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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015


Em algum momento de 2013 Michael Moorcock anunciou em uma rede social que havia negociado quatro livros com uma editora brasileira. Especulou-se sobre a Leya ou a Saída de Emergência; a primeira pelo histórico com As crônicas de fogo e gelo de George R R Martin; a segunda por publicar em Portugal a série de Moorcock.

Não foi nenhuma destas. A Editora Generale – um selo da Editora Évorapublicou no fim da primavera de 2014 o primeiro dos livros: Elric de Melniboné, Livro Um: A traição ao imperador.

A edição reúne três contos publicados originalmente na revista Science Fantasy e posteriormente reunidos e reformatados para o formato livro – mas não chega a tanto, com apenas 182 páginas. Como anteriormente e detalhadamente me estendi sobre os contos (veja ou reveja em 1, 2 e 3) vou apenas a um rápido resumo.

Elric é o herdeiro do Trono de Rubi, mas ele e seu povo estão em decadência. Fraco fisicamente e dependente de drogas, Elric tem o amor de Cymoril e do amigo Dyvim Tvar, mas seu primo Yyrkoon deseja o trono e se aproveita de um ataque à cidade de Imrryr na Ilha do Dragão para traí-lo e ocupar o trono. Quando o plano falha, foge para reorganizar um novo ataque, levando junto a sua irmã e amada de Elric, Cymoril. Assim o último Imperador Feiticeiro de Melniboné decide ir ao seu encalço, percebendo que ambos estão sendo controlados por forças superiores.

Clique para ampliar e ler a mensagem de Moorcock em uma rede social

[Opinião]
A Generale fez uma belíssima edição em capa dura e com esplêndida capa. Fica-se ansioso para a próxima edição, programada para abril de 2015. O triste é que ao se concentrar em contos de Elric algo do vasto universo de Moorcock como O campeão eterno não será contemplado nesta série.

O texto de Moorcock, ainda vivo e se apresentando como um “anti-Tolkien” é crú, algo vezes imperfeito, talvez em função da mídia de nascimento: uma revista de contos. O autor constantemente retoca suas histórias, algumas de maneira imperceptível e com claro penhor financeiro. Seu Elric é um entretenimento rápido, dinâmico e a ambiguidade do personagem lembra o ser humano. Elric é nobre, mas indeciso, fraco, ambíguo e capaz de arrastar pessoas para sua tragédia pessoal. Ao ler o texto fica-se com a clara impressão que será a razão da queda de Melniboné e de sua dimensão – coisas que sabemos que ocorrerão dando ao fato que a trama original foi publicado nos anos 1.960.

Ainda que eu acompanhe as Chronicles of the Last Emperor of Melniboné, série da DelRey publicada a partir de 2.008, terei um enorme prazer de acompanhar também esta série nacional e torcer para que o arco Os Navegantes dos Marés do Destino e o conto O campeão eterno sejam publicados por aqui, o último sem Elric, mas essencial para entender o personagem como parte de algo maior.

Na torcida pelo sucesso.

Elric de Melniboné, Livro Um: A traição ao imperador, Michael Moorcock, ISBN 978-85-63993-96-0, tradução de Dario Chaves.


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