir também mordeu sua parte do bolo quando adquiriu parte da Vertigo e o selo Homage da Wildstorm. Lançou entre outras Monstro do Pântano (a série mais atual nos EUA) e Fábulas e relançou Preacher.

A Conrad, que já tinha lançado os romances de Neil Gaiman adquiriu os direitos para lançar Sandman em 10 luxuosas edições de capa dura trimestrais e publicou também o encadernado com as duas séries de Morte.

Em 2006 os direitos da Vertigo foram adquiridos pela Pixel numa negociação que incluia a princípio toda a linha DC Comics. A editora lançou a Pixel Magazine, onde o carro chefe foi Hellblazer, re-editou 100 Balas desde o início, e dado sequência ao material de Preacher a partir do ponto da Devir. O curioso é que no ponto em que a Brainstore deixou, faltava apenas uma saga a ser publicada.

Após dois anos e 21 números a Pixel Magazine foi cancelada e o contrato repassado. A Pixel publica atualmente apenas uma versão juvenil de “Luluzinha e Bolinha”, explorando o filão aberto por “Turma da Mônica Jovem”.

A Panini Comics assumiu o selo e lançou a série Vertigo, assunto que já abordamos por aqui.

A saga da Vertigo é longa e envolvente e é marcada pela tentativa de uma grande editora em concentrar grandes autores e atender a um nicho de mercado.

Atualmente nos EUA, as séries mais conhecidas do selo são “100 Balas” e “Fábulas”, ambas com fim marcados para breve.

100 Balas, que supostamente terá 100 edições está no número 86, e o autor de Fábulas anunciou que irá concluir a publicação em breve.

Por “fora” estão as séries que a Panini concentrou em seu almanaque (Hellblazer, Scalped e Vikings).

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