Pular para o conteúdo principal

The Walking Dead [3x03] – Walk with me



Devo confessar que não estou gostando da condução das coisas na terceira temporada de The Walking Dead simplesmente em função da velocidade. Há tanta coisa acontecendo, um crescendo tão intenso, que fica impossível acreditar que os elementos que Robert Kirkman criou de forma tão adequada nos quadrinhos, serão utilizados de forma inteligente na série.


Se no segundo episódio, muito do que tinha acontecido na terceira graphic novel foi resumido, no terceiro acontece o mesmo com a quarta e quinta graphics novels. O Governador é apresentado e Merle retorna à série, mas apenas para Andrea e Michonne e a primeira finalmente revela que tem cerca de sete a oito meses que se afastou do grupo de Rick Grimmes.

O Governador – Phillip Blake – é o responsável pela cidade de Woodbury, atualmente com cerca de 76 sobreviventes e forte aparato de proteção. A primeira vista parece um ditador benevolente e se mostra altamente simpático à dupla de mulheres. Isso não impede que Michonne desconfie das intenções do Governador, desde que o viu matar alguns militares após uma queda de helicóptero. Ele se desculpa avisando que já estavam feridos além do possível ou mortos – o quê é verdade, em parte.

Mas em uma sequência fora de Woodbury, Blake e seus homens matam os soldados que faziam parte da equipe militar e ao retornar mentem, dizendo que eles já haviam sido atacados por uma horda de zumbis.

[Diferenças]
A principal diferença em relação aos quadrinhos é que o grupo que vai até Woodbury é liberado por Rick Grimmes e naquele momento Michonne já era membro ativo do grupo. Será nesta investida que Blake corta a mão de Rick.

Na Woodbury dos quadrinhos o cenário é mais sujo e o pessoal é mais selvagem. Talvez um pouco mais estereotipados para “caipiras” que gostam de esportes monstruosos. Blake também tem uma “filha” convertida em zumbi, que não é citada até este momento. Ele alimenta a menina com restos de corpos de pessoas que mata, os forasteiros que chegam à cidade.

Tudo indica que a temporada irá usar elementos de vários encadernados misturados, mas não sei se a tensão de ver Rick, um homem íntegro, se desintegrar terá o mesmo impacto.

A chegada na prisão e o enfrentamento com os prisioneiros (Vol 3 – Segurança atrás dasgrades), a apresentação de Michonne e os soldados que sofrem uma queda de helicóptero (Vol 4 – Desejos carnais), a apresentação de Blake, de Woodbury, a fuga dos sobreviventes, a tensão da ameaça do ataque de Blake e o ataque em si (Vol 5 – A melhor defesa, Vol 6 – Vida de agonia, Vol 7 – Momentos de calmaria e Vol 8 – Nascido para sofrer) são elementos que podem ser utilizados de várias formas

Veremos se a série no afã de produzir uma tensão sempre crescente não utiliza muitos elementos de uma vez só e acaba com as surpresas futuras.






Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…