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Legião dos Super-Heróis: A saga das trevas eternas


A Legião dos Super-Heróis é um time de heróis adolescentes do século XXX que agem inspirados pelas aventuras do Superboy e financiados por um multi-milionário.

A equipe existe há cinquenta anos e teve aventuras publicadas no Brasil pela EBAL (uma série mensal e anos depois em edições de Superboy em formatinho), Editora Abril (Superman, DC 2000, SuperPowers), Mythos e Panini Comics.

Diversas reformulações na equipe afastaram os editores nacionais, que decidiram não publicar o material de Legion of Super-Heroes volume 4, Legionnaires, Legion Lost, Legion Worlds e The Legion. Legion of Super-Heroes volume 5 também foi saltado, mas a Panini publicou parte do material quando a série se tornou Supergirl and The Legion of Super-Heroes, para interrromper novamente quando a série voltou a ser LSH volume 5.

Depois dos eventos da Legião dos 3 Mundos, a Legião clássica retornou ao Universo DC e primeiro ganhou aventuras de apoio em Adventure Comics (a série atual que traz histórias do Superboy) e recentemente uma nova série, o volume 6, atualmente com quatro edições publicadas.

* * *

Poucos autores marcaram tanto a equipe como Paul Levitz (escritor) e Keith Giffen (primeiro como desenhista, depois como co-argumentista e depois como autor). Um dos melhores trabalhos da dupla é “A saga das trevas eternas”, que foi republicado pela Panini Comics há algum tempo. A história é auto-contida, mas inicia um longo sub-plot secundário da importância da magia num universo tão exageradamente tecnológico.

Curiosamente o terceiro volume de LSH terminaria com o retorno completo da magia para o século XXX.

Aqui, soldados de um deus das trevas roubam artefatos místicos para permitir ao seu mestre o controle do universo. Publicado em 1.983/84, não foi o primeiro uso de Darkseid fora do contexto da Saga do Quarto Mundo, pois já havia a série de TV dos Superamigos, mas certamente é um dos mais marcantes.

Na edição da Panini os leitores sentiram a primeira consequência do enfrentamento com o novo deus do mal, que lança uma maldição sobre a equipe. Anos depois a maldição atinge aos filhos de Relâmpago e Satúrnia. Um deles é sequestrado, modificado e enviado ao passado, tornando-se um dos mais antigos inimigos dos heróis. Somente os leitores tem acesso à este informação e demoraria mais dois anos para o casal saber do destino de um dos gêmeos.

Darkseid retornaria em um arco do volume 4 que eclodiria no encontro com Legionários, aparentemente clones jovens da Legião. Uma década depois uma Legião reformulada teria seu primeiro contato com o novo deus do mal na série The Legion, totalmente inédita no Brasil.



Apesar da confusão que pode ser para alguns a cronologia da LSH – não o é, de fato – o especial A saga das trevas eternas mostra uma história auto-conclusa que é um dos pontos altos da equipe, dos autores, dos personagens, da editora e da época, um breve período em que a DC Comics parecia ter corrigido os erros do final dos anos 1.970 e iniciaria uma escalada de sucessos. Os sucessos vieram e são muitos, mas passados 25 anos fica claro que são ilhas de excelência numa editora que não teve até hoje um profissional forte como editor-chefe, capaz de exigir o melhor de seus contratados, mesmo ao custo de amizades.

Se você nunca leu a Legião, A saga das trevas eternas será uma grata surpresa. Se você conhece ambos (a equipe e a série), a edição da Panini, com papel especial, capa cartonada e separação de cores é uma excelente oportunidade de reencontro, especialmente agora que a Panini prometeu publicar as aventuras de apoio de Adventure Comics em Universo DC.

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