Pular para o conteúdo principal

Hawkman, Silver Age Chronology: The Brave and the Bold, II


A edição #36 da série The Brave and the Bold de junho-julho de 1.96l trouxe mais duas rápidas aventuras dos Campeões Alados pela dupla Gardner Fox & Joe Kubert.

Na primeira Strange Spells of the Sorcerer há aparições de criaturas místicas depois que Mavis Trent declama um feitiço ancestral. Objetos raros são roubados quando as criaturas surgem e desaparecem, mas tudo é uma distração para o verdadeiro mago estabelecer seu domínio definitivo das artes místicas.

A segunda história The Shadow-Thief of Midway City é novamente uma grande trama de ficção científica, própria de Gardner Fox. Carl Sand, criminoso que acabou de cumprir pena, estuda a sua sombra para objetivos criminosos. Durante este processo faz contato com outra dimensão e auxilia um extra-terrestre que o presenteia com o dimensiometer que o permite ter domínio de sua sombra. O alienígena dias depois o avisa que ao usar o uniforme irá iniciar uma nova era do gelo, mas o ladrão não lhe dá ouvidos, preferindo o crime e acaba derrotado pelos Gaviões que anunciam ao leitor que estão retornando para Thanagar. Para preservar as identidades humanos irão informar que estão em férias.

Um ano depois a dupla retornaria ao título em The Brave and the Bold #42 (junho-julho/1.962) na história The Menace of the Dragonfly Raiders, onde agindo em Thanagar os heróis enfrentam o retorno de Byth, auxiliado por comparsas que também utilizam a mesma pílula que Byth usou e que estudou a fórmula. A história mostra o facínio de Fox por sociedades futurísticas com uso de tecnologia de pontas, controle climática, formas de pagamento moderno (há uma versão do cartão de débito, algo bem comum na sci-fi, diga-se de passagem) e começa a mostrar a sociedade thanagariana como um estado de extremo controle sobre os indivíduos e a sociedade. A princípio é algo comum, quase imperceptível, mas as décadas de acusações de “Fascista!” proferidos pelo Arqueiro Verde nos faz procurar qualquer indícios lá na fonte.

Mais um grande momento da dupla.

Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…