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Matar ou não matar uma questão que permeia os quadrinhos!

Batman foi a primeira tentativa de produzir algo mais parecido com o conteúdo das tiras de jornais e frequentemente matava seus vilões. Superman também o fazia em suas primeiras histórias. Espectro idem. Não eram “heróis” eram “mystery men”, justiceiros, vigilantes uniformizados agindo à margem da lei.

Mas também era 1.938, 39, 40 e os quadrinhos não sabiam quem queriam como público ideal. Queriam que as crianças comprassem e não raro erravam no tom. Mas queriam que o público adulto que acompanhava as tiras de jornais também comprassem.

Quase oitenta anos depois apenas uma parcela dos vigilantes mata e a DC Comics decide reajustar novamente a visão que tem que um de seus personagens clássicos.

Diferente de arrancar um braço, matar ou quebrar a espinha JT Krull e James Robinson, o primeiro autor da fase final da série Green Arrow/Black Canary e o segundo autor da série Justice League: Cry for Justice, decidiram mostrar que Oliver Queen, o Arqueiro Verde poderia romper com o paradigma de que um herói não deve matar.

Em Cry for Justice um vilão terciário, quando no máximo, chamado Prometheus, arma um complexo esquema que põe bombas em várias cidades protegidas por heróis. Uma das bombas é ativada destruindo o centro de Star City – onde vive Queen – e vitimando dezenas de milhares de pessoas além da “neta” dela, filha de um garoto que ele criou, Roy (o Ricardito, o Arsenal, o Arqueiro Vermelho). Como desgraça pouca é bobagem, Roy tem o braço arracando pela vilão, ficando aleijado.

Queen não titubeia. Encontra Prometheus e o mata!

Simples! Uma flecha na cabeça e Prometheus está morto!

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