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Nossa última e melhor esperança de vitória: Babylon 5! – Parte 4

O cenário
Em 2258 a Terra tem um presidente único, Luiz Santiago, recém eleito, que é fraco. Seu vice é classificado por Ivanova, logo no primeiro episódio da série, como sedento de poder. A Terra tem várias colônias, e Marte, uma delas, tem grupos radicais que desejam a independência.

A PSI Corps, uma organização para-militar de interesses próprios, faz experiências em telepatas de modo a ampliar seus poderes mentais. Apesar de lentamente ver a corrupção de sua agência, Tália Winters, a telepata residente em Babylon 5, não abre mão da lealdade, ainda que na segunda temporada esconda uma informação privilegiada do diretor, Bester.

Mas a grande trama estava por vir. Uma raça de grande poder, conhecida como as sombras, envia um agente secretamente para a estação, e começa a servir os interesses do Embaixador Centauri Londo Mollari. As sombras têm um poder de fogo sem limites e destroem uma base narn com mais de 10 mil soldados em minutos. Inicialmente horrorizado, Mollari pede novamente o auxílio e começa a ser usado pelo enviado das sombras.

Diálogos deixam claro que a raça vorlon é a inimiga natural da raça das sombras, e que os minbaris sabem do interesse deles em criar um conflito Centauri – Narn, assim como ter influência em Babylon 5.


A trama continua entre as temporadas

Mas isso não é o suficiente. No final da primeira temporada, Garibaldi descobre um complô para matar Santiago, mas não consegue impedir, ficando em coma por semanas. Quando acorda, em 2259, descobre que o Presidente morreu e que a estação está sendo dirigida por John Sheridan, militar terrestre com pouca habilidade de diálogo e visto pelos minbaris como “assassino”. Sinclair foi transferido para uma Embaixada em Minbari e não faz contato nenhum até o 11º episódio da 2ª temporada, um contato muito discreto por sinal. O interesse da raça Minbari em Sinclair não é explicado de início, mas sabe-se que foi por influência dela que ele conseguiu o cargo de comandante da estação e que fez pressão para que ele fosse o embaixador terrestre em Minbari.

A segunda temporada tem um problema real que é a troca dos personagens principais. Sheridan é mais novo e mais impulsivo de Sinclair – notaram que a abriatura dos dois comandantes é JS, bastante semelhante a J. Michael Straczynski. O roteiro deixa claro que o autor encontrou a desculpa perfeita: o vice-presidente Clark, agora presidente, queria na estação diplomática alguém que incomodasse a raça minbari.

Ao longo da temporada as tramas são costuradas e pactos são criados. Os personagens ganham atenção, crescem na afeição com o telespectador. Nota-se claramente que Mollari sente-se um garoto com um brinquedo novo, usando as sombras para os objetivos belicosos de seu Império Centauri. E no devido tempo, quando todas as peças já estavam no lugar, os Centauri iniciam uma guerra contra seus ex-escravos o Regime Narn. A breve guerra termina no 20º episódio da segunda temporada, e os narns perdem durante uma manobra arriscada: seus últimos reforços são enviados para uma estação de suprimento centauri, que será defendida pelas sombras; enquanto seu mundo é destruído por um ataque maciço das tropas centauri.

A temporada termina com a divulgação de um vídeo das naves sombras, o quê cria uma tensão. Dellen acredita que a partir do momento em que as sombras saibam que as outras raças conhecem sua existência, elas estarão se preparando para a guerra, por isso aconselha a todos que conhecem a informação a não divulgá-la. Uma investigação é feita pelo Domo Terra que não encontra respostas que levem a crer que haja um conhecimento da raça.

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