Pular para o conteúdo principal

Exclusividades

No final dos anos 1.990 as grandes editoras estavam divididas entre várias grandes e pequenas editoras nacionais. Caso alguma pequena quisesse um personagem ou série, questionava ao licenciador e, se aprovado, publicava a série.

Durante a metade da década passada o material teve exclusividade na Panini, o que tirou pelo menos duas editoras do mercado a Brainstore e a Opera Graphica. Ambas tinham tiragens pequenas e diversos lançamentos louváveis, mas nem sempre um custo/benefício interessante.

Aparentemente silenciosamente a exclusividade está acabando. Desde ano passado a On Line Editora (responsável pela série Star Wars) publicou várias edições desligadas das cronologias da Marvel para os personagens dos filmes, assim como álbuns de figuras. A On Line mais recentemente também publicou graphic novels da Disney, território inabalável da Abril. E esta por sua vez retorna com uma linha da DC Comics, a animated/Johnny DC.

Mesmo quando era um mercado retalhado nunca houve concorrência. A Abril e depois a Panini reinam supremas em quantidade de lançamentos, ocupando boa parte da estante.

A questão que fica: será que com a vinda de uma nova era sem exclusidades haverá real concorrência?

Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…