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O sacerdote e o feiticeiro, volume 4: A ditadura encurralada

O quarto volume da série de Elio Gaspari, que faz com o as páginas da série alcancem o segundo milheiro de informações, dá foco ao período de 1.975 a 1.977 quando o povo começa a dar sinal de cansaço com a ditadura, porém de forma comedida: com as poucas eleições livres elegendo congressistas e governadores do MDB e algumas passeatas de protesto. A juventude, rebelde por natureza, começa a pedir o fim da ditadura e voltam a revoltas estudantis. Já no âmbito de explosões, troca-se a “esquerda explosiva” por uma “direita explosiva”, composta por militares radicais.

Com uma narrativa mais ágil que o terceiro volume entre os principais tópicos temos:

→ a morte de Vladimir Herzog, de JK e de Jango e o posicionamento da ditadura em relação a estes eventos;
→ o pacote de abril de 1.977 com seus senadores e governadores biônicos;
→ a eleição de Jimmy Carter para a presidência dos EUA e sua posição em relação às ditaduras, especialmente interessante a visita de Rosalyn Carter ao Brasil;
→ a saúde de Golbery e a pouca simpatia da tigrada para com ele, especialmente os radicais afastados do poder;
→ A sucessão de Geisel: Frota ou Figueiredo? A preparação do candidato Figueiredo e sua incompetência no SNI;
→ Apoio ao General Antônio de Spínola em Portugal e a nova condição das ex-colônias africanas;
→ O tratamento da imprensa e o empresariado (especialmente o paulista) à ditadura;
→ O descontentamento dos militares com os rumos da ditadura: eles pediam endurecimento.

Junto com os outros volumes forma um perfil de Geisel e Golbery, administradores e/ou arquitetos da ditadura, que nos leva às reflexões sobre a aceitação que os militares tiveram de vários setores da sociedade e como o evento foi de encontro aos interesses deles que temiam os comunistas mais do que uma quartelada.

No fim o velho adágio popular funciona perfeitamente: o povo tem os governantes que merece. Temiam o comunismo e acharam confortável uma ditadura militar para que as instituições fossem restauradas.

O término do volume com a demissão de Sylvio Frota em 12 de outubro de 1.977 pelo ditador da República Ernesto Geisel estabelece uma rápida cronologia dos envolvimentos do mandatário de plantão com revoltas militares. Para entender melhor estas, convêm a leituras das revoltas tenentistas, em especial o livro As noites das grandes fogueiras de Domingos Meireles, sobre a Coluna Prestes.

Uma série fundamental!

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