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segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Doctor Who: The Fourth Doctor (2016)

Minha principal reclamação com adaptações de séries de TV para quadrinhos e livros é que, em geral, elas criam mais um universo derivado ou expandido, que não é uno. A série original normalmente não faz menção aos personagens e eventos narrados naquele universo expandido mesmo que a publicação dele seja ao mesmo tempo que a série que o inspirou.

Por isso Doctor Who: The Fourth Doctor me surpreende positivamente! Normalmente nas adaptações para quadrinhos de séries de TV de baixo orçamento temos personagens, situações e cenários que o orçamento não permitia na TV, especialmente na TV nos anos 1.970. 

Mas The Fourth Doctor funciona bem como apêndice da primeira temporada com o quarto Doutor (Tom Baker): tem o mesmo clima, as mesmas tiradas e mesmo que em quadrinhos os mesmos “efeitos especiais”. Além de excepcionais caracterizações dos personagens recorrentes.

Na trama o Doutor e Sarah Jane estão viajando na Londres vitoriana e se envolvem em uma trama com ciclopes e uma Medusa, além de viagem no tempo. Gordon Rennie & Emma Beeby conseguem criar uma trama que realmente lembra o clima e as nuances da 12ª temporada da série exibida originalmente em 1.974-75. Brian Williamson não faz feio na arte e consegue traduzir visualmente as limitações da época.

É uma excelente série em cinco partes, parte de um projeto de publicar séries com vários Doutores e fica a torcida para que chegue ao Brasil.
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Scooby Apocalypse #01 de Keith Giffen, JM DeMatteis e Howard Porter

Enquanto muita gente, inclusive eu, está dando atenção à iniciativa DC Rebirth algo que me chamou a atenção foi a edição um de Scooby Apocalypse de Keith Giffen, JM DeMatteis e Howard Porter – com capas alternativas de Jim Lee e Neal Adams, entre outros.

Welma trabalha no Complexo que desenvolve diversas pesquisas, sendo uma delas o cão manso Scooby. Salsicha trabalha no mesmo complexo há três anos e desenvolveu uma simpatia com o experimento fracassado, já que Scooby era para ser violento.

Temendo novos experimentos e seus resultados, Welma convoca a apresentadora de TV Daphne e seu câmera, Fred para secretamente fazer uma matéria sobre o Complexo e divulgar os segredos.

Mas algo dá errado! E muito!

A DC tem repaginado seus personagens da Hanna-Barbera, mas a série que me chamou realmente a atenção foi esta que reúne gente do calibre de Giffen & DeMatteis (Liga da Justiça) e Howard Porter (LJA) e consegue fugir do óbvio reapresentando os personagens em um contexto de trama conspiratória em escala global e personalidades de TV em franca decadência.

Achei divertido.





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Rebirth Aquaman [2016]

Nem precisou esperar muito para ver mais do mesmo.

Action Comics #957 não é surpreendente, mas é necessária para arrumar a bagunça do homem de aço. Batman e Mulher Maravilha precisavam apenas de pequenas correções. Já Aquaman precisa de o quê?

De tudo ou de nada.

Aquaman, romance com Mera, dissidentes insatisfeitos, alguns homens da superfície temerosos de um novo ataque e Black Manta. Está tudo lá, em maior ou menor dose mas sem definir o tom da série e sem ousar. Quando terminamos de ler a edição não fica nada, sequer uma curiosidade para a série regular.

Apesar de gostar muito do trabalho de Dan Abnett (texto) em Legião, acho que está é a edição mais decepcionante até o momento. Arte de Scot Eaton e Mark Morales & Oscar Jimenez.


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Bizarro [2016]

A coisa mais divertida em Bizarro (Panini Comics, 2016) de Heath Corson e Gustavo Duarte é o quê não está lá. Não há preocupação com continuidade, com versões, com nada. Ainda que o Superman seja o de Os Novos 52, o Clark é claramente o anterior e isto vale para diversos outros personagens que aparecem na edição especial que reúne as seis primeiras edições da série regular e um preview.

Gustavo Duarte tem um traço leve, divertido e que funciona bem na edição. Seu Rei Tut é inesquecível, seus agentes do FBI... desculpe, agentes da Argus são a cara de Scully & Mulder (ou não tão parecidos assim); seus alienígenas são divertidos e não há preocupação em se levar à sério!

A trama é simples que dá dó! Bizarro aparece em Metropolis e Jimmy Olsen resolve explorar o coitado e seu chupa-cabras de estimação fazendo um road comics e tentando chegar ao Canadá (os Estados Unidos Bizarro!) enquanto produz fotos para um livro de arte e, por extensão,  ganhar muito dinheiro.

Evidentemente nada sai exatamente como o planejado, mas a diversão é garantida especialmente no quesito participações especiais, que vão de Superman, a Zatanna, passando por gente do quilate de Desafiador e Jonah Hex.

