Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Abril, 2015

Superman: À prova de balas (2015)

A sensação que fica quando se termina a leitura de SUPERMAN: À PROVA DE BALAS é a de decepção! E é uma sensação que começou a se arrastar lá atrás, por volta do meio da edição.
A edição da Panini Comics é um tijolo de 680 páginas que reúne Action Comics #01-18; a edição #0 e Action Comics Annual #01 e mostra a repaginada série inaugural do homem de aço agora sob a bandeira do reboot intitulado Os Novos 52, que reiniciou o Universo DC em 2011 e fez profundas alterações em especial no Superman e Liga da Justiça – em contrapartida Batman e Lanterna Verde tiveram a continuidade mantida.
Grant Morrison derrama alguns conceitos interessantes no primeiro arco, especialmente até a edição #9 onde apresenta um Superman presidente dos EUA em uma Terra alternativa… hum, eu falei que ele é negro?
Depois disso é um marasmo em costurar uma improvável história que envolve mágicos e princesas da 5º dimensão. No meio uma confusão para mostrar que Clark Kent em algum momento fingiu sua morte, que o Supe…

O Superman da Terra-23

Se existe algo divertido e relevante em SUPERMAN: À PROVA DE BALAS (Panini Comics, 2015) além do uniforme de Clark Kent nas primeiras edições é Calvin Ellis, o presidente dos EUA e o Superman… da Terra-23.
A prova de que o uniforme é divertido é que a DC o está utilizando (com adaptações) no semi-reboot que está construindo neste momento nos EUA. Já Calvin Ellis consegue ser divertido, interessante e politicamente ativo. Seu personagem é o resultado do “endurecimento” do Clark Kent que Grant Morrison nos apresentou: ele é o presidente dos EUA e decide tomar o destino do mundo em suas mãos, fazendo aquilo que crê ser correto. É assim, um misto de Hiperion de Poder Supremo (cadê o encadernado Panini?), com o Superman dos anos 1970/80 e parte do radicalismo presente no texto de Morrison na versão Superman do Universo Os Novos 52. Talvez a DC não tenha deixado o autor brincar o suficiente com seu Clark e ele tenha decidido criar um universo paralelo para dar vazão.
É bom?
Esta é uma p…

Os mortos-vivos volume 14: Sem saída (2014)

Há um momento em que toda série cansa e parece não progredir com a mesma força. A partir daí as situações são repetitivas e ecoam o quê já vimos. Às vezes o eco é sutil, às vezes forte. Os mortos-vivos chegou neste ponto para mim. As tramas são desdobramentos, alguns sutis, outros nem tanto, de tramas anteriores, estendidas e com trajetórias distintas.
Ainda assim Sem saída o arco das edições The walking dead #79-84 é bom, pois nos mostra até onde Rick Grimmes está disposto a chegar para manter aqueles que lhe são caros, e mais importante: quem são esses!
Imperceptivelmente também corre a questão das semelhanças entre Rick e o Governador, melhores exploradas nas temporadas quatro e cinco da série de TV.
A edição trabalha o conceito de horda que surgiu nos volumes anteriores (veja volumes 10, 11, 12 e 13) e mostra que os andarilhos são atraídos por sons, especialmente de tiros que se propagam. Aqui uma horda invade a cidade que vivia em relativa paz e autonomia e o grupo é separado em…

Marco Polo (Netflix, 2014)

[Trama] Marco Polo (Lorenzo Richelmy), genovês, é um jovem que não conhece o pai em viagem desde antes do seu nascimento (e que não tinha conhecimento da existência do rapaz) e que crê que viverá aventuras com seu pai viajante quando este retornar. Assim que se encontram e partem para a China, Marco é deixado por seu pai e tio na corte do mongol Kublai Khan (Benedict Wong), o khan dos khans, neto de Gengis Khan e fundador da Dinastia Yuan (1271-1368).
Praticamente vendido como uma mercadoria, já que ficou na corte enquanto seu pai obtinha permissão para negociar no império do khan,Polo terá que provar seu valor de diversas formas e vezes. Terá que se provar para o vice-rei Yusuf (Amr Waked), para o ciumento Príncipe Jingim (Remy Hii) e o ministro das finanças Ahmad (Mahesh Jadu), apesar de conseguir um bom relacionamento com Byamba (Uli Latukefu) um bastardo de Kublai e a amizade verdadeira com o monge cego Hundred Eyes (Tom Wu, preferi deixar em inglês pela conotação que o som de “cem…