Vale muito a pena!
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Rebirth Wonder Woman [2016]

Mulher Maravilha não é um título que realmente ninguém se preocupe. Boas histórias, más histórias e a vida segue. É possível fazer um apanhado de excelentes histórias que vão de temas distintos como o Panzer Vermelho (1976), o reboot com George Pérez (1987) ou a passagem de Greg Rucka (2005).

A DC percebeu que Rucka foi um fator determinante para que a série ganhasse vida e importância no meio da década de 2.000 em meio a eventos gigantescos. Depois de a personagem ter uma longa experiência com Straczynski e mais recentemente com Azzarello a editora decidiu chamar novamente o Rucka para reapresentar a heróina, e ele produz uma edição bem pé no chão.

Diana tem dúvida de sua origem, repassa rapidamente os principais pontos discordantes da atualidade ("Something's happening... in my memory... The story keeps changing", diz no diálogo de abertura), e vai em busca de informação.

Rucka acerta no tom que evoca sua passagem na série e garante a minha diversão. Arte de Matthew Cark & Sean Parsons & Liam Sharp e Jeremy Colwell & Laura Martin.








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Star Wars: Marcas da Guerra [Aleph, 2015]

Marcas da Guerra o primeiro livro da trilogia Aftermath tem todos os defeitos e muitas das qualidades da série cinematográfica. Reúne personagens improváveis e pede, melhor, implora, para que você se importe com eles.

Aqui Norra Wexley retorna para casa, o planeta na orla exterior Akiva, depois de ter servido na Aliança Rebelde, agora Nova República. Rebelde na adolescência se filiou à organização assim que seu marido foi preso pelo Império. Sua esperança era reencontrá-lo, algo que não se concretizou. Agora quer reencontrar o filho que abandonou em nome desta aventura, juntar os frangalhos da família e sair do planeta o mais rápido possível.

Mas eis que Akiva foi escolhido pelos escombros do Império para sediar uma reunião que determinará o estado atual do Império após a derrocada da segunda Estrela da Morte. Então repentinamente Norra está envolvida com o resgatar de um dos principais pilotos da Nova República, assim como também com a tentativa de assassinato de um dos líderes militares do Império, ao mesmo tempo em que tem que resgatar a confiança de seu filho Temmin.

Nestes tempos de Esquadrão Suicida – e que fique bem claro, eu conheci o Esquadrão em 1.989 quando da publicação de Lendas no Brasil – fica aquele ranço na boca resultante da reunião de tão improváveis personagens: Norra, Temmin agora um contrabandista, Wedge Antilles um sobrevivente da trilogia cinematográfica constantemente explorado no universo estendido; Jas Emari uma zabrak mercenária; Sinjir Rath Velus um ex-agente de lealdade imperial, além de uma boa personagem pelo lado do Imperério a almirante Rae Sloane, que tem a difícil missão que conseguir algo efetivo tendo que trabalhar com mão de obra muito desqualificada e inexperiente. O difícil é que para a história realmente funcionar você tem que se importar com eles. Caso contrário é apenas um desfile de personagens improváveis.

Um dos problemas é que há muitas cenas que começam sem uma apresentação adequada dos personagens, isto sem contar com duas ou três sequências que aparentemente não colaboram com o contexto geral do livro, mesmo que uma traga um personagem querido.

É, certamente, um livro que ganhará com o formato trilogia, pois no primeiro volume não conhecemos ninguém, mas ao final estamos procurando um fim adequado para todos os personagens.

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quarta-feira, 8 de junho de 2016
DC Rebirth: Action Comics #957


 Certamente os fãs sabem que o maior problema para arrumar em Rebirth é o Superman. Era ele que não funcionava direito em Os Novos 52: com uma gola de padre, que nem de longe lembrava Jesse Custer, Kal-El tornou-se um personagem ruim que só teve uma glória.

Qual?

Namorar Diana, a Mulher Maravilha.

Fora isto foi um personagem lamentável. Abaixo da média.

Assim, quando a DC Comics publicou Convergência e a versão do homem de aço da continuidade anterior vendeu bem o suficiente para garantir uma nova série mensal, pareceu que era apenas uma questão de tempo até que o personagem fosse incorporado à continuidade atual.

E isto aconteceu rapidamente. Primeiro a DC limpou o caminho em Superman #52 matando o Superman e fazendo seu funeral em Superman: Rebirth. Ok.

Agora é ter a boa vontade para entender a explicação meia boca que virá, e tenha certeza: ela virá! E será meia boca!

Path of Doom, parte 1 que começa em Action Comics #957 é escrita por Dan Jurgens e tem arte de Patrick Zircher e narra uma trama básica. Ao ver Luthor tornar-se o herói de Metrópolis e usurpar o símbolo do Superman, o Superman da continuidade anterior decide assumir publicamente a identidade do herói. Conflito com Luthor, retorno de Maggie Sawyer para Metropolis e duas reviravoltas na edição que aponta um bom caminho.

Não é perfeita, mas talvez seja o necessário para recuperar o herói!

